No dia 15 de Julho realizou-se, pelas18 horas, uma importante concentração, com cerca de 300 participantes, frente à Embaixada de Cuba em solidariedade com o Povo Cubano.

 

Transcrevemos a intervenção da Direcção da Associação de Amizade Portugal-Cuba:

 

A.A.P.C. saúda os presentes nesta importante iniciativa de solidariedade com o Povo Cubano.

Há mais de 60 anos que Cuba está sujeita a uma guerra não declarada desencadeada pelo regime imperialista norte-americano.

O criminoso bloqueio económico, comercial e financeiro, que representa um acto ilegal face ao direito internacional é o principal obstáculo ao desenvolvimento económico e social de Cuba

que, pelas suas consequências, é um crime de lesa humanidade.

Calcula-se que os prejuízos causados a Cuba atingem mais de UM BILIÃO DE DÓLARES em números acumulados e actualizados.

O bloqueio foi aprofundado com mais 243 medidas coercitivas pelo governo de Trump e que o actual presidente Biden mantém.

Há vários anos que a A.G. da ONU condena e exige por esmagadora maioria 184 votos a favor

e dois contra, resultado da votação deste ano.

Na guerra sem quartel do imperialismo contra Cuba convém recordar os actos terroristas contra Cuba que provocaram mais de 3.5000 mortos: a invasão mercenária de americanos na Baía dos Porcos, a explosão do avião cubano com 73 pessoas e em Portugal a colocação de uma bomba na Embaixada de Cuba que assassinou dois diplomatas; a guerra biológica que provocou conjuntivite a um milhão de pessoas, a peste suína que matou milhares de porcos, entre outras acções terroristas.

Cuba resistiu e vai derrotar mais este ataque contra a Revolução.

 

 

Não ao bloqueio dos EUA

Cuba vencerá!

Cuba resiste há mais de 60 anos ao bloqueio imposto pelos EUA, a maior potência económica e militar do mundo.

Reiteradamente condenado pela esmagadora maioria dos países com assento na Assembleia Geral das Nações Unidas – como voltou a acontecer no passado mês de Junho –, o bloqueio económico, financeiro e comercial  contra Cuba atenta gravemente contra os direitos do povo cubano e o desenvolvimento do seu país.

Durante a Administração Trump, mesmo perante o grave quadro pandémico mundial, os EUA reforçaram as criminosas medidas coercivas contra Cuba – que a Administração Biden mantém –, e incrementaram as acções desestabilizadoras dirigidas contra a soberania de Cuba e os direitos do seu povo.

Cuba é um exemplo de coragem e dignidade, de soberania e participação popular!

O movimento contra o bloqueio norte-americano a Cuba cresce a cada dia. As manifestações estenderam-se às principais cidades do mundo, da América à Europa à Ásia e África, exigindo a eliminação imediata e incondicional do cerco mantido pelos Estados Unidos contra a Ilha há mais de 60 anos.

 

Foto: Ilustrativa

 

A rejeição das medidas coercitivas de Washington contra as Grandes Antilhas, unilaterais, extraterritoriais, em violação do direito internacional e dos direitos humanos dos cubanos, especialmente em tempos de pandemia COVID-19, mobiliza pessoas honestas e de boa vontade.

Enquanto isso, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, de quem muitos esperavam que revisse a política do governo Trump, manteve a política criminosa de asfixia económica.

Recentemente, o presidente dos Estados Unidos estendeu até 2022 a declaração de emergência contra Cuba, aprovada em 1996, e manteve Cuba na espúria lista de países que, segundo Washington, não colaboram o suficiente na luta contra o terrorismo.

No passado dia 23 de Junho, Cuba apresentou uma vez mais na Assembleia Geral das Nações Unidas um projecto de resolução contra a política de Washington.

O projecto reuniu o consenso geral das nações representadas que repudiaram o bloqueio que os EUA teimam em prosseguir.

2 votos contra: Israel e EUA

3 abstenções: Colômbia, Emiratos Árabes Unidos e Ucrânia.

184 votos a favor

O Brasil abandonou a sala

 

Junho de 2021

 

O objectivo da iniciativa é denunciar o carácter extraterritorial e a violação do Direito Internacional pela aplicação do bloqueio, principal obstáculo ao desenvolvimento económico e social dos países sitiados, e flagrante violação dos direitos humanos dos seus povos, afirma a convocação

 

 

O Foro de São Paulo deu início a uma campanha para levantar o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba — há mais de seis décadas — e outros países da América Latina e do Caribe.