Autor: Alejandra García Elizalde | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

25 de Outubro de 2018

«A milíciana». Foto: Korda, Alberto

 

Entre a multidão daquele 1º de Maio de 1962, um jovem fotógrafo focou o rosto ainda adolescente de Idolka Sánchez, enquanto desfilava em frente ao Memorial José Martí, em Havana.

Ela, uma das quase 2.000 milicianas do batalhão feminino Lídia Doce, viu-o aproximar-se com a câmara na mão. Ele não parecia se importar com mais nada, como se a tivesse visto de longe e não quisesse deixá-la ir sem prender obsessivamente a sua imagem. Ele escolheu-a.

"Suba a arma!" Ordenou o homem que tinha acabado de ouvir o seu nome, Korda, o mesmo que em Março de 1960 imortalizou o rosto de Che com cabelo ao vento, durante o funeral das vítimas do bombardeio ao Vapor La Coubre A ordem foi seguida por vários cliques da sua câmara e, em questão de segundos, desapareceu.

Ricardo Cabrisas reuniu-se com o conselheiro estadual do Governo Chinês

Autor: Granma | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

25 de Outubro de 2018

Foto: Granma, Vice-presidente cubano agradeceu a posição inequívoca do governo chinês contra o bloqueio.

 

O vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, reuniu-se na manhã de quinta-feira, como parte da sua visita de trabalho à República Popular da China, com o Conselheiro de Estado e Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na sede do Partido e do governo chinês Zhongnanhai.

Numa atmosfera cordial e amigável, ambas as partes trocaram impressões sobre o progresso das relações bilaterais e registaram satisfação com a troca de visitas de alto nível tendo as mesmas fortalecido o diálogo e a confiança política mútua entre os dois países. Também referiram que as relações entre Cuba e a China continuem a consolidar-se como um exemplo de cooperação entre os dois países socialistas com base na igualdade, respeito e benefício mútuo.

Na sua conta na rede social Twitter, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez pediu o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro que o governo dos Estados Unidos mantém contra a Ilha, há quase 60 anos

 

O bloqueio causou danos quantificáveis a Cuba superiores a US$ 134,4 biliões (134.499.000.000), aos preços correntes.

Na sua conta no Twitter, o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, exigiu na terça-feira, 23 de Outubro, o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro que, há quase 60 anos, o governo dos Estados Unidos mantém contra a Ilha.

«Continuaremos a exigir, sem descanso, o fim do cruel bloqueio económico, comercial e financeiro contra a Cuba e a compensação justa ao nosso povo pelos danos económicos e materiais causados em tantos anos de agressão. # NoMoreBlock #UnblockCuba #SomosCuba», escreveu na sua conta no Twitter @DiazCanelB.

Assembleia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque, 26 de Setembro de 2018

 

Senhora Presidente,

Senhor Secretário-Geral,

 

É impossível estar aqui, falar nesta tribuna em nome de Cuba e não evocar momentos históricos da Assembleia-Geral que são também os da nossa memória mais afectiva: Fidel Castro, Ernesto Guevara, Raúl Castro Ruz e o Ministro da Dignidade, Raúl Roa, isto para citar apenas os mais transcendentes que aqui trouxeram, não apenas a voz do nosso povo, mas também a voz de todos os povos latino-americanos e das Caraíbas, africanos, asiáticos, não-alinhados com os quais partilhamos mais de meio século de luta por uma ordem internacional justa que ainda está longe de ser alcançada.

É absurdo mas coerente com a irracionalidade de um mundo em que os 0,7% mais ricos da população podem apropriar-se de 46% da riqueza, enquanto 70% dos mais pobres apenas acedem a 2,7% da mesma; 3 460 milhões de seres humanos sobrevivem na pobreza; 821 milhões padecem de fome; 758milhões são analfabetos e 844 milhões carecem de serviços básicos de água potável, números que são elaborados e manipulados habitualmente por organismos globais, mas que, pelos vistos, não conseguem mobilizar suficientemente a consciência da chamada comunidade internacional.

Essas realidades, Senhora Presidente, não são fruto do socialismo, ao contrário daquilo que o Presidente dos Estados Unidos afirmou ontem nesta sala. São consequência do capitalismo, especialmente do imperialismo e do neoliberalismo; do egoísmo e da exclusão que acompanha este sistema e de um paradigma económico, político, social, cultural que privilegia a acumulação de riqueza em poucas mãos à custa da exploração e da miséria da grande maioria.

«A Guerra Fria voltou», alertou recentemente o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, num contexto internacional em que rufam os velhos tambores de guerra, adornados com outros rostos e métodos.

 

“O multilateralismo, a luta determinada e unida dos povos do mundo pela paz, a paz que não pode ser alcançada com mais armas, pode construir o equilíbrio necessário. Vamos apelar, pelo menos, ao instinto de sobrevivência, ao senso comum, para que os canhões se acalmem, de modo que a excessiva ambição, típica do sistema que hoje domina o mundo, não possa triunfar.”

 

Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Setembro 2018

O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha Nazi, em 23 de Agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal tratado, em que Moscovo tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que, em 29 e 30 de Setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França reuniram-se com o Führer e o Duce (Itália) para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.

A União Soviética, que já havia proposto um acordo para o desarmamento geral, na Conferência sobre Desarmamento realizada em Genebra, em 1932, propôs em 1938 aos principais círculos de liderança da França e da Grã-Bretanha uma aliança, que foi rejeitada de imediato. As grandes potências capitalistas sonhavam então ver desfilar com júbilo os tanques alemães Panzer pelas ruas das cidades soviéticas.

Todas as tentativas da URSS de criar uma frente comum para evitar a guerra fracassaram, diante o interesse prioritário das potências ocidentais de pôr fim ao primeiro Estado socialista do mundo.