No 58º aniversário da constituição da Federação de Mulheres Cubanas (FMC), recordamos algumas palavras que Fidel Castro proferiu nesse momento histórico. Trata-se de uma organização que agrupa 89% das mulheres cubanas com idade superior a 14 anos.

Destacamos o papel ocupado pela mulher na sociedade e na Revolução Cubana.

 

Sobre as razões da Reforma Constitucional já foi escrito desde o início do processo, e entre os motivos de maior importância sempre se destacou a necessidade de adequar a Lei das Leis à realidade cubana contemporânea.

Para atingir esse objectivo no texto constitucional, é necessário, entre outras questões, reconhecer as transformações derivadas da implementação das Directrizes e incorporar nos seus artigos os conceitos estratégicos do Modelo Económico.

Não é em vão que o projecto de Constituição, cuja discussão começou na segunda-feira, 13 de Agosto e que durará até 15 de Novembro, é a expressão coerente entre actualização e reforma, isto é, a interligação com os documentos programáticos aprovados, nos quais é delineada, também, uma sociedade mais justa, soberana, socialista, democrática, próspera e sustentável.

Companheiros,

O texto que transcrevemos, reflete indubitavelmente o pensamento de Fidel, a sua visão sobre a construção do socialismo e, tendo em conta a época em que este discurso foi proferido, 1960, podermos constatar o rigor e coerência no caminho percorrido até aos dias de hoje pela Revolução.

Consideramos por isso, importante a sua leitura e reflecção.

As grandes transformações sociais e a edificação de uma sociedade Socialista, constrói-se na luta incessante e com o Povo.

AAPC

Cuba fidelista contra o impossível

Curta parece a vida que ao ser humano lhe foi dada. Somos apenas gotas de luz diante do infinito da História. A morte, sempre tremenda, põe fim à matéria e, como lei inexorável, chega a todo mundo.

O Governo Revolucionário de Cuba emitiu uma declaração condenando veementemente o ataque ao presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, que ocorreu no sábado, 4 de agosto, durante uma parada militar em Caracas.

O Governo Revolucionário da República de Cuba condena veementemente o ataque contra o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, que ocorreu no sábado, 4 de agosto, durante um desfile militar em Caracas, por ocasião do 81º aniversário da fundação da Guarda Nacional Bolivariana.

Este ato de terrorismo, que procura ignorar a vontade do povo venezuelano, constitui uma nova tentativa desesperada de conseguir, através do assassínio, aquilo que não conseguiram obter em múltiplas eleições, nem através do golpe de Estado de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, o golpe petrolífero de 2003 e a guerra não convencional travada por campanhas nos mídia, sabotagem e atos violentos e cruéis.

«Pela dignidade e o decoro dos homens de Cuba, esta revolução triunfará! Cuba abraça todos aqueles que sabem amar e criar e despreza aqueles que odeiam e destroem. Fundaremos a República Nova, com todos e para o bem de todos, no amor e fraternidade de todos os cubanos.»

Manifesto de Moncada, 23 de Julho de 1953

 

Armanda Fonseca

Em 10 de Março de 1952, antecipando a sua derrota nas eleições que se aproximavam, Fulgêncio Baptista apodera-se do poder, suspende a constituição, revoga as leis da República, suprime direitos individuais e proíbe manifestações e a actividade partidária. A situação social agravou-se: precariedade nos latifúndios, analfabetismo, doenças do subdesenvolvimento, miséria, abusos, jogo, prostituição.

Um grupo de jovens, na sua maioria muito humildes, com diferentes níveis de cultura política, todos querendo derrotar a tirania de Fulgêncio Baptista, sentiam a necessidade de uma mudança. Fidel Castro era aquele que tinha maior experiência política, possuía uma perspetiva da revolução, quer no plano tático quer estratégico. Alguns tinham noções marxistas-leninistas, mas todos eram influenciados pelo pensamento de José Marti.