A ajuda do México e da Venezuela à contenção do fogo na base de navios-tanque de Matanzas, segundo diz o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, é «uma demonstração de uma frase de muito impacto do presidente López Obrador: aos países amigos não se lhes pergunta, diretamente se lhes manda a ajuda». Díaz-Canel agradeceu essa disposição.

Foto: Estudio Revolución

 

Díaz-Canel agradeceu essa disposição: «Este gesto tem a ver com a disposição de ajudar, mas também com os gestos de solidariedade que Cuba teve noutros momentos, tem a ver com a história entre os nossos povos e governos», afirmou.

Disse aos jornalistas «estamos a enfrentar um evento que não é usual no país, não se trata de um furacão; estamos a falar de um fogo de altas proporções numa base de navios-tanque, muito difícil de controlar».

O presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, qualificou como um paradigma a ajuda dada pelo México e a Venezuela no enfrentamento ao incêndio nos depósitos de combustível em Matanzas

 

Foto: Ricardo López Hevia

 No combate ao fogo uniram-se tantas mãos, que na coragem dos valentes que participaram couberam em Matanzas três países: México, Venezuela e Cuba. 

 

MATANZAS.-- Como um paradigma da irmandade latino-americana qualificou o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, a ajuda dada pelo México e a Venezuela no enfrentamento ao fogo nos depósitos de combustível na província de Matanzas.

Em duas mensagens a Andrés Manuel López Obrador e a Nicolás Maduro Moros, presidentes do México e da Venezuela, respectivamente, Díaz-Canel expressou o agradecimento de Cuba, nas mensagens que foram lidas no ato de condecoração às forças solidárias, que teve lugar neste domingo, 14 de agosto.

Oferendas florais de Raúl e de Díaz-Canel presidiram a homenagem póstuma ao jovem oficial Elier Manuel Correa Aguilar

Foto: Ricardo López Hevia

 

MATANZAS – A uns 500 metros da bateria de tanques o solo está torrado a gente sente isso ao caminhar. O estado em que ficaram dezenas de edificações é deprimente.

Tudo tem uma cor negra, e os sedimentos do petróleo derramado, misturado com terra e sucata, estão espalhados pela zona; é possível ver traços de mangueiras, tubos avariados, estruturas metálicas retorcidas e arbustos carbonizados.

É inevitável dirigir o olhar para o local onde esteve o tanque impactado pelo raio, e pensar nos instantes letais daquela primeira explosão por volta das cinco horas da manhã do sábado, 6 de agosto.

O Papa Francisco manifestou sua «proximidade de um modo especial aos afetados» diante da tragédia causada pelo fogo numa zona industrial de Matanzas

No seu encontro semanal com fieis, na Aula Pablo VI do Vaticano, expressou: «peçamos a nossa mãe, rainha do céu, para zelar pelas vítimas dessa tragédia e suas famílias».

«Que interceda por nós todos diante do Senhor para que saibamos dar testemunho da fé e da esperança na vida do mundo futuro. Que Deus os abençoe». Anteriormente, o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado da Santa Sé, enviou um telegrama, em nome do Sumo Pontífice, às máximas autoridades eclesiásticas de Cuba, no qual expressou os pêsames pelo acontecido na Ilha.

Autor: Redação Digital | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

agosto 11, 2022 

O governo italiano enviará uma doação de medicamentos e suprimentos de saúde a Cuba para ajudar os feridos no incêndio na zona industrial de Matanzas.

A embaixadora da nação antilhana em Roma, Mirta Granda Averhoff , destacou no Twitter que esta ajuda humanitária contém aproximadamente 2,3 toneladas de mercadorias, e é realizada através do Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional, em coordenação com o Departamento de Proteção Civil.

Um comunicado do Itamaraty do país europeu indica que esta doação é feita a partir da Base Humanitária de Resposta a Emergências das Nações Unidas, em Brindisi, e é um apoio às autoridades cubanas para a assistência às vítimas do acidente.