O Grupo de Trabalho Temporário do Governo para o combate da COVID-19 analisou no sábado, 7 de Agosto, a situação epidemiológica do país, que continua tensa. A venda ilegal de medicamentos foi especialmente abordada, de forma crítica.

Foto: Estúdios Revolución

 

«Acabou-se a contemplação nos territórios com a venda ilegal de medicamentos, isso não pode ser permitido e temos todas as formas operacionais para fazê-lo», declarou o Primeiro Secretário do Comité Central do Partido Comunista e Presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, na reunião do Grupo de Trabalho Temporário do Governo para o combate da Covid-19, onde foi analisada a situação epidemiológica do país no sábado, 7 de Agosto, que continua tensa.

«A partir de muitas reclamações da população, a venda ilegal de remédios foi encarada de forma crítica, principalmente por meio de grupos nas redes sociais. Este fenómeno foi contemplado e a situação que vivemos está a agravar-se ainda mais», considerou o presidente numa conversa por videoconferência com os governadores de todas as províncias e o prefeito da Ilha da Juventude.

«São muitas as pessoas passivas face a este fenómeno e que não o podemos permitir», exigiu Díaz-Canel, que disse a todas as autoridades locais para se envolverem plenamente neste problema, coordenarem com o Ministério do Interior em cada território e apreenderem todos os medicamentos que estão a ser vendidos ilegalmente, «que sejam direccionados para hospitais e locais onde a Covid-19 está a ser enfrentada», disse.

Sobre o assunto, o membro do Secretariado Político e Primeiro-Ministro, Manuel Marrero Cruz, disse que não se trata de quem vendeu um medicamento com um lucro mínimo, mas de quem vende um blister de comprimidos por 2.000 ou 3.000 pesos. «É um abuso», disse, «e temos que cerrar as fileiras numa questão tão delicada, especialmente no meio da complexa situação que o país vive com a pandemia e a escassez de medicamentos».

Quanto ao elevado número de casos de Covid-19 no país, que comprova a total circulação do vírus em todas as províncias, informou o Dr. Francisco Durán García, Director Nacional de Epidemiologia do Ministério de Saúde Pública, que Cuba identificou nesse mesmo dia, 8.893 novas infecções em 160 municípios. Onze das 15 províncias confirmaram casos em todos os seus municípios: Pinar del Río, Artemisa, Havana, Mayabeque, Matanzas, Cienfuegos, Villa Clara, Sancti Spíritus, Las Tunas, Santiago de Cuba e Guantánamo. «Durante os últimos 15 dias», disse Durán García, «foram confirmados 131.992 casos positivos de Covid-19, para uma taxa de incidência da doença de 1.180 em cada 100.000 habitantes».

O indicador mais alto é mostrado por Ciego de Ávila (3.152,5), Cienfuegos (3.152,2), Matanzas (2.048,2), Guantánamo (1.859,3), Mayabeque (1.329,7), Havana (1.141,4) e Artemisa (1.130,2).

Destas sete províncias, apenas Matanzas mostra uma tendência decrescente nas últimas duas semanas. Com o diagnóstico neste sábado de 467 novos positivos no território, os números de contágio continuam a diminuir diariamente em relação aos dias anteriores. Conforme explicou o governador Mário Sabines Lorenzo, após a concessão de 748 altas médicas, o número de casos activos diminuiu para 3.179, o que representa menos 284 que no dia anterior e consolida a tendência de continuar a reduzir os casos activos na província.

Num contexto em que os protocolos de combate da epidemia estão a ser actualizados no país, neste encontro foi destacada a importância de se aperfeiçoarem as acções realizadas no território nacional para internamento e isolamento domiciliário. Esta é uma acção necessária no actual cenário epidemiológico, cuja qualidade depende em grande parte do facto de as infecções não aumentarem.

Fonte: Granma, Agosto, 2021