Nicolás Maduro ordenou nesta terça-feira (22) a expulsão do diplomata norte-americano Todd Robinson, alegando que existem evidências de que estaria conspirando contra o governo.

As manobras de Washington ocorreram logo após os EUA criticarem a eleição venezuelana ocorrida no domingo (20), com o vice-presidente Mike Pence acusando que o acto eleitoral não teria sido "nem livre nem justo".

Nicolás Maduro foi reeleito como presidente com 68% dos votos, cerca de 46% de participação eleitoral, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral.

Os EUA impuseram uma série de novas sanções contra o país por causa do que chamaram de voto "fraudulento", apesar de não terem apresentado uma justificação fidedigna para tal acusação.

A Rússia disse que manterá boas relações com a Venezuela e destacou que as sanções contra o país não são apenas contraproducentes, mas também contrárias ao direito internacional. A China, por sua vez, pediu para que a decisão do povo venezuelano seja respeitada, uma vez que a população se pronunciou num processo eleitoral que transcorreu de forma muito tranquila e com grande civilidade.