Nota AAPC:

O agravamento do Criminoso Bloqueio movido contra Cuba e o seu Povo pelo Imperialismo Americano tem-se intensificado e sido denunciado por movimentos e Associações de solidariedade em permanência, nomeada e particularmente pela nossa Associação.

No próximo mês de Outubro, Cuba levará de novo ao Plenário das Nações Unidas o seu protesto e exigência pelo levantamento do Bloqueio.

A AAPC, em conjunto com outras organizações internacionais, está inserida nesse protesto, repudiando o Bloqueio e exigindo uma tomada de posição pelo Parlamento Europeu contra a recusa de Bancos em operarem transferências para Cuba.

 

 

A RAZÃO E A JUSTIÇA NÃO PODEM SER BLOQUEADAS 

Quando se trata do bloqueio económico, comercial e financeiro imposto a Cuba há tantos anos, pareceria que tudo já foi dito, embora a realidade imponha o contrário. Na medida em que se reforçou, provoca mais danos – alguns mais visíveis do que outros – é ratificado como uma política unilateral, produto da irracionalidade e a falta de sentido, trabalho de quem faz a mais flagrante injustiça, forma e estilo de fazer política.

Além de continuamente impor a Cuba e ao seu povo condições que violam o Direito e as normas internacionais de comércio, contrariando os princípios básicos da Organização das Nações Unidas e a vontade de milhões de pessoas no mundo, dói pensar nas barreiras impostas para o pleno desenvolvimento dos cubanos e das capacidades deste povo.

O mundo condenou e pede o fim do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba, porque é um direito elementar desta nação decidir o seu destino sem interferência de ninguém, sem sofrer todas as inconsistências e loucuras de uma política que nos impede pagar, como qualquer outro país, as nossas importações, que nos dificulta a utilização do sistema financeiro, económico e comercial que rege em nível internacional, afectando, inclusive, aos cidadãos e sectores empresariais estadunidenses, limitados no desenvolvimento de uma relação respeitosa e apropriada com as autoridades e a sociedade cubana.

Cuba mantém justas exigências e agradece o acompanhamento permanente da comunidade internacional em todos os possíveis foros internacionais, incluindo a Assembleia Geral da ONU, porque a razão, os princípios e até mesmo os sentimentos nos ajudam e assim será enquanto persistir essa política arbitrária, ilegal e injusta. Em 31 de Outubro de 2018, o governo cubano denunciará novamente o recrudescimento do bloqueio na AGNU. Porque esta política desgastada que hoje buscam valorizar e impor – com outros métodos e faces – a outros povos irmãos no mundo, é a mais longa guerra económica da história e aprofunda-se nas famílias cubanas de todas as gerações. Porque também a nossa essência, a partir de nossa raiz, é defender a justiça e a verdade nos acompanha.

 

PASSOS PARA O RECRUDESCIMENTO DO BLOQUEIO A CUBA

Em 2017, Donald Trump estabelece o «Memorando Presidencial de Segurança Nacional sobre o Fortalecimento da Política dos EUA contra Cuba», um sério recuo nas relações bilaterais com Cuba.

Departamentos do Tesouro, do Estado e do Comércio dos EUA emitem regulamentações que impõem obstáculos adicionais às oportunidades limitadas do sector empresarial norte-americano em Cuba e restringem, ainda mais, o direito dos estadunidenses de viajarem à Ilha.

Novas sanções contra Cuba causam uma diminuição significativa nas visitas procedentes dos EUA e maiores obstáculos às relações económicas e comerciais de empresas cubanas com potenciais parceiros estadunidenses e de terceiros países, afectando os sectores estatais e não-estatais da Ilha.

Em 2018, dezenas de bancos em todas as regiões do mundo decidiram fechar as suas relações com empresas cubanas ou estrangeiras, para eliminar os seus laços com Cuba, inclusive as operações com os cidadãos cubanos só por terem essa nacionalidade.

 

Publicação: 07 Setembro 2018

(Granma)