Os Estados Unidos têm cerca de 800 bases militares em todo o mundo, onde se incluem 76 na América Latina. Destacam-se 12 no Panamá, 12 em Porto Rico, 9 na Colômbia e 8 no Peru, com o maior número concentrado na América Central e no Caribe.

(Raúl Capote Fernández/Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

Na sua ânsia desmesurada de controlar hegemonicamente todo o planeta, tem promovido guerras em todos os continentes, alimenta grupos terroristas a quem dá apoio militar, como é o caso da Síria, promove golpes de estado, semeia a desordem em estados onde o poder democrático não aceita o seu jugo, dá apoio a tentativas de assassinato ou assassina chefes de estado como aconteceu na Líbia de Kadhafi.

Não se contentando com as acções indirectas não se coíbe em criar um clima de guerra e insegurança ao multiplicar bases militares na proximidade de países que não partilhem do seu ideal imperialista como é o caso da Rússia.

 

No que se relaciona com a América Latina e particularmente com a sua fobia em relação a Cuba e à Venezuela, país que o Prémio Nobel da “Paz”, Barack Obama identificou como uma ameaça para a segurança dos E.U.A., o assédio não tem limites. Veja-se o agravamento do criminoso Bloqueio movido contra Cuba e as constantes investidas contra o a Venezuela Bolivariana.

A pretexto do aumento de apoio e consequentemente o reforço de presença da Rússia, China e Irão na região, países que desenvolvem projectos de desenvolvimento tecnológico comercial e social em alguns países da região, estabelecem novos acordos que visam a intervenção militar rápida na região, constroem novas bases militares como é o caso da Argentina e do Peru, reforçam a sua presença militar em vários países como é o caso do Equador.

O cerco está montado e reforçado e o objectivo central é garantir os seus interesses hegemónicos  na região, reforçar a sua frente de intervenção contra a Venezuela para reconquistar os seus imensos recursos económicos e garantir a continuada usurpação dos enormes recursos naturais existentes em toda a América Latina e Caribe.

Não resistimos a transcrever uma frase de Simon Bolivar que tem toda a actualidade: “Os Estados Unidos parecem destinados pela Providência a encher a América de miséria, em nome da Liberdade”.