O Conselho Mundial da Paz (CMP) e o Movimento Cubano pela Paz e a Soberania dos Povos (MovPaz), em parceria com o Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) e o Centro Martin Luther King Jr. (CMLK), organizam o Segundo Seminário Internacional “Realidades e Desafios da Declaração da América Latina e do Caribe como Zona de Paz”, a realizar-se de 19 a 21 de setembro de 2018 em Havana.

Numa convocatória recém criada, as entidades convidam organizações de paz e populares para o debate sobre “as forças e os problemas que afectam a paz nos países latino-americanos e caribenhos.”

“ A América Latina e o Caribe é a única Zona de Paz que existe no mundo,” diz a convocatória, divulgada este mês pelas entidades organizadoras.

A proclamação da região como Zona de Paz pelos chefes de Estado e de Governo na 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-americanos e do Caribe, oficializada em Havana em 2014, será novamente o tema deste seminário internacional que discutirá os desafios dos povos em promover e proteger a paz, a cooperação e a solidariedade na região.

Temas como o progresso dos acordos de paz na Colômbia, a contínua ameaça contra a Venezuela, o golpe no Brasil e o papel assumido pela Argentina de Mauricio Macri são alguns dos pontos de preocupação salientados na convocatória.

As entidades promotoras do seminário identificam a ofensiva imperialista sobre a região “na sua pretensão para recuperar a soberania e restabelecer as políticas neoliberais, em conluio com a direita e extrema-direita nacionais e o apoio dos meios de comunicação de massas”. Por isso, destaca a convocatória, é preciso denunciar a guerra política, mediática, económica e financeira do império contra a Venezuela e outros países da região.

O objetivo das ações do CMP e do MovPaz é defender uma paz sustentável na região com base na justiça social, na estabilidade, nos direitos humanos e a governabilidade efetiva baseada no estado de direito, que é imprescindível para o desenvolvimento das políticas públicas necessárias.

Por isso incentiva a solidariedade entre os povos na resistência à restauração do neoliberalismo na região. Os países latino-americanos e caribenhos “devem atuar com firmeza na luta para conquistar as suas legítimas aspirações e contribuir de forma decisiva para a segurança internacional, a sobrevivência da espécie humana ameaçada por enormes arsenais nucleares, pela mudança climática e pelo saque dos recursos naturais”.

Assim, alguns dos temas que irão ser abordados no seminário internacional serão a política dos EUA para a região, as desigualdades sociais, questões de género e minorias étnicas, o ambiente e os recursos naturais, o uso das tecnologias de informação e as provocações imperialistas, e a “Transcendência da Proclamação da América Latina e Caribe como Zona de Paz”.

Participarão nos vários painéis,  professores, pesquisadores e especialistas cubanos e estrangeiros e representantes de organizações sociais, minorias e todos os  que desejem expor as suas posições.

 

Fonte - Portal Vermelho