Declaração do Representante Permanente de Cuba, Embaixador Pedro L. Pedroso Cuesta, no Debate Geral do Tema 4 (Situações de direitos humanos que requerem atenção do Conselho). 38º período ordinário de sessões do Conselho de Direitos Humanos. Genebra, Suíça, 27 de junho de 2018.

Senhor Presidente:

A rejeição da manipulação e os padrões duplos no tratamento dos direitos humanos, politização e seletividade devem ser uma prioridade para todos. Caso contrário, o Conselho de Direitos Humanos seguirá os passos do seu desacreditado antecessor.

Infelizmente isso não é o que está acontecendo. Este debate continua a ser utilizado para que os países poderosos, pretendendo estabelecer-se como paradigmas de promoção e proteção dos direitos humanos, critiquem os países do Sul, omitindo as suas próprias e sérias violações dos direitos humanos.

Não se fala do aumento de níveis preocupantes de xenofobia, racismo e intolerância nesses países que se recusam a reconhecer o direito ao desenvolvimento, como um direito humano básico.

O diálogo e a cooperação, que fazem parte dos objetivos para os quais criámos o Conselho dos Direitos Humanos, foram deixados de lado privilegiando-se o confronto, a politização, a seletividade e os padrões duplos .

Senhor Presidente:

Rejeitamos o uso da questão dos direitos humanos para exercer pressão política e impor ações punitivas, com o objetivo, muitas vezes, de impor mudanças de regime.

Reiteramos  a nossa solidariedade com os governos e povos da Venezuela e Nicarágua e pedimos o fim de toda e qualquer  ingerência nos assuntos internos desses países.

Senhor Presidente:

Cuba continuará a sua luta porque a sua sociedade é a mais justa possível, promovendo a solidariedade e a cooperação internacional, com a convicção de que, com base no diálogo e no respeito, é possível alcançar um mundo melhor para todos.

Muito obrigado

 

Fonte - Site Oficial do Ministério de Relações Exteriores de Cuba