Há mais de 60 anos que Cuba está sujeita a uma guerra não declarada desencadeada pelo regime imperialista norte-americano.

O criminoso bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos sucessivos governos dos EUA é uma prática ilegal face ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas e é o principal obstáculo ao desenvolvimento económico e social de Cuba que, pelas suas consequências, representa um autêntico crime de lesa humanidade.

Desde 1992 que a Assembleia Geral da O.N.U. aprova, quase por unanimidade, o levantamento do criminoso bloqueio (em 2019 com 187 votos a favor e 2 contra - E.U.A. e Israel).

Apesar destas decisões o bloqueio continua e foi agravado com mais 243 medidas coercitivas pelo governo de Trump (no grave contexto da pandemia) e que o atual presidente Biden mantém, apesar das últimas alterações que aprovou.

Calcula-se que os prejuízos causados a Cuba pelo bloqueio, nos últimos anos, atingem mais de 135 mil milhões de dólares.

Na guerra híbrida, ou não convencional, desencadeada pelo imperialismo, destaca-se o terrorismo contra Cuba, (mais de 3.400 cubanos assassinados, entre os quais 2 diplomatas na explosão de bomba na Embaixada de Cuba em Lisboa), a guerra biológica (com a introdução, ao longo dos anos, de 11 agentes biológicos diferentes que afetaram milhares de cubanos, gado e produção agrícola), agressões militares (ex. a tentativa de invasão da Baia dos Porcos), as sabotagens, as tentativas de assassinato dos principais dirigentes da Revolução.

Outra das vertentes dos ataques a Cuba são as campanhas terroristas mediáticas de desinformação, manipulação e mentiras, utilizando massivamente as TIC (tecnologias de informação e comunicação), que são financiadas, nomeadamente, por organizações norte-americanas (USAID e NED), cujo patrocínio, nos últimos anos, atingiu o montante de 249 milhões de dólares e que estão por detrás de diversas tentativas de desestabilização interna de Cuba, como aconteceu há um ano que se caracterizaram por ações de vandalismo incentivadas, promovidas e dirigidas do exterior.

Essas ações tinham como objetivo provocar a desestabilização, o caos social, a violência e criar condições para uma “ajuda humanitária” que, como sabemos, acaba sempre em intervenção militar, com a finalidade de derrotar a Revolução Cubana.

A participação nos acontecimentos de 11 de Julho do ano passado não teve significado numérico, contrariamente à propaganda da chamada “imprensa ocidental”,.

Em Cuba não foi julgado nenhum manifestante pacífico. Foram julgados (com todas as garantias constitucionais) e condenados aqueles que, saquearam e destruíram lojas, incendiaram instituições, agrediram pessoas, destruíram carros da polícia e tentaram tomar instalações policiais, lançaram coquetel molotov e apedrejaram hospitais, sendo, assim, cúmplices declarados da invasão preparada contra o seu povo.

Algumas destas ações foram divulgadas pela chamada comunicação social a mesma que se “esqueceu” de noticiar as gigantescas manifestações do povo cubano que saiu às ruas para defender a sua Revolução.

Mais uma vez, o heroico povo cubano infligiu uma pesada derrota ao imperialismo norte-americano..

Apesar do criminoso bloqueio e das sistemáticas ações agressivas e desestabilizadoras do imperialismo norte-americano e das dificuldades atuais no plano económico e social resultantes da pandemia e da situação internacional, Cuba continua a ser solidária com todos os povos do mundo.

No âmbito da saúde, nos últimos anos, mais de 407 mil profissionais de saúde cumpriram missões de solidariedade em 164 países.

Atualmente 36.000 (médicos, enfermeiros) prestam serviço em 66 países. Cuba apoiou diversos países no combate à pandemia da Covid-19, na sua fase mais aguda.

Através da ”Operação Milagro” já foram operadas aos olhos 3 milhões de pessoas em 35 países.

Na Escola Latino-Americana de Medicina de Cuba formaram-se 29.000 médicos de 105 países, dos quais mais de 1.000 oriundos de Timor Leste.

No plano científico Cuba produziu 5 vacinas contra a Covid-19, sendo o único país da américa-latina a produzir este tipo de vacinas.

Com o método cubano “sim, eu posso” já foram alfabetizados 10 milhões e 600 mil jovens e adultos em 30 países.

Por tudo isto, manifestamos a nossa solidariedade ao heroico Povo Cubano que há mais de 60 anos com a sua luta pela liberdade e pela independência tem enfrentado com o seu estoicismo, coragem e sem vacilações o imperialismo e assegurado a continuação da sua Revolução.

A Revolução é uma causa justa e é uma esperança para todos os povos do mundo, por isso, merece toda a nossa solidariedade.

Mas a nossa solidariedade estende-se, também, a toda a América Latina e Caribe, onde diversos povos e países, em especial ao povo venezuelano, que lutam contra as ações desestabilizadoras do imperialismo e que defendem os processos patrióticos, democráticos e progressistas para os seus  países.

 

FIM DO CRIMINOSO BLOQUEIO DOS EUA CONTRA CUBA

ENCERRAMENTO DA BASE AMERICANA EM GUANTANAMO

FIM DA INGERÊNCIA DO IMPERIALISMO NOS PAÍSES SOBERANOS

CUBA PODE CONTAR SEMPRE COM A NOSSA SOLIDARIEDADE

CUBA VENCERÁ!

 

Lisboa, 2 de Setembro de 2022