O Departamento de Estado notificou ao Congresso dos EUA, em 12 de Maio, que o Irão, Coreia do Norte, Síria, Venezuela e Cuba estavam certificadas sob a Secção 40A (a) da Lei de Controle de Exportação de Armas, por «não cooperar completamente» com os esforços antiterroristas dos EUA em 2019.

Autor: Yisell Rodríguez Milán | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio, 2020

No site oficial do Departamento de Estado consta a notificação, com a qual Cuba é reincorporada na infame e selectiva lista da qual tinha saído em 2015.

O que não inclui o anúncio é que isso se produz no mesmo dia em que o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, numa entrevista colectiva internacional, criticou o Governo estadunidense, pelo seu silêncio cúmplice perante o ataque terrorista contra a Embaixada de Cuba nessa nação, ocorrido em 30 de Abril passado.

No citado documento, a Ilha é acusada de não «apoiar os esforços da Colômbia para assegurar uma paz, segurança e oportunidade justa e duradoura para a sua população», quando é bem sabido que Cuba apoiou e patrocinou negociações entre as FARC-EP e o Governo colombiano, com o objectivo de atingir um acordo de paz.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, na entrevista colectiva virtual, feita em 12 de Maio, sobre o ataque terrorista à Embaixada cubana nos Estados Unidos, expressou: «Temos aqui um atacante, uma arma AK-47, 32 cápsulas de projecteis, 32 furos de balas e a declaração — do executor dos factos — da intenção de agredir e de matar».

Autor: Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio 2020

Disposto a tudo, o delinquente conduziu o carro vários quilómetros, armado com um fuzil AK-47. Foto: The Washington Post

 

«Temos, ainda, o silêncio do Governo dos Estados Unidos, um silêncio que nós conhecemos, que acompanhou durante anos as acções que grupos violentos, com base no território desse país, executaram contra Cuba. Cada onda de terror foi precedida por campanhas de ódio, de rancor, de ameaças, e de tentativas de desacreditar a actuação de Cuba no plano internacional, isto no meio de um cenário onde o cerco económico aperta cada vez com mais força.

A empresa Laboratórios MedSol vem trabalhando para começar a desenvolver o medicamento antiretroviral Kaletra, um remédio que mostrou a sua efectividade ao nível mundial, na cura dos casos da Covid-19

Autor: Yenia Silva Correa | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio, 2020

Foto: ACN

 

A empresa Laboratórios MedSol vem trabalhando para começar a desenvolver o medicamento antiretroviral Kaletra, um remédio que mostrou a sua efectividade ao nível mundial, na cura dos casos da Covid-19.

Segundo Adalberto Izquierdo Castro, chefe do grupo de Pesquisa e Desenvolvimento da unidade empresarial de base Novatec, que pertence à MedSol, o remédio está na etapa de desenvolvimento; foram elaborados três lotes piloto e foi realizada a análise físico-química.

O passo a seguir será — referiu o directivo à agência de notícias ACN — compará-lo com o produto líder, e com os resultados que se obtiverem, registá-lo no Centro para o Controle Estatal de Medicamentos, Equipamentos e Dispositivos Médicos da Ilha. Izquierdo Castro explicou que já está registrado e que com a matéria prima requerida a Novatec está em condições de começar a produzi-lo, acrescentando que «os testes que se realizam na versão cubana deste medicamento mostraram resultados satisfatórios».

Outro gesto solidário que demonstra os laços estreitos entre os Partidos Comunistas da China e de Cuba, a organização política desse país asiático entregou na quarta-feira, 6 de Maio, em Havana, uma doação ao partido cubano, de material de protecção destinado ao confronto à Covid-19

Autor: Gladys Leidys Ramos | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio, 2020

Foto: Ariel Cecilio Lemus

 

Outro gesto solidário que demonstra os laços estreitos entre os Partidos Comunistas da China e de Cuba, a organização política desse país asiático entregou na quarta-feira, 6 de maio, em Havana, uma doação ao partido cubano, de material de protecção destinado ao confronto à Covid-19.

Setenta mil máscaras cirúrgicas do tipo N-95 (filtram até 95% das partículas aéreas) fazem parte do lote humanitário, com valor superior a US$ 42.500 e que será posto à disposição do sistema nacional de Saúde da Ilha maior das Antilhas.

O embaixador da China em Cuba, Chen Xi, expressou o reconhecimento ao Estado e ao povo cubanos pela forma como estão a lutar contra esta pandemia. E ratificou a solidariedade mútua que caracterizou as relações bilaterais, durante seis décadas.

Todos os analistas com juízo (excepto os porta-vozes do império e da extrema direita) coincidem em que o coronavírus tirou bruscamente o véu da suposta bonança neoliberal, para mostrar a barbárie, seus abismos de injustiça e desigualdade

Autor: Abel Prieto | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio, 2020

Foto: Internet 

Texto da caricatura... «Temos feito um bom trabalho diante do coronavírus»

 

O escritor Hans Christian Andersen num dos seus contos falava de dois patifes que se fingiram de alfaiates para prometer ao rei confeccionar-lhe um fato nunca imaginado.

Todos viriam admirar suas vestes, disseram ao rei, à excepção daqueles nascidos de uma relação extraconjugal de suas mães. Quando o rei foi testar o traje, junto com seus cortesãos, ninguém, nem o próprio rei, viu fato algum, mas todos pensaram com angústia que eram filhos de relações pecaminosas e resolveram louvar com entusiasmo a roupa imaginada e a genialidade dos seus criadores.

No dia da festa na vila, o rei «envergou» o traje e montado no cavalo, desfilou pelas ruas. Os populares calavam, envergonhados, pensando que eram indignos de perceber aquela roupa milagrosa. Até que uma criança inocente bradou: «o rei vai nu» e conseguiu, sem se propor, que todos descobrissem a farsa.

Com o grito da criança da fábula desfez-se, como um encantamento, a mentira generalizada.