Um novo passo, e não qualquer um, mas sim um passo decisivo para o enfrentamento à pandemia e para o futuro imediato de Cuba, inicia-se hoje

Foto: Ismael Batista

 

Com o respaldo de meses de trabalho tenso e ininterrompido, de longas horas de análises, de acumulação de experiências e medidas em constante aperfeiçoamento, deparamo-nos com um conceito que utilizamos muitas vezes ao longo deste tempo, e que agora se materializa para o óptimo e orgânico funcionamento do país: a nova normalidade.

Vários aspectos distinguem a passagem a esta etapa (à qual se incorporam 12 províncias cubanas e o município especial Isla de la Juventud), mas nenhum deles a define melhor do que a adopção de um novo código e estilo de vida. Por outras palavras, trata-se de assumir uma nova quotidianidade, de incorporar nela, não como modos de actuação, mas sim como rotinas imprescindíveis, todas as aprendizagens que nos permitiram chegar até aqui.

A solidariedade e a amizade são dois pilares que caracterizam a proximidade entre os povos de Cuba e da Rússia, uma situação exemplar da cooperação internacional, tão reclamada nas convulsões dos dias atuais, a fim de contribuir para conter o flagelo mundial da Covid-19.

 

 

Ambas as qualidades, base dos vínculos bilaterais; e a necessidade de multiplicá-los em prol de atenuar, também, as contracções económicas agravadas pela pandemia, foram exaltadas na conversa mantida pelo primeiro vice-ministro de Cuba, Ricardo Cabrisas Ruiz, com Guennadi Ziuganov, presidente do Comité Central do Partido Comunista da Federação da Rússia, e Ivan Mielnikov, primeiro vice-presidente da Duma Estatal.

No cordial e cálido encontro, realizado no segundo dia da visita do directivo cubano à Federação da Rússia, Cabrisas actualizou os anfitriões acerca da complexa situação que atravessa o arquipélago cubano, onde, além dos efeitos provocados pelo novo coronavírus, se assiste a um recrudescimento, sem precedentes, do genocida bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos.

“Nós temos a consciência da dimensão da perda para o movimento revolucionário. E, no entanto, é precisamente aí que reside o lado fraco do inimigo imperialista: acreditar que liquidando o homem físico, se liquida o seu pensamento; acreditar que junto com o homem físico, se liquidam as suas ideias; acreditar que junto com o homem físico, se liquidam as suas virtudes; acreditar que junto com o homem físico, se liquida o seu exemplo. (...)”

Fidel Castro

 

A Associação de Amizade Portugal Cuba, presta a sua homenagem ao Revolucionário exemplar que dedicou a sua vida à luta pela Liberdade e Democracia, na defesa da soberania dos povos, na defesa dos mais fracos e oprimidos, demonstrando pela sua atitude e exemplo que é possível outra sociedade, que existem alternativas ao capitalismo.

Che Guevara e muitos outros seus companheiros da Revolução deixaram-nos o exemplo do que deve ser a atitude de um verdadeiro Revolucionário.

As grandes vitórias alcançam-se na luta diária, com a forte convicção de que o caminho traçado é o que melhor serve o Povo, independentemente dos desaires ocorridos no percurso dessa luta.

A não ser assim, Cuba não teria resistido a 60 anos de um Bloqueio criminoso movido pelo Imperialismo.

Liquidaram o Revolucionário, não liquidaram as suas ideias!

  

Outubro, 2020

 

Ver link-Poema de Fidel a Che Guevara

 

https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-poema-de-che-guevara-fidel-castro.phtml

Com a eleição de Hugo Chavez como Presidente da Venezuela e a aprovação, em referendo, a nova Constituição da República Bolivariana da Venezuela consagra importantes direitos políticos, económicos e sociais.

Desde então, grandes conquistas são concretizadas de que se destacam: a irradicação do analfabetismo, cerca de 2 milhões de venezolanos (com o apoio do método cubano); a construção de 3.400.000 habitações sociais devidamente equipadas (electrodomésticos, etc.); a educação gratuita a todos os níveis (primário, secundário e universitário); a saúde gratuita com a criação da Missão Bairro Dentro (com a participação dos médicos cubanos); a criação dos CLAP-Comités Locais de Abastecimento e. Produção.

Em prol da emancipação continental já é um princípio que Cuba faça tanto como diz; pois se o internacionalismo que protagoniza é sua melhor forma de fazer, qualquer tribuna lhe é importante para falar e denunciar; por ela e pelos povos que sofrem, aos grandes culpados pelas suas mazelas, promotores da pilhagem, da divisão, da degradação social e do subdesenvolvimento crónico.

 

Cartaz mural pintado no bairro 23 de Janeiro, em Caracas, Venezuela.

 

Apenas três dias depois de suas palavras contundentes no fórum universal da ONU, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez Parrilla, ocupou o palco virtual continental que estabeleceu a 20ª Reunião da Chanceleres da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), na qual voltou a condenar com força as medidas de coerção unilaterais aplicadas pelo Governo dos Estados Unidos contra vários países da área.

 

Rodriguez Paerrilla abordou temas peliagudos para os 33 países que compõem este mecanismo de integração, como os efeitos do Sars-Cov-2 no desenvolvimento das nossas nações, as estratégias imperialistas e suas ameaças para a paz, e comentou que as agressões da administração estadunidense obstaculizam as respostas à pandemia e violam o Direito Internacional, os postulados da Carta das Nações Unidas e a Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz.