Granma oferece as palavras proferidas pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, ao receber a Ordem Libertadores e Libertadoras da Venezuela, em Caracas, em 30 de maio de 2018, "Ano 60º da Revolução"

Photo: Estudio Revolución

 

Palavras proferidas pelo presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros de Cuba, Miguel M. Díaz-Canel Bermúdez, ao receber a Ordem Libertadores e Libertadoras da Venezuela, em Caracas, em 30 de maio de 2018, “Ano 60º da Revolução”:

 

Companheiro Nicolás Maduro Moros, Presidente da República Bolivariana da Venezuela;

Membros das delegações da Venezuela e de Cuba:

 

Com orgulho e reverência começo a falar, como disse Martí. Estou ciente de que, tendo sido julgado como digno de receber a Ordem Libertadores e Libertadoras da Venezuela, é a Cuba, às cubanas e cubanos, a quem esta imensa honra é conferida.

As primeiras palavras de Díaz-Canel em território venezuelano, ainda no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, foram dedicadas a felicitar Maduro, pela vitória eleitoral do último dia 20 de maio. “Trago uma mensagem fraterna e solidária do general do exército cubano Raúl Castro, primeiro-secretário do Partido Comunista de Cuba e do povo cubano, para o povo bolivariano, venezuelano e também para o presidente Nicolás Maduro. Todo o nosso reconhecimento e felicitações pela vitória contundente nas eleições do dia 20 de maio”, declarou.

O presidente cubano cumpriu uma extensa agenda que incluiu uma visita ao Quartel da Montanha, onde fica o mausoléu com os restos mortais do ex-presidente Hugo Chávez. Prestou homenagem ao herói nacional Simon Bolívar no Panteão Nacional, fez um discurso na Assembleia Nacional Constituinte, visitou um centro médico onde trabalham profissionais de saúde cubanos e participou  numa reunião privada com Nicolás Maduro. Na agenda constavam todos os projetos de cooperação entre os dois países.

Por ano, mais de 550 estrangeiros utilizam o Centro Internacional de Reabilitação Neurológica (Ciren) , entidade médica cubana que nos últimos cinco anos recebeu pacientes de mais de 96 países de todo o mundo.

No contexto da Feira de Turismo do Panamá, a diretora da instituição, Tania Margarita Cruz, destacou a qualidade dos serviços oferecidos, que ao contrário de outros no mundo se destacam pelos seus tratamentos multidisciplinares, intensivos e personalizados.

Durante estes 30 anos de existência, nos programas de reabilitação neurológica, além de outros serviços,  cada paciente é tratado e acompanhado por mais de 11 profissionais por mais de sete horas por dia de segunda a sábado.

O diretor do Instituto de Medicina Legal de Cuba , Sergio Rabell , destacou a visita à ilha de membros da Academia Norte-Americana de Ciências Forenses, durante a qual compartilharam experiências com colegas nacionais.

Há 25 anos esta Academia tenta manter relações com Cuba o que só foi possível a partir de 2015, explicou Rabell.

Esta presença na maior Ilha das Antilhas não está relacionada com desastre aéreo de 18 de Maio, mas para compartilhar critérios com colegas cubanos no contexto dos 70 anos da fundação da sociedade e 60 anos do Instituto de Medicina Legal, acrescentou.

Nesta segunda-feira (21) o ministror venezuelano Jorge Arreaza, reuniu-se com grupos por continente das delegações de observadores internacionais do processo eleitoral venezuelano. No encontro com os representantes da América Latina, destacou-se a importância de resistir e preservar a paz na Venezuela e na região.

 
O ministro venezuelano do Poder Popular para Relações Exteriores, Jorge Arreaza, manteve nesta segunda-feira (21), na sede do ministério, um encontro com a delegação de observadores eleitorais da América Latina, presentes no país durante o processo eleitoral do último domingo. Na reunião abordaram a situação do continente.
 
Participaram do encontro com o ministro a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a ex-embaixadora da Argentina na Venezuela, Alícia Castro; a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, o senador chileno Alejandro Navarro; o presidente da Comissão Permanente dos Partidos Políticos da América Latina (Coppal), Manuel Pichardo, e Esteban Silva, ativista de movimentos de solidariedade no Chile.
 
“Falámos sobre a Nossa América, o momento histórico, as conjunturas, os desafios, os nossos órgãos de integração, nossos partidos políticos, as redes necessárias entre os diversos movimentos populares progressistas”, disse o ministro.
 
O ministro afirmou que falaram também sobre ações estratégicas na luta contra acções imperialistas na região, “para que possamos avançar e poder não só resistir ao imperialismo neste momento histórico, mas também avançar”, disse.