O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que o governo dos Estados Unidos está preparando uma agressão ao país a partir da Colômbia.

Nicolás Maduro clamou o povo e a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) a estarem alertas na defesa da integridade territorial. O chefe de Estado disse que o plano é impulsionado pelos Estados Unidos, em aliança com o governo colombiano, políticos aposentados e militares da reserva venezuelanos.

Estes, disse, dispõem-se a nos atacar. Apontou que os mesmos ‘não representam o povo venezuelano e que nessa linha estão montando acções hostis desde Bogotá, para perturbar a paz da Venezuela’.

O comandante em chefe da FANB apelou a fortalecer a união para proteger a independência, a liberdade, a soberania, a integridade territorial e a autodeterminação nacional, que são direitos irrenunciáveis da nação e estão estabelecidos na Constituição.

‘A Venezuela, sublinhou, quer paz com independência, paz com justiça, paz com igualdade, paz para superar as dificuldades’.

Durante uma reunião do Conselho de Ministros, realizada no último sábado (23) no Palácio de Miraflores, em Caracas, foram lançadas as bases para a implementação das novas linhas estratégicas destinadas a consolidar a nova etapa da Revolução Bolivariana, informou o vice-presidente para Comunicação e Cultura, Jorge Rodriguez.

“Foram decididas as bases para a implantação de seis linhas estratégicas durante o novo mandato presidencial” pelo chefe de Estado, Nicolás Maduro, disse Rodriguez.

O ministro indicou que foram estabelecidos mecanismos para atender de maneira imediata ocorrências relacionadas com serviços públicos, eletricidade, recursos hídricos, gás, transporte público e decidiu-se otimizar a comunicação entre o gabinete executivo e o povo venezuelano.

 

Por que tanta obsessão com a Venezuela?

Por Carmen Esquivel

Chefe de redação América do Sul da Prensa Latina

As agressões contra a Revolução Bolivariana estão enquadradas em toda uma ofensiva dos Estados Unidos e da direita para desacreditar governos progressistas na região.

Isto explica as campanhas que nos últimos anos líderes latino-americanos tiveram que enfrentar, como o presidente da Bolívia, Evo Morales; os ex-governantes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o paraguaio Fernando Lugo e a argentina Cristina Fernández.

No caso específico da Venezuela, analistas políticos e académicos coincidem em assinalar entre as causas dos ataques o interesse por reverter os avanços da Revolução Bolivariana e o papel desempenhado na defesa da soberania, não só nacional, mas também regional.

Com a chegada ao poder do presidente Hugo Chávez em 1999, a Venezuela recuperou a soberania dos seus recursos naturais, mais de dois milhões de famílias foram beneficiadas com moradias, e a saúde e a educação alcançaram as grandes maiorias da população, isto só mencionar alguns avanços.

Com uma flor branca na mão, denominada cala flor, que floresce na Sierra Maestra, o Presidente dos Conselhos de Estado e Ministros, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, rendeu homenagem a Fidel Castro no monolito que detém toda a glória do mundo.

De frente para a pedra, Diaz-Canel saudou o líder da revolução como faz um soldado perante o seu invencível Comandante em Chefe. 

No cemitério património Santa Ifigenia ouve-se apenas o silêncio. Do edifício administrativo saem jovens soldados, rapazes e raparigas marchando impecavelmente.

Cruzam o Altar da Patria e a batuta da Guarda de Honra ecoa simultaneamente nos locais sagrados onde repousam Fidel, Martí, Céspedes e Mariana Grajales.

Houve-se o toque da corneta, com as notas do Hino que mobilizou em Santiago, para o combate há quase 65 anos. 

No final da cerimónia, sob o sol escaldante de Santiago, o Presidente cubano rende homenagem ao Comandante em Chefe, em frente à rocha extraída de um local próximo à Gran Piedra, que guarda a urna de cedro com as cinzas de Fidel.

Cada detalhe nesse sitio solene tem um significado. Por isso, a poucos metros se lê em letras douradas o conceito da Revolução, emitido por Fidel no ano 2000, um mandato para todo o sempre.

Fonte - Cubadebate

 

Cuba defendeu na sede da ONU, em Genebra, a importância da abordagem de diálogo e cooperação para promover de forma igualitária o cumprimento dos Direitos Humanos em todo o mundo.

Isto foi afirmado pelo Embaixador de Havana, Pedro Luis Pedroso, quando falou na 38ª sessão ordinária do Conselho de Direitos Humanos, onde defendeu que os princípios de imparcialidade e objetividade prevalecem no desempenho do mandato do Alto Comissário, como estabelecidos nos regulamentos da Assembléia Geral. 
 
Segundo o representante diplomático, o Alto Comissário para os Direitos Humanos deve desempenhar as suas funções com estrito cumprimento dos mandatos atribuídos pelos Estados membros, inclusive realizar avaliações sobre a situação dos direitos humanos. 
 
"O respeito à soberania, independência e integridade territorial, o direito à autodeterminação dos povos e a resolução de conflitos por meio de canais diplomáticos, devem ser uma prioridade", disse.