Sem abraços, ainda

Este coronavírus que da a volta ao mundo traz-nos algumas lições e desafios. Tem verdades antigas que, às vezes, ficam escondidas na agilidade dos dias

Este coronavírus que da a volta ao mundo nos traz algumas lições e desafios. Tem verdades antigas que, às vezes, ficam escondidas na agilidade dos dias; estas são algumas delas: a doença pode bater tanto na porta do príncipe como na do pedinte; a vida do homem é frágil, e todos temos, como espécie cada vez mais ligada, um destino comum. Isso, de alguma maneira faz-nos lembrar o verso dramático de César Pavese: «Para todos, a morte tem um olhar».

Foram estarrecedoras as imagens de cidades vazias no meio da pandemia. Parecia que um flautista tinha levado todos os moradores de uma vila, ou que nos aproximávamos de uma janela e dai podíamos ver um fragmento daquelas imagens de ficção científica de cidades distópicas e apocalípticas.

Há países onde a saúde humana é uma mercadoria; onde um teste para determinar se alguém é portador do vírus pode custar até 3 mil dólares. É verdade isso? E aqueles que não têm seguro médico, como vão resolver? Esta Covid-19 deixa a nu as falhas estruturais de sistemas sociais, onde as pessoas são parafusos da grande maquinaria, que produz milhões de dólares para poucos, e pobreza para muitos.

Cheia de forças e de energia renovada, a Revolução Cubana comemora o 67º aniversario do assalto a Moncada, num ano carregado de desafios e tensões, ao que se acrescentou o desafio extraordinário da pandemia da qual nos estamos a recuperar

Foto: Archivo Granma

A firme vontade de vencer propicia chegar com orgulho e optimismo a esta data, que vamos comemorar com a prudência requerida diante da situação sanitária.

Com a fé colocada na bondade e grandeza do que foi criado, voltou a prevalecer a unidade do povo cubano, a solidariedade e a disciplina no cumprimento da estratégia aprovada pelo Partido, e conduzida pelo Governo e pelos Conselhos de Defesa, no qual foi determinante a fortaleza de um sistema de Saúde articulado a partir da comunidade, a participação da sabedoria científica acumulada na tomada de decisões, o trabalho das organizações de massa e o acompanhamento oportuno dos nossos meios de comunicação.

Às primeiras horas da passada sexta-feira, 31 de Julho, faleceu o camarada Eusebio Leal Spengler, vítima de doença prolongada.

Eusebio Leal nasceu na sua bem-amada Havana no dia 11 de Setembro de 1942.

Doutorou-se em ciências históricas na Universidade de Havana em 2000 e era Mestre em estudos latino-americanos, caribenhos e de Cuba e especialista em ciências arqueológicas

Estudou na Universidade de Havana onde se licenciou em história.

Prosseguiu com Estudos de Terceiro Grau em Itália versando sobre a restauração de centros históricos graças a uma bolsa concedida pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Italiana.

Membro do Comité Central do Partido Comunista de Cuba desde o 4º congresso - 1991

Deputado na Assembleia Nacional do Poder Popular nas IV, V, VI, VII, VIII e IX legislaturas

Embaixador de Boa Vontade na Organização das Nações Unidas

Começou a trabalhar em 1959 na Administração Metropolitana de Havana e em 1967 foi nomeado director do Museu da Cidade de Havana, sucedendo ao Dr Emilio Roig de Leushenring, de quem era discípulo.

Embora possa parecer um jogo de palavras, esse nível Zero solidificado é o que nos permite celebrar o Zero absoluto hoje. Um Zero que, com a permissão dos matemáticos sábios, desta vez não é vazio. É um zero em Cuba atravessada por um arco-íris

 

Foto: Ricardo López Hevia

 

O Dr. Durán anunciou zero casos na segunda-feira, 20 de Julho. Em quase 3.000 testes PCR não positivos. Finalmente o número mágico havia chegado. Eu rio sozinho porque acho raro comemorar o Zero como vitória.

Na reunião mais recente do Conselho de Ministros o presidente Miguel Díaz-Canel indicou que «agora vamo-nos concentrar na produção de alimentos, na soberania alimentar e nutricional, que traz importantes transformações»

 

Foto: Germán Veloz Placencia

 

Este tema adquire especial relevo no contexto cubano actual, daí que os investimentos que continuarão a incrementar os hectares de terra cultivada sob irrigação, a necessidade de resolver o deficit de força de trabalho a partir do potencial humano local, os rendimentos produtivos das áreas e a vinculação dos homens a estas, estiveram entre os assuntos «tocados com as mãos» pelo vice-presidente da República de Cuba, Salvador Valdés Mesa, quem contactou com as direcções e trabalhadores de entidades agrícolas de Mayarí, na província de Holguín.