Nesta segunda-feira (21) o ministror venezuelano Jorge Arreaza, reuniu-se com grupos por continente das delegações de observadores internacionais do processo eleitoral venezuelano. No encontro com os representantes da América Latina, destacou-se a importância de resistir e preservar a paz na Venezuela e na região.

 
O ministro venezuelano do Poder Popular para Relações Exteriores, Jorge Arreaza, manteve nesta segunda-feira (21), na sede do ministério, um encontro com a delegação de observadores eleitorais da América Latina, presentes no país durante o processo eleitoral do último domingo. Na reunião abordaram a situação do continente.
 
Participaram do encontro com o ministro a presidente do Conselho Mundial da Paz, Socorro Gomes, a ex-embaixadora da Argentina na Venezuela, Alícia Castro; a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, o senador chileno Alejandro Navarro; o presidente da Comissão Permanente dos Partidos Políticos da América Latina (Coppal), Manuel Pichardo, e Esteban Silva, ativista de movimentos de solidariedade no Chile.
 
“Falámos sobre a Nossa América, o momento histórico, as conjunturas, os desafios, os nossos órgãos de integração, nossos partidos políticos, as redes necessárias entre os diversos movimentos populares progressistas”, disse o ministro.
 
O ministro afirmou que falaram também sobre ações estratégicas na luta contra acções imperialistas na região, “para que possamos avançar e poder não só resistir ao imperialismo neste momento histórico, mas também avançar”, disse.

Nicolás Maduro ordenou nesta terça-feira (22) a expulsão do diplomata norte-americano Todd Robinson, alegando que existem evidências de que estaria conspirando contra o governo.

As manobras de Washington ocorreram logo após os EUA criticarem a eleição venezuelana ocorrida no domingo (20), com o vice-presidente Mike Pence acusando que o acto eleitoral não teria sido "nem livre nem justo".

Nicolás Maduro foi reeleito como presidente com 68% dos votos, cerca de 46% de participação eleitoral, de acordo com o Conselho Nacional Eleitoral.

Os EUA impuseram uma série de novas sanções contra o país por causa do que chamaram de voto "fraudulento", apesar de não terem apresentado uma justificação fidedigna para tal acusação.

A Rússia disse que manterá boas relações com a Venezuela e destacou que as sanções contra o país não são apenas contraproducentes, mas também contrárias ao direito internacional. A China, por sua vez, pediu para que a decisão do povo venezuelano seja respeitada, uma vez que a população se pronunciou num processo eleitoral que transcorreu de forma muito tranquila e com grande civilidade.

O líder cubano Raúl Castro e o presidente Miguel Díaz-Canel felicitaram o recém-reeleito presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pela vitória nas eleições presidenciais deste domingo.

Na sua mensagem, o primeiro-secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba enviou calorosas felicitações e ressaltou que 'o povo venezuelano deu ...novamente mostras de lealdade e compromisso com a Revolução bolivariana e chavista'.

Por sua vez, Díaz-Canel reafirmou a solidariedade da Revolução cubana com o povo venezuelano, nos novos desafios que se avizinham.

'O povo bolivariano e chavista demonstrou novamente a determinação de defender o legado de Chávez, que tão dignamente representa', assegurou o presidente cubano na sua carta enviada a Nicolás Maduro.

A Associação de Amizade Portugal Cuba saúda o Presidente Nicolás Maduro pela sua reeleição e reafirma a sua total solidariedade para com este, com o Povo Venezuelano e com a Revolução Bolivariana.

A AAPC congratula-se com a forma como decorreu todo o acto eleitoral do passado domingo, apesar de todas as tentativas de ingerência e intimidação feitas, quer por forças internas, quer externas ao país, onde cerca de 48% dos venezuelanos se apresentaram nas urnas e decidiram o seu destino.

Obtendo mais de cinco milhões e oitocentos mil votos, o que representa quase 68% dos votos expressos, o povo assumiu estar ao lado da Revolução Bolivariana e do seu presidente.

A AAPC, continuará em Portugal conjuntamente com outras organizações e forças progressistas a denunciar e condenar todas as manobras de ingerência e ameaças de intervenção externa contra a República Bolivariana da Venezuela, o seu Governo legítimo e constitucional e o seu povo, apelando à solidariedade em defesa da Venezuela Bolivariana, pelo progresso social, a paz e cooperação entre os povos.

As nossas saudações solidárias ao Presidente Nicolás Maduro e ao Povo Venezuelano.

Viva a Revolução Bolivariana da Venezuela!

Ao tomar conhecimento do trágico acidente de aviação ocorrido hoje no Aeroporto Internacional José Martí, quero transmitir a Vossa Excelência, em nome do povo português e no meu próprio, os sentimentos do nosso pesar e sentida solidariedade.

Creia-me, Senhor Presidente, que o nosso pensamento está com todos aqueles que foram atingidos neste acidente e, em particular,... com quantos sofreram a dor das perdas humanas.

Marcelo Rebelo de Sousa