A República Bolivariana da Venezuela repudiou fortemente o ataque militar perpetrado esta sexta-feira pelo governo dos Estados Unidos contra a Síria, com o apoio do Reino Unido e da França.

O bombardeio de mísseis foi realizado em Damasco, dias depois do governo sírio ter sido denunciado por ser responsável por um suposto ataque químico na cidade de Duma, do qual nenhuma evidência foi apresentada.

Declaração Oficial

O Governo da República Bolivariana da Venezuela repudia e condena veementemente o ataque militar unilateral perpetrado pelos Estados Unidos, França e Reino Unido contra o território e o povo da República Árabe da Síria.

Mais uma vez, os Estados Unidos e alguns dos seus aliados não estão cientes dos princípios e normas mais elementares do Direito Internacional, quando realizam ações unilaterais, sem discussão e aprovação dentro dos órgãos com poderes para fazê-lo nas Nações Unidas.

Com o uso unilateral e ilegal da violência, os países agressores violam abertamente a soberania, o direito à vida e a todos os direitos humanos do povo sírio.

A República Árabe da Síria foi atacada apesar do fato de que a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) ainda não tenha enviado as suas equipas de especialistas para investigar o suposto uso de armas químicas pelo Exército Sírio.

A rápida operação militar feita pelos Estados Unidos lembra a invasão catastrófica do Iraque em 2003, justificada sob o pretexto da necessária neutralização das armas de destruição massiva que, após meses de morte e caos, reconheceram nunca ter localizado.

O Presidente da República Bolivariana da Venezuela, em nome do povo e do governo venezuelano, expressa a sua ampla solidariedade ao povo e ao governo da Síria pela perda de vidas, ferimentos e danos materiais, como consequência deste ataque implacável e injustificado.

Caracas, 14 de abril de 2018

O Governo Revolucionário da República de Cuba expressa a sua forte condenação ao novo ataque perpetrado pelos Estados Unidos e alguns dos seus aliados na noite de 13 de abril contra instalações militares e civis na República Árabe da Síria, usando como pretexto o alegado uso pelo governo sírio de armas químicas contra civis.

Esta ação unilateral, fora do Conselho de Segurança das Nações Unidas, constitui uma flagrante violação dos ...princípios do Direito Internacional e da Carta daquela organização e que constitui uma afronta contra um Estado soberano que e que vai agudizar o conflito no país e na região.

Os Estados Unidos atacaram a Síria sem qualquer provas do uso de armas químicas pelo governo daquele país, apesar do fato da Secretaria Técnica da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), informar que brevemente iria enviar uma equipa para inspecionar de imediato a cidade de Duma, conforme solicitado pela Síria e pela Rússia.

Como signatária original e Estado membro da Convenção sobre Armas Químicas, Cuba “rejeita firmemente o emprego destas e outras armas de extermínio em massa, por qualquer facto ou circunstância”.

O governo revolucionário de Cuba expressa a sua solidariedade com o povo e o governo sírios pela perda de vidas e danos materiais como resultado deste ataque atroz.

Havana 14 de abril de 2018

O presidente de Cuba Raúl Castro visitou em Havana, a escola de educação especial Solidaridad con Panamá e reuniu-se com jovens que vivem nessa instituição.

O chefe de Estado participou ontem das tradicionais festas que se celebram quando estes adolescentes perfazem os 15 anos de vida.

Nesta ocasião especial, os homenageados foram 22 estudantes desse centro, que atende menores com deficiência física e intelectual.

'Estou muito emocionado. Quando vejo coisas como esta admiro ainda mais Fidel, que em 1989 - um ano muito difícil para o nosso país - fundou esta escola, quando não sabíamos nem como íamos subsistir. Por escolas como estas estamos dispostos a dar tudo', assinalou o chefe de Estado durante a celebração.

Durante uma conversa com os pais dos homenageados e convidados, Raúl Castro assegurou que se trata de uma das obras mais formosas, bonitas e justas da Revolução.

Atualmente, Solidaridad con Panamá forma 171 crianças e adolescentes com limitações físico-motoras provenientes de todo o país.

Fiéis seguidores do Apóstolo José Martí, os delegados cubanos aos fóruns paralelos da VIII Cúpula das Américas, representando as organizações da sociedade civil e o povo de Cuba, chegamos a esta Praça para prestar homenagem aos Próceres e Precursores da Pátria, em Lima, Peru, o primeiro país da América que reconheceu a República de Cuba em Armas, quando somente a luta pela nossa independência começou.

Fazemos isto com profunda gratidão ao povo peruano, pela contribuição da sua história e tradições para a formação da identidade latino-americana, pela quota de sangue, firmeza e princípios que vários de seus filhos contribuíram para a nossa independência, defesa soberania e autodeterminação.

Os nossos povos também estão unidos por relações solidárias, criadas em tempos difíceis, por ocasião de desastres naturais. O comandante-em-chefe Fidel Castro Ruz foi um dos primeiros a doar sangue para as vítimas do terremoto de 1970 e milhares de cubanos o acompanharam.

Nossos técnicos de saúde viajaram nessa ocasião para ajudar as vítimas, como também fizeram em 2007, três dias após o terremoto de Ica e no ano passado antes das enchentes em Piura.

Nós, cubanos, agradecemos a ajuda solidária às pessoas afetadas pelo furacão Irma em 2017, bem como o permanente apoio dos governos e do povo peruano à batalha contra o bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados Unidos contra o nosso país.

Também partilhamos outras experiências de cooperação nas áreas do desporto, educação. cultura, saúde (com mais de 25 mil peruanos operados em doenças oftalmológicas) e com os 1.864 profissionais de diversas especialidades formados em Cuba.

A nossa delegação, reúne representantes de jovens, estudantes, trabalhadores, camponeses, cooperativistas, setor não estatal, intelectuais, académicos, líderes religiosos e profissionais, entre outros, participarão nos fóruns paralelos e na Cúpula dos Povos com um grande sentido de responsabilidade e espírito construtivo, a fim de contribuir com a experiência da Revolução Cubana que construiu ao longo de quase 60 anos um consenso em favor de um sistema político, económico e social construído através de uma democracia socialista participativa, onde o ser humano é a primeira prioridade.

Hoje, como ontem, com o legado de Martí e Fidel, reafirmamos o nosso compromisso com a tão necessária integração dos povos, para não deixar passar o gigante das sete léguas e formar a pátria comum que nossos heróis sonhavam.

José Manzaneda, coordenador de “Cubainformación” - “o sistema económico socialista de Cuba é um fracasso” (1)

É o que nos repetem os grandes diários, para os quais só existe uma opinião na matéria: a de cubanólogos liberais como Carmelo Mesa-Lago, professor da Universidade de Pittsburg (2).

Entretanto silenciam estudos como os de Emily Morris, investigadora principal do Banco Interamericano de Desenvolvimento e professora da Universidade College de Londres (3) em ensaios como “Cuba inesperada” (4) (5) ou “O rumo de Cuba” (6) (7). Morris estuda a aguda crise económica de Cuba nos anos 90, resultante da desaparição do seu comércio com a União Soviética. E compara-a com a que sofreram naqueles mesmos anos, a própria Rússia e o resto dos países do leste da Europa forçados a empreender reformas nos seus mercados.

Recordemos que, em menos de cinco anos, entre 1989 e 1993, Cuba reduziu em 75 % o gasto com importações, e o seu PIB contraiu-se mais de 35 %. Uma única receita se impunha então para Cuba: uma “terapia económica de choque”. “Era inevitável uma rápida mudança para o mercado livre”, anunciavam os meios de comunicação porque o bloqueio dos Estados Unidos impedia o que tinha sido garantido no Leste Europeu: o financiamento do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial.