O Barco da Paz ou Peace Boat atracará amanhã no terminal de cruzeiros para iniciar a sua 18ª visita a Havana, desta vez com 1.200 passageiros de sete países asiáticos, incluindo sobreviventes dos bombardeios atómicos a Hiroshima e Nagasaki.

Uma das principais atividades dos passageiros do Japão, China, Malásia, Taiwan, Coreia do Sul, Tailândia e Singapura, será a sua participação no Fórum para a Paz, no qual um dos seus principais temas será a luta por um mundo livre de armas nucleares , confirmou o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

Este anunciou que o navio empreendeu a sua 98ª viagem com sobreviventes e alguns descendentes da barbárie, aprovada pelo Presidente norte americano Harry Truman (1884-1972), executada em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima e três dias depois em Nagasaki, a segunda cidade consumida pelo cogumelo nuclear.

Esta será a 18ª visita a Havana (a 1ª foi no ano 2000) do Barco da Paz, uma organização não-governamental com sede no Japão que participa ativamente em intercâmbios culturais e atividades de educação e sensibilização em questões como o desarmamento, o desenvolvimento sustentável e a prevenção de conflitos.

A sua estadia em Havana será de apenas um dia e prevê visitas a centros comunitários, de saúde, culturais, de prestação de cuidados aos idosos, lugares históricos e outros, de acordo com o ICAP.

 

Fonte - CubaDebate

 

 

 

As palavras são de José Ramón Balaguer, responsável das Relações Internacionais do PCC, no decorrer da primeira sessão do XXIV Fórum de São Paulo, que começou domingo e termina terça-feira em Havana.

Os mais de 400 delegados participantes no Fórum centram hoje as suas atenções e debates na questão da necessidade da integração latino-americana e caribenha. De acordo com a Prensa Latina, este dia ficará ainda marcado pela realização de encontros de jovens, mulheres e deputados em que serão partilhadas as experiências dos partidos e movimentos de esquerda que se fazem representar na capital cubana.

Na jornada inaugural, este domingo, ficou patente a defesa da solidariedade para com governos da região que são alvo de ataques por parte da direita e do imperialismo, como a Venezuela, Nicarágua, Cuba e Bolívia, e com Lula da Silva, no Brasil.

Declaração de voto de João Pimenta Lopes no Parlamento Europeu

Sobre a Crise migratória e situação humanitária na Venezuela e nas suas fronteiras

13 Julho 2018

 

Num compromisso dos estudantes universitários cubanos com a geração histórica da Revolução, a Federação dos Estudantes Universitários entregou ao general do exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, e a José Ramon Machado Ventura, segundo secretário, o Prémio Alma Mater, o maior prémio concedido pela organização.

Os líderes do Partido e o Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, participaram como delegados de honra na sessão final do 9º Congresso da Federação Universitária (FEU), que teve lugar no Palácio das Convenções e que coincidiu com o 63º aniversário da partida de Fidel para o exílio, no México.

Ao entregar o Prémio Alma Mater, Raul Alejandro Palmero, presidente nacional da FEU, reconheceu em José Ramón Machado Ventura « o seu constante anti imperialismo, desde a sua formação como estudante de Medicina, a modéstia, simplicidade, o sacrifício de tantos anos, o seu amor pela juventude e seu exemplo constante». Tudo isso o torna digno deste reconhecimento, expressou.

Com igual carinho foi dado o Prémio Alma Mater ao general do exército Raúl Castro Ruz, «um dos membros mais amados da nossa querida FEU», pela sua trajetória de «luta na Universidade, por nos ter incutido com o seu exemplo, a inspiração para nos converte hoje no "ninho de vespas" que somos, em defesa do socialismo, firmeza, coragem e serenidade», disse Palmero.

Outras razões que o tornaram digno do alto reconhecimento são «a convicção inabalável de que podemos vencer nos momentos mais difíceis; ser um guia e paradigma para as novas gerações, sem nunca perder o sorriso ou o espírito jovem; pela sua modéstia, desinteresse e altruísmo, sua confiança e amor na juventude; e por ser, acima de tudo, o maior seguidor de Fidel», disse o presidente nacional da Federação dos Estudantes.

Na Unidade Básica de Saúde do centro de São Cristóvão, crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente para serem atendidos pela médica Sandra Glaucia da Conceição. Muitos dos que esperam fazem questão de serem examinados apenas por ela, que chegou ao município sergipano em 2013 através do programa Mais Médicos.

Desde então, Sandra, de 39 anos, trabalha na Unidade Básica de Saúde Jânio Teixeira de Jesus, numa região carente do município, o quarto a ser fundado no Brasil. Ela formou-se em Cuba e morava na Argentina quando viu no Mais Médicos a oportunidade de voltar à sua terra natal.

De origem humilde, Sandra conhecia bem a realidade que encontrou em São Cristóvão. "Fiz parte desta população, fui da periferia, minha família usava o SUS. Poder estar aqui mostra que realmente podemos chegar a est.sa posição. Fazer este trabalho é maravilhoso. A população já me conhece. Sou médica da cidade”, afirma.

A médica trata os pacientes com muito carinho e atenção. Nenhum detalhe passa despercebido a Sandra, que, além de cuidar da saúde, também reforça a importância da educação a jovens e crianças e incentiva-os a continuar na escola.

As primeiras perguntas que faz aos novos pacientes são se sabem ler e onde vivem. Segundo a médica, o questionário é fundamental para a prescrição de medicamentos na comunidade onde trabalha. No município, as taxas de analfabetismo entre maiores de 15 anos ultrapassam os 12%, segundo o Censo de 2010.

"Se o paciente não sabe ler, preciso prescrever o medicamento de uma forma que ele entenda. Além disso, alguns pacientes não têm como comprar muita da medicação, por isso, preciso indicar um tratamento de acordo com sua condição económica. Essa visão mais humana de entender as necessidades do paciente e suas possibilidades de cumprir um tratamento aprendi em Cuba", diz Sandra.

Com sua dedicação e carisma, Sandra conquistou não somente os pacientes, mas também a sua equipa e as autoridades de saúde municipais e estaduais. Elogios ao trabalho da médica são unanimes.