Vive e não baixa a guarda. Em alguma ocasião, ela disse que ia durar até o fim dos tempos, enquanto pensava, com toda a razão, que ela estava fora do tempo. Embora não do espaço Cuba, porque é cubana de quatro costados. Juana Bacallao, Juana a cubana, mítica, surrealista, original, completou em 25 de Maio, seus 95 anos de idade.

Autor: Pedro de la Hoz | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

junho, 2020

 

 

Neris Amelia Martínez Salazar, mais conhecida como Juana Bacallao. 

Foto: Pedro Beruvides

 

Vive e não baixa a guarda. Em alguma ocasião, ela disse que ia durar até o fim dos tempos, enquanto pensava, com toda a razão, que ela estava fora do tempo. Embora não do espaço Cuba, porque é cubana de quatro costados. Juana Bacallao, Juana a cubana, mítica, surrealista, original, completou em 25 de Maio os seus 95 anos de idade.

Ela compartilha histórias certas e incertas, atribuídas e apócrifas, fábulas de variada espécie que alimentam o mito. Cada compatriota, de ontem e de hoje, sente-se co-protagonista ou testemunha de uma anedota onde Juana ocupa o papel principal.

Mas dessa Juana eu não vou escrever, mas sim daquela que pertence à cultura popular, à música cubana. A partir do momento em que Obdulio Morales descobriu a voz de uma garota negra, de vinte e tantos anos, que cantava enquanto limpava o chão de uma casa onde trabalhava como empregada, o maestro soube que ela era uma jóia que não era preciso polir demais, que não requeria sofisticação, que com algumas lições rudimentares do palco e o ajuste necessário ao desempeno da orquestra, podia passar da guaracha ao pregão, do son ao nascente mambo.

Por que o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) afirmou que se os Jogos Olímpicos de Tóquio não são celebrados em 2021 poderiam ser cancelados de vez?

Autor: Oscar Sánchez Serra | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Junho, 2020

 

Foto: AYM.SPORTS

 

Quanto será preciso esperar para ver novamente os campeões do desporto mundial sob os cinco aros olímpicos.

 

Porque razão o presidente do Comité Olímpico Internacional (COI) afirmou que se os Jogos Olímpicos de Tóquio não fossem celebrados em 2021 poderiam ser cancelados de vez?

Embora a notícia do adiamento para Julho do ano próximo tivesse vindo a público em Março, é agora — quando a Covid-19 ainda não tem uma vacina que a possa parar, continua e continua a crescer em várias nações, como os Estados Unidos, Brasil e o Chile, e a Organização Mundial da Saúde faz um alerta acerca do perigo da confiança diante da doença — que as interrogações são mais sérias, pondo em dúvida a realização dos jogos para a data prevista.

Neste desportivo concerto elitista há no meio uma verdadeira dança dos milhões. Há já 21 anos, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro, expressava como crescia exponencialmente e progressivamente o método de atribuir a sede de um evento desse tipo como se fosse um leilão, «onde o país que tem mais dinheiro e oferece mais coisas tem a possibilidade de ganhar a sede».

Por exemplo, estima-se que o custo dos Jogos de Tóquio seja de 12 bilhões de euros, distribuídos entre os que investiram a cidade-sede (5,037 bilhões); o comité organizador (5,087 bilhões) e o Estado Central (1,2 bilhão). Um novo adiamento tornaria ainda maiores esses números. A isso acrescenta-se que Tóquio-2020 estava destinado a converter-se no evento desportivo com maior número de patrocinadores da história, cujos montantes nos preparativos eram por volta de US$ 25 bilhões, enquanto as empresas japonesas e outras internacionais investiram US$ 3,1 bilhões. A esse respeito, os economista da Nomura, a maior firma japonesa das finanças, prevêm que o cancelamento dos Jogos afectaria a confiança do consumidor japonês, além de privar o país de dois bilhões de euros em receitas ligadas aos espectadores estrangeiros.

A pandemia tornou mais visível a colisão entre o modelo capitalista neoliberal, sua rede de dogmas, ícones e paradigmas, e outras alternativas de conceber a sociedade, a economia, a política e a própria ideia do progresso e a felicidade.

Autor: Abel Prieto | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Junho, 2020

Foto: NUEVA SOCIEDAD.

 

A pandemia confrontou o modelo capitalista neoliberal com outras alternativas de conceber a sociedade.

O neoliberalismo tornou-se legítimo sempre através da indústria cultural. Tem sido muito útil o estereótipo do paladino ianque, capaz de sair vitorioso das emboscadas dos seus inimigos, de aniquilá-los e levar depois com ele o butim e a garota mais bela.

Esse Triunfador, que sabe o que quer e que vai obtê-lo a todo o custo, cercado de cadáveres de Perdedores, é o herói «civilizador» por excelência da fábula neoliberal.

No lado oposto estão os Bárbaros: criaturas traiçoeiras, inferiores, árabes, russos, asiáticos, afro-americanos. Embora, às vezes, o Triunfador seja de pele negra, porque a indústria quer enganar também esse sector da população. E até um dia surgiu dos seus laboratórios o par perfeito de Heróis inseparáveis, um branco e o outro negro.

A maquinaria cultural propôs-se que ninguém suspeitasse que havia um outro jeito de organizar a sociedade e de imaginar a existência. A maioria das vítimas acreditou na fábula. Apesar de que sobrevivessem em choupanas infestadas, e não pudessem pagar a educação dos seus filhos, nem os serviços da Saúde, os únicos culpados disso eram eles próprios, por serem «fracassados», jamais o sistema. Na floresta, os fortes engolem os pequenos e os fracos.

Mas a pandemia chegou, toda a crueldade do sistema veio à baila, de uma forma obscena, impossível de ocultar, e «líderes da extrema direita», como Trump e Bolsonaro estão com problemas. Somente conhecem a moral da floresta, não contam com um sistema público de Saúde e a indústria farmacêutica está desenhada para ganhar dinheiro e não para enfrentar uma emergência sanitária.

Nos primeiros cinco meses deste ano, os técnicos cubanos em electromedicina recuperaram mais de 2.400 equipamentos na Venezuela, vitais para a sustentabilidade do atendimento extra e inter-hospitalar, nas instalações sanitárias do Sistema Nacional Público de Saúde

Autor: Jorge Pérez Cruz, especial para o Granma | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Junho, 2020

Foto do Autor

 

Técnicos cubanos na Venezuela ajudam a manter activos os equipamentos médicos, contornando as medidas económicas impostas pelos Estados Unidos.

 

Segundo Aldo Fidel Miranda Quintana, chefe do Grupo Nacional de Electromedicina, da missão medica cubana nesse país irmão, a Covid-19 veio mudar todas as dinâmicas do trabalho, e os 398 Centros de Diagnóstico Integral (CIDs), geridos pelo pessoal cubano e os hospitais dedicados ao tratamento de doentes e suspeitos desse padecimento, converteram-se em palcos fundamentais do trabalho.

Devido à urgência do momento, assumiram a responsabilidade de munir estas salas com máquinas de ventilação pulmonar e garantir o seu bom funcionamento, prevendo qualquer contingência.

Quase ninguém duvida que os roteiros da recente incursão na Venezuela e o atentado à Embaixada cubana em Washington foram elaborados pelo mesmo escritor

Autor: Manuel Valdés Cruz | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio, 2020

Photo: EFE

 Jordan Goudreau, Airan Barry e Luke Denman, estadunidenses profissionais da SilverCorp, envolvidos na falhada incursão contra a Venezuela.

 

Quase ninguém duvida que os planos da recente incursão na Venezuela e o atentado à Embaixada cubana em Washington têm a mesma procedência. A encenação, com o estilo de um filme de acção feito em Hollywood, provocaria o riso, se não fosse pela gravidade das possíveis consequências de acções deste tipo.

 Acreditar que o mundo é um estúdio de cinema, mais a categoria mercenária dos participantes em ambos os fatos terroristas, e a subvalorização dos agredidos, levou o roteirista ao sonoro descalabro.