Num percurso, neste fim de semana, por várias províncias, o vice-presidente Salvador Valdés Mesa observou os programas da agricultura, a produção de açúcar e a recuperação económica

 

Foto: Miguel Febles Hernández

 

Torna-se urgente uma resposta produtiva em toneladas de feijão, milho, sorgo e grão-de-bico. 

O peso específico que dentro do desenvolvimento agro-pecuário do país têm os programas de obtenção de grãos, o pecuário e, inclusive, a indústria açucareira, com o objectivo de garantir a auto-suficiência nacional e a recuperação económica urgente, após o impacto da Covid-19, exige acelerar as contribuições produtivas e explorar todas as reservas de eficiência disponíveis.

Num percurso, neste fim de semana, pelas províncias de Camaguey, Las Tunas, Holguín e Granma, o vice-presidente da República, Salvador Valdés Mesa acompanhado – excepto em Las Tunas, pelo segundo secretário do Partido, José Ramón Machado ventura – observou os resultados de tais programas, em concordância com os recursos e investimentos dispostos pelo país para a sua consolidação.

Colocar a indisciplina à distância não é apenas necessário, mas imperativo. Vamos integrar essa equipe chamada consciência, que exige vergonha e bom senso

Houve um dia em que Havana, ainda na primeira fase da diminuição da pandemia, acordou com a feliz notícia de que não foram relatados novos casos positivos. Os espíritos, então, dispararam, já que o zero esperado marcou o resultado do enorme esforço de um país, digamos, entre muitos trabalhadores, o de seus médicos, na primeira ordem.

Hoje, os rostos não são os mesmos: a preocupação aumenta hoje em dia, juntamente com os números e atrapalha a coragem de tanta entrega. Imperdoáveis são as falhas que, por irresponsabilidade e descrença, modificaram os resultados alcançados; desprezo insolente pelo sistema de Saúde e a gestão do Estado cubano, aplaudido pela eficiência de sua tarefa, mesmo para aqueles que insistem em ver exclusões num cenário de saúde cada vez mais admirável.

O presidente da República, Miguel Díaz-Canel, interveio no Encontro de Líderes 30 anos depois do Foro de São Paulo

Obra de Silvia Rodríguez Rivero.

 

Contundente como é seu timbre utilizando sempre o exemplo, Cuba fez escutar novamente a sua voz a favor da integração latino-americana e a emancipação dos povos contra o capitalismo neoliberal, quando o presidente da República, Miguel Díaz-Canel, interveio de maneira virtual no Encontro de Líderes 30 anos depois do Foro de São Paulo.

Ao distinguir a obra fundadora do Comandante-em-chefe Fidel Castro e do ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, na concepção do movimento progressista, convocou os insubmissos defensores da esperança a manterem a sua luta, em unidade, em prol de um mundo melhor e possível.

Em nome do primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, general-de-exército Raúl Castro Ruz; do presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez; do governo e do povo cubanos, o primeiro-ministro transmitiu a todos os médicos um grande abraço e os mais sinceros agradecimentos pelo louvável trabalho realizado no México

Foto: Estudio Revolución

 

O primeiro-ministro recebeu a bandeira cubana que acompanhava os colaboradores 

Vocês têm sido «uma representação digna do Sistema de Saúde cubano, do povo cubano e da mulher cubana», reconheceu o primeiro-ministro Manuel Marrero Cruz pouco antes das oito horas da segunda-feira, 3 de agosto, quando participou de uma reunião com os mais de 400 colaboradores da brigada médica Henry Reeve, que por cerca de três meses contribuíram para enfrentar o Covid-19 no México.

Em nome do primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, general-de-exército Raúl Castro Ruz; do presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez; do governo e do povo cubanos, o primeiro-ministro transmitiu a todos os médicos um grande abraço e os mais sinceros agradecimentos pelo louvável trabalho realizado no México.

Sem abraços, ainda

Este coronavírus que da a volta ao mundo traz-nos algumas lições e desafios. Tem verdades antigas que, às vezes, ficam escondidas na agilidade dos dias

Este coronavírus que da a volta ao mundo nos traz algumas lições e desafios. Tem verdades antigas que, às vezes, ficam escondidas na agilidade dos dias; estas são algumas delas: a doença pode bater tanto na porta do príncipe como na do pedinte; a vida do homem é frágil, e todos temos, como espécie cada vez mais ligada, um destino comum. Isso, de alguma maneira faz-nos lembrar o verso dramático de César Pavese: «Para todos, a morte tem um olhar».

Foram estarrecedoras as imagens de cidades vazias no meio da pandemia. Parecia que um flautista tinha levado todos os moradores de uma vila, ou que nos aproximávamos de uma janela e dai podíamos ver um fragmento daquelas imagens de ficção científica de cidades distópicas e apocalípticas.

Há países onde a saúde humana é uma mercadoria; onde um teste para determinar se alguém é portador do vírus pode custar até 3 mil dólares. É verdade isso? E aqueles que não têm seguro médico, como vão resolver? Esta Covid-19 deixa a nu as falhas estruturais de sistemas sociais, onde as pessoas são parafusos da grande maquinaria, que produz milhões de dólares para poucos, e pobreza para muitos.