Em prol da emancipação continental já é um princípio que Cuba faça tanto como diz; pois se o internacionalismo que protagoniza é sua melhor forma de fazer, qualquer tribuna lhe é importante para falar e denunciar; por ela e pelos povos que sofrem, aos grandes culpados pelas suas mazelas, promotores da pilhagem, da divisão, da degradação social e do subdesenvolvimento crónico.

 

Cartaz mural pintado no bairro 23 de Janeiro, em Caracas, Venezuela.

 

Apenas três dias depois de suas palavras contundentes no fórum universal da ONU, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez Parrilla, ocupou o palco virtual continental que estabeleceu a 20ª Reunião da Chanceleres da Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos (Celac), na qual voltou a condenar com força as medidas de coerção unilaterais aplicadas pelo Governo dos Estados Unidos contra vários países da área.

 

Rodriguez Paerrilla abordou temas peliagudos para os 33 países que compõem este mecanismo de integração, como os efeitos do Sars-Cov-2 no desenvolvimento das nossas nações, as estratégias imperialistas e suas ameaças para a paz, e comentou que as agressões da administração estadunidense obstaculizam as respostas à pandemia e violam o Direito Internacional, os postulados da Carta das Nações Unidas e a Proclamação da América Latina e o Caribe como Zona de Paz.

Tolerância zero é a divisa de Cuba frente a um crime que factura milhões de dólares no mundo e constitui uma violação grave dos direitos humanos

 

FOTO da revista INESEM.

 

As mulheres e meninas são as mais afectadas pelo tráfico de pessoas em nível mundial.

«Procura o dinheiro, porque caso contrário vão me matar», suplicou José* a sua mãe através do telefone, de um local no México onde o mantinham cativo junto a outros seis cubanos.

Chegar aos Estados Unidos depois de sair ilegalmente de Cuba constituía a menor das suas preocupações. A questão, então, era preservar a vida, e sair de um pesadelo de golpes, ameaças e trabalho forçado.

A mãe vendeu a casa para reunir o montante que lhe pediam e comunicou com os captores. Foi outra cubana, cúmplice na Ilha, a responsável por receber o dinheiro e fazê-lo chegar a um dos membros da rede criminosa; por essa operação ela recebeu 100 CUCs (equivalentes a dólares).

A partir do seu surgimento, Cuba está na mira das revoluções de cores. As instruções do Manual de Gene Sharp falam em democracia, mas são procedimentos para torcer as exigências dos direitos humanos ao seu favor, não para os realizar. Agem em seu nome e depois atraiçoam-nos.

Muitas destas «revoluções» promovidas sob o manto da não violência, acabaram com a «liberdade» e a «democracia» reclamadas com bombas e mísseis.

Foto: Canarias Semanal.

 

Em Cuba, na Venezuela, encaminham as suas técnicas a organizar aqueles que manifestem desconformidades com as dificuldades impostas a sistemas políticos anticapitalistas, explorando as exigências que lhes impõem como modelos, ao mesmo tempo que as obstaculizam com agressões.

Nos países do Leste europeu e nas antigas repúblicas soviéticas, depois em muitos outros países, o seu objetivo tem sido o de entregá-los à área de influencia da OTAN, ao colocá-los na órbita do imperialismo. Nunca os seus símbolos e cores, o punho negro sobre um fundo branco, tremulou em países aliados dos Estados Unidos, nem naqueles locais onde se produzem violações quotidianas dos direitos humanos, como a Colômbia e Honduras, por exemplo.

Mais vinte cubanos incorporaram-se à jovem história de Soberana 01, o primeiro candidato de vacina de Cuba contra a Covid-19.

 

Eles têm entre 60 e 80 anos de idade e integram o segundo grupo de voluntários que receberão a primeira dose desta esperançosa proposta, que busca ganhar a batalha à pandemia que mata pessoas todos os dias.

Chegam a este momento depois de vários passos prévios, todos criteriosamente organizados, planeados como parte de um necessário estudo ao que todos os cubanos apontam os e lhe desejam sucessos para poder imunizar, posteriormente, toda a população contra o novo coronavírus.

Antes que os europeus chegassem à América, marinheiros portugueses tiraram os primeiros africanos de suas terras de origem para serem vendidos e explorados na península ibérica.

 

Uma prova documentária indica uma data: 1444. Em 1510, 18 anos depois da primeira viagem de Colombo, o monarca Fernando de Castela autorizou a transferência de partidas de africanos para a Espanhola, a fim de perderem a vida nas jazidas minerais da ilha, tal como os aborígines. Cuba, em 1886, e o Brasil, em 1888, foram os últimos a banirem a escravidão nesta parte do mundo.