Num compromisso dos estudantes universitários cubanos com a geração histórica da Revolução, a Federação dos Estudantes Universitários entregou ao general do exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista de Cuba, e a José Ramon Machado Ventura, segundo secretário, o Prémio Alma Mater, o maior prémio concedido pela organização.

Os líderes do Partido e o Presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, participaram como delegados de honra na sessão final do 9º Congresso da Federação Universitária (FEU), que teve lugar no Palácio das Convenções e que coincidiu com o 63º aniversário da partida de Fidel para o exílio, no México.

Ao entregar o Prémio Alma Mater, Raul Alejandro Palmero, presidente nacional da FEU, reconheceu em José Ramón Machado Ventura « o seu constante anti imperialismo, desde a sua formação como estudante de Medicina, a modéstia, simplicidade, o sacrifício de tantos anos, o seu amor pela juventude e seu exemplo constante». Tudo isso o torna digno deste reconhecimento, expressou.

Com igual carinho foi dado o Prémio Alma Mater ao general do exército Raúl Castro Ruz, «um dos membros mais amados da nossa querida FEU», pela sua trajetória de «luta na Universidade, por nos ter incutido com o seu exemplo, a inspiração para nos converte hoje no "ninho de vespas" que somos, em defesa do socialismo, firmeza, coragem e serenidade», disse Palmero.

Outras razões que o tornaram digno do alto reconhecimento são «a convicção inabalável de que podemos vencer nos momentos mais difíceis; ser um guia e paradigma para as novas gerações, sem nunca perder o sorriso ou o espírito jovem; pela sua modéstia, desinteresse e altruísmo, sua confiança e amor na juventude; e por ser, acima de tudo, o maior seguidor de Fidel», disse o presidente nacional da Federação dos Estudantes.

Na Unidade Básica de Saúde do centro de São Cristóvão, crianças, jovens e idosos aguardam pacientemente para serem atendidos pela médica Sandra Glaucia da Conceição. Muitos dos que esperam fazem questão de serem examinados apenas por ela, que chegou ao município sergipano em 2013 através do programa Mais Médicos.

Desde então, Sandra, de 39 anos, trabalha na Unidade Básica de Saúde Jânio Teixeira de Jesus, numa região carente do município, o quarto a ser fundado no Brasil. Ela formou-se em Cuba e morava na Argentina quando viu no Mais Médicos a oportunidade de voltar à sua terra natal.

De origem humilde, Sandra conhecia bem a realidade que encontrou em São Cristóvão. "Fiz parte desta população, fui da periferia, minha família usava o SUS. Poder estar aqui mostra que realmente podemos chegar a est.sa posição. Fazer este trabalho é maravilhoso. A população já me conhece. Sou médica da cidade”, afirma.

A médica trata os pacientes com muito carinho e atenção. Nenhum detalhe passa despercebido a Sandra, que, além de cuidar da saúde, também reforça a importância da educação a jovens e crianças e incentiva-os a continuar na escola.

As primeiras perguntas que faz aos novos pacientes são se sabem ler e onde vivem. Segundo a médica, o questionário é fundamental para a prescrição de medicamentos na comunidade onde trabalha. No município, as taxas de analfabetismo entre maiores de 15 anos ultrapassam os 12%, segundo o Censo de 2010.

"Se o paciente não sabe ler, preciso prescrever o medicamento de uma forma que ele entenda. Além disso, alguns pacientes não têm como comprar muita da medicação, por isso, preciso indicar um tratamento de acordo com sua condição económica. Essa visão mais humana de entender as necessidades do paciente e suas possibilidades de cumprir um tratamento aprendi em Cuba", diz Sandra.

Com sua dedicação e carisma, Sandra conquistou não somente os pacientes, mas também a sua equipa e as autoridades de saúde municipais e estaduais. Elogios ao trabalho da médica são unanimes.

Nós, as novas gerações de cubanos assumimos o compromisso de manter as conquistas da Revolução liderada por Fidel Castro, assegurou o presidente da Federação Estudantil Universitária, (FEU), Raúl Alejandro Palmero.

Ao inaugurar oficialmente o IX Congresso da FEU no Palácio de Convenções de Havana, Palmero ratificou a máxima direção do processo revolucionário iniciado em 1959, a qual que pode contar com os universitários pois existe uma vanguarda organizada.

Aqui está a juventude cubana. Este congresso é de todo o povo (...) Estejamos à altura da história que nos precede e do heroico povo do que somos parte. Somos filhos da Revolução, enfatizou o líder estudantil perante os 400 delegados e 100 convidados ao congresso.

Palmero pediu que a unidade, o desinteresse e o compromisso, devem guiar as sessões de trabalho do congresso previsto até manhã.

O IX Congresso, em que participam o vice-presidente do Conselho de Estado e ministro de Saúde, Roberto Morais, e os ministros da Cultura e Educação Superior, Abel Prieto e José Ramón Saborido, respectivamente, entre outros dirigentes, iniciou-se com a leitura  dos mártires da FEU.

Na véspera, os jovens protagonizaram uma marcha estudantil desde a Fragua Martiana, onde se honrou o Herói Nacional de Cuba, José Martí, até à Universidade de Havana com o propósito de render tributo aos mártires da organização.

No centro de altos estudos, reafirmaram o seu apoio à Revolução e ao seu líder histórico, Fidel Castro, e o compromisso da organização com os ideais independentistas.

A FEU foi fundada em 1922 pelo líder revolucionário Julio Antonio Mella com a missão de unir os universitários cubanos, defender os seus interesses e fazer valer os seus direitos.

 

Fonte - Prensa Latina

 

 

 

Junto da estátua do Libertador Simón Bolívar, em Paris, representantes diplomáticos acreditados em França, perante a UNESCO, membros de associações de solidariedade com a Venezuela e com a América Latina e o Caribe, bem como cidadãos venezuelanos residentes em França, reuniram-se neste dia (5 de Julho) para celebrar o 207 aniversário da independência da República Bolivariana da Venezuela.

O evento, convocado pelas delegações diplomáticas da Venezuela em França e perante a UNESCO, foi presidido pelos embaixadores Héctor Mujica e Héctor Constant, junto com o Adido Militar deste país em França, os quais reafirmaram o compromisso e a vontade do governo e do povo venezuelano de defender a paz, a soberania e a independência nacional, contra a permanente agressão que há meses têm sofrido.

Nas suas declarações, os diplomatas da Pátria do Comandante Chávez, expressaram a sua determinação e das suas respectivas equipas de continuarem defendendo uma Diplomacia de Paz perante todos os cenário, fiéis ao legado do Libertador, acreditando  que irão vencer,  assim como este grande filho da América fez duzentos anos atrás, "sem hesitação", reafirmaram.

Representantes da Nicarágua, Bolívia, República Dominicana, Argélia, Palestina e Cuba, entre outros, estiveram presentes e com os amigos venezuelanos colocaram uma coroa de flores no monumento ao Libertador. Por parte de Cuba estavam presentes, a embaixadora Dulce Buergo, delegada permanente na Unesco, juntamente com outros funcionários da embaixada cubana em França.

Datas como estas exigem reflexão, renovação da solidariedade entre os povos e apelo à unidade e à integração regional para enfrentar a hostilidade imperial na região, como sempre defenderam os comandantes Fidel Castro e Hugo Chávez. Exemplares continuadores da obra de José Martí e Simón Bolívar, todos são e continuarão sendo paradigmas dos povos latino-americanos, que continuam lutando para realizar seus sonhos de uma América livre e independente.

"Um mundo melhor é possível", foi lembrado e não se poderá descansar até que este seja alcançado. 


(Delegação Permanente de Cuba na UNESCO)

História e desenvolvimento da comunidade caribenha

A Comunidade do Caribe (Caricom) é formada por 20 países: 15 estados membros e cinco membros associados. É a «casa» de aproximadamente 16 milhões de cidadãos. Foi criada em 4 de julho de 1973, através da assinatura do Tratado de Chaguaramas, para transformar a Associação de Livre Comércio do Caribe em um Mercado Comum.

Inclui Estados que são considerados países em desenvolvimento e, à exceção de Belize na América Central e Guiana e Suriname na América do Sul, todos os membros e membros associados são estados insulares.

Surgiu como resultado de 15 anos de esforços em favor da integração regional e foi estabelecido com os seguintes objetivos fundamentais: elevar o padrão de vida e trabalho das nações da região; contribuir para a eliminação do desemprego; e acelerando, coordenando e sustentando o desenvolvimento económico, bem como, promovendo as relações comerciais e económicas com outros países e outras nações.

Os principais órgãos da Comunidade do Caribe são a Conferência e o Conselho. A Conferência é o órgão supremo da organização regional e é composta pelos chefes de Estado e de Governo dos países membros. A sua principal responsabilidade é traçar a política da Caricom e autorizar a assinatura de tratados entre a Comunidade do Caribe e outras organizações de integração.

O Conselho, por outro lado, é formado pelos ministros das Relações Exteriores e é responsável pelo desenvolvimento dos planos estratégicos da organização, pela coordenação da integração nos diferentes setores e pela promoção da cooperação entre os diversos membros.

A Caricom é o mais antigo movimento de integração no mundo em desenvolvimento. Embora se tenha tentado minimizar as suas conquistas, ao longo do tempo estas foram muitas, especialmente na cooperação em setores como educação, saúde, cultura e segurança.