O Governo Revolucionário de Cuba emitiu uma declaração condenando veementemente o ataque ao presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, que ocorreu no sábado, 4 de agosto, durante uma parada militar em Caracas.

O Governo Revolucionário da República de Cuba condena veementemente o ataque contra o presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, que ocorreu no sábado, 4 de agosto, durante um desfile militar em Caracas, por ocasião do 81º aniversário da fundação da Guarda Nacional Bolivariana.

Este ato de terrorismo, que procura ignorar a vontade do povo venezuelano, constitui uma nova tentativa desesperada de conseguir, através do assassínio, aquilo que não conseguiram obter em múltiplas eleições, nem através do golpe de Estado de 2002 contra o presidente Hugo Chávez, o golpe petrolífero de 2003 e a guerra não convencional travada por campanhas nos mídia, sabotagem e atos violentos e cruéis.

«Pela dignidade e o decoro dos homens de Cuba, esta revolução triunfará! Cuba abraça todos aqueles que sabem amar e criar e despreza aqueles que odeiam e destroem. Fundaremos a República Nova, com todos e para o bem de todos, no amor e fraternidade de todos os cubanos.»

Manifesto de Moncada, 23 de Julho de 1953

 

Armanda Fonseca

Em 10 de Março de 1952, antecipando a sua derrota nas eleições que se aproximavam, Fulgêncio Baptista apodera-se do poder, suspende a constituição, revoga as leis da República, suprime direitos individuais e proíbe manifestações e a actividade partidária. A situação social agravou-se: precariedade nos latifúndios, analfabetismo, doenças do subdesenvolvimento, miséria, abusos, jogo, prostituição.

Um grupo de jovens, na sua maioria muito humildes, com diferentes níveis de cultura política, todos querendo derrotar a tirania de Fulgêncio Baptista, sentiam a necessidade de uma mudança. Fidel Castro era aquele que tinha maior experiência política, possuía uma perspetiva da revolução, quer no plano tático quer estratégico. Alguns tinham noções marxistas-leninistas, mas todos eram influenciados pelo pensamento de José Marti.

 O dia da morte de Frank País García e Raúl Pujol foi escolhido como uma data simbólica para homenagear os mais de 20 mil cubanos que perderam a vida no esforço para derrubar Batista

Aos vinte e poucos anos, a vida ainda é um sonho. Há um futuro para descobrir, metas a serem construídas e fantasias a serem cumpridas. Nessa idade as pessoas não pensam na morte. Com tanta energia batendo no seu peito, quem pode imaginar que o fim espera por ele, quem quer dizer adeus quando apenas começa a sua apresentação perante o mundo.

Mas quando, apesar da resistência vital, chega o adeus, quão dolorosa é a partida, quão difícil é conter a dor diante de tantas esperanças inacabadas.

Foi este sentimento indescritível que moveu a heróica cidade de Santiago em 31 de julho de 1957, quando os tiranos tiveram que ceder lugar ao povo irado, ultrajado e ferido, que abrigava no seu peito dois corpos profanados pelo ódio e pela ignomínia, o de Frank País García e Raúl Pujol.

Se até hoje a perda aperta a alma, é possível imaginar aqueles dias trágicos, quando os jovens filhos da Revolução se transformaram em alvos dos assassinos. Sem o menor indício de humanidade, foram perseguidos, caçados como animais e mortos na escuridão de uma cela de tortura ou em plena luz do dia, num beco da cidade.

«Frank País foi um daqueles homens que impera no primeiro encontro; o seu rosto era mais ou menos parecido com a que as fotos atuais mostram, mas tinha os olhos de uma profundidade extraordinária».

Foi assim que Che Guevara descreveu quem, sendo quase uma criança, já era o chefe de ação e sabotagem do Movimento 26 de Julho. A sua coragem e dedicação à causa da pátria não tinha limites. Organizou a rebelião de 30 de novembro de 1956 em apoio ao desembarque do iate Granma, contribuiu para a sobrevivência do núcleo guerrilheiro que se fortalecia na Serra Maestra e foi o  guia do jornalista americano Herbert Matthews, quando este se encontrou encontro com Fidel.

Os seus méritos foram tantos que o dia da sua morte foi escolhido como uma data simbólica para homenagear os mais de 20 mil cubanos que perderam a vida no esforço de derrubar o tirano Fulgencio Batista, e a cujos seguidores servis o então jovem advogado e líder do movimento 26 de Julho, Fidel Castro, deu o mais preciso dos qualificativos.

Depois de aprovado no Parlamento, o projecto de uma nova Constituição, que reitera o carácter socialista do Estado e o papel dirigente do Partido Comunista de Cuba, vai ser discutido pelo povo cubano.

Reunida em Havana, a Assembleia Nacional do Poder Popular aprovou por unanimidade, este domingo, o projecto de uma nova Constituição, que será sujeito a consulta popular, antes de regressar à Assembleia.

Naquilo que constitui mais uma etapa de um vasto processo democrático, o texto será discutido pelo povo cubano entre 13 de Agosto e 15 de Novembro.

No encerramento da primeira sessão ordinária da IX Legislatura, o presidente Miguel Díaz-Canel sublinhou a importância da consulta popular, na medida em que irá «fortalecer a unidade dos cubanos em torno da Revolução».

Trata-se de um «exercício de participação directa do povo que assume a maior relevância política» e é «um reflexo mais de que a Revolução assenta na mais genuína democracia», disse.

O projecto da nova Constituição reafirma o carácter socialista do sistema político, económico e social cubano, bem como o papel do Partido Comunista de Cuba como força dirigente superior da sociedade e do Estado.

 

O Barco da Paz ou Peace Boat atracará amanhã no terminal de cruzeiros para iniciar a sua 18ª visita a Havana, desta vez com 1.200 passageiros de sete países asiáticos, incluindo sobreviventes dos bombardeios atómicos a Hiroshima e Nagasaki.

Uma das principais atividades dos passageiros do Japão, China, Malásia, Taiwan, Coreia do Sul, Tailândia e Singapura, será a sua participação no Fórum para a Paz, no qual um dos seus principais temas será a luta por um mundo livre de armas nucleares , confirmou o Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).

Este anunciou que o navio empreendeu a sua 98ª viagem com sobreviventes e alguns descendentes da barbárie, aprovada pelo Presidente norte americano Harry Truman (1884-1972), executada em 6 de agosto de 1945 em Hiroshima e três dias depois em Nagasaki, a segunda cidade consumida pelo cogumelo nuclear.

Esta será a 18ª visita a Havana (a 1ª foi no ano 2000) do Barco da Paz, uma organização não-governamental com sede no Japão que participa ativamente em intercâmbios culturais e atividades de educação e sensibilização em questões como o desarmamento, o desenvolvimento sustentável e a prevenção de conflitos.

A sua estadia em Havana será de apenas um dia e prevê visitas a centros comunitários, de saúde, culturais, de prestação de cuidados aos idosos, lugares históricos e outros, de acordo com o ICAP.

 

Fonte - CubaDebate