A vitória esmagadora do candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), Luis Arce, que superou em mais de 20 pontos o mais próximo candidato, fez fracassar a ilusão da direita de unir as suas forças para vencer no segundo turno eleitoral

Foto: Internet

 

O povo boliviano demonstrou que a razão, a dignidade e a luta não se perderam com o golpe militar, nem com as atrocidades do governo de facto, instaurado no ano passado.

A vitória esmagadora do candidato do Movimento ao Socialismo (MAS), Luis Arce, que superou em mais de 20 pontos o mais próximo candidato, fez fracassar a ilusão da direita de unir suas forças para vencer no segundo turno eleitoral.

«Parabéns ao MAS, que conseguiu recuperar nas urnas o poder que lhe foi usurpado pela oligarquia, com a cumplicidade da OEA e o guia imperial», escreveu bem cedo, na sua conta no Twitter, o presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, para parabenizar a notícia, sobre a qual realçou: «Cuba partilha a alegria pelo triunfo de Luis Arce». E acrescentou: «Renasce o ideal bolivariano».

Com o aeroporto de Barbados ainda à vista, explodia e caía ao mar o avião da Cubana. Caía a aeronave, e ao mesmo tempo 73 vidas ascendiam ao altar da recordação que levanta a indignação de um povo «enérgico e viril».

Fotocomposição: Carlos M. Perdomo

 

Que pensamentos, que imagens, que sensações estavam na mente deles, poucos minutos antes da explosão? A pátria almejada? Havana perante os olhos que a admirariam a partir das janelas do avião, quando descessem à pista...?

À espera talvez sorrisos, abraços, o beijo de uns lábios que aguardavam tremendo... Acaso na Ilha os olhares delatavam quem sabe quanta ansiedade, anunciando episódios de orgulho materno, do grito, ao receber «esse meu filho campeão».

Mas a frase foi afogada pela tragédia. Suspensas no ar ficaram as carícias, o desejo de saltar ao pescoço do pai e contar-lhe as coisas que aprendeu durante os dias que esteve fora. Nunca puderam dizê-lo, nem aqueles escutá-lo. Quanta ternura inconclusa! Quanto anseio assassinado!

Poucos conhecem o quanto pode conseguir, ainda com recursos limitados e bloqueada, uma sociedade socialista que, apesar de seus bolsos esvaziados, destina, como norma, mais de 50% do seu orçamento anual a despesas e investimentos nos sectores sociais da saúde pública e a educação; indicadores que podem disparar até níveis insuspeitos quando uma contingência como a actual põe em perigo a vida do seu povo.

 

 

Esse outro orçamento humanista, base da conduta nacional, é argumentado com dados reveladores, como o que informou, no programa Mesa Redonda, na televisão, a ministra cubana das Finanças e Preços, Meisi Bolaños Weiss, que informou terem sido afectados mais de 900 milhões de pesos, até o fecho das contas de agosto, a sufragar o impacto da pandemia, a maior percentagem do orçamento do Estado.

Na terceira visita governamental a Santiago de Cuba, o presidente cubano avaliou na Universidade do Oriente os avanços no vínculo concreto entre ciência e produção

Foto: Estudios Revolución

 

SANTIAGO DE CUBA.— Como parte da insistência proactiva do Governo cubano em multiplicar os vínculos entre a produção científica e o restante dos sectores produtivos do país, a fim de gerar impactos concretos na economia nacional, o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez incluiu, no programa da visita governamental a Santiago de Cuba, uma paragem para ouvir dirigentes, pesquisadores, formandos e estudantes da Universidade do Oriente.

O chefe de Estado cubano foi informado sobre de que maneira essa casa de altos estudos se insere com força na estratégia de obtenção de alimentos, mediante a aplicação de uns trinta resultados da ciência, gerados em diferentes projectos que estão a envolver cerca de 3.300 estudantes.

O presidente, em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz, do Partido e do Governo, manifestou reconhecimento as pessoas que contribuíram para o «milagre da resistência cubana»

 

Foto: Juvenal Balán

A partir de, 12 de Outubro, Cuba iniciou a nova normalidade, após meses de uma realidade sumamente desafiante de combate à pandemia, a agressividade do bloqueio dos Estados Unidos e sem abrir mão no empenho de avançar na estratégia económica e social.

São tempos de desafio, onde as luzes do povo unido puseram a descoberto, novamente, as fortalezas que nos definem perante o mundo e que não podem ser obviadas nem sequer pelos mais incrédulos.

«Nós sentimos que é um momento onde há uma abundante mostra de heroísmo cotidiano do nosso povo, onde se observa a perseverança, a vontade que se opõe ao desgaste e ao cansaço, depois de sete longos meses», afirmou Diaz-Canel. E reconheceu o desempenho dos cientistas, laboratoristas, técnicos, médicos, enfermeiros, trabalhadores da Saúde e todos aqueles que apoiaram esta batalha perante o novo coronavírus em hospitais e locais de isolamento, entre eles os jovens.

Nesta luta em prol da vida vieram à tona os mais belos valores de nossa sociedade. A solidariedade, a entrega e o sacrifício, a vocação e o prazer em servir os demais, foram causa comum dentro e fora das fronteiras.