Foto: ACN

Em 2 de Novembro em Cuba viveu-se uma agitação matutina da qual se sentia muito a fata. Com o uniforme e as máscaras de protecção, desta vez as recordações não foram menos cálidas, entre alunos e “profes”, embora se sinta a falta dos abraços e os beijos de boas-vindas à casa grande da sabedoria.

A Ilha cresce outra vez diante da pandemia, com a alegria partilhada de alunos, pais e professores, que falam de um retorno às salas de aulas, com a certeza de que, na educação, também se aposta na vida.

Em 4 de Novembro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu a segunda vacina candidata cubana Soberana 2 no seu site oficial de projectos em fases de testes clínicos contra a COVID-19, conforme publicado, na sua conta no Twitter o Instituto Finlay de Vacinas (IFV)

 

A instituição BioCubaFarma destacou que a primeira vacina candidata cubana, Soberana 1, e agora Soberana 2, fazem parte das 47 contra o SARS-COV-2, registadas mundialmente pela OMS.

Salientou que, desde a última segunda-feira, iniciou-se a fase I dos ensaios clínicos do Soberana 2, que «esteve a cargo da pesquisadora principal, dra. Maria Eugenia Toledo, do Instituto de Medicina Tropical Pedro Kourí. O ensaio clínico prossegue com a tranquilidade esperada». A Soberana 2 é uma vacina conjugada, que induz uma poderosa resposta imunoprotetora, até mesmo ao nível das mucosas, para prevenir a entrada do vírus e estimular uma memória imunológica duradoura.

Nesse «vale tudo» que significa o esforço estadunidense em prol de uma vitória eleitoral, resulta imprescindível satisfazer os lobbies que no seio do império podem determinar os rumos do sufrágio a favor do candidato que melhor os consentir.

 

Porém, tão graves quanto risíveis podem acabar por ser algumas práticas, como esta do presidente Donald Trump, o qual, no cúmulo da ridicularia e da falta de vergonha, voltou a piscar um olho à máfia anticubana de Miami – que ele acha ser influente na intenção do voto estatal – quando celebrou, da Casa Branca, o apoio que vem recebendo do maior símbolo da derrota imperialista na América: a Brigada 2506 (vencida em Playa Girón ou Baía dos Porcos) a cujos exímios integrantes prometeu uma «ferrenha solidariedade» com a causa da «liberdade de Cuba».

No seu discurso de «honra aos veteranos da Baía dos Porcos», Trump anunciou outras sanções contra o povo da Ilha, as que imediatamente foram repudiadas pelo presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, com a mesma contundência explícita e frontal que mostrou na ONU: «o império anuncia novas medidas que violam os direitos dos cubanos e também dos norte-americanos. A sua política cruel e criminosa será derrotada pelo nosso povo, que nunca vai abrir mão da sua soberania», denunciou na quarta-feira, 23 de Setembro, no Twitter.

Foto: Estudio Revolución

 

Com a presença do general-de-exército Raúl Castro Ruz, primeiro secretário do Comité Central do Partido Comunista, e de Miguel Díaz-Canel Bermúdez, presidente da República, efectuou-se, na quarta-feira, 28 de Outubro, o 5º período ordinário de sessões da Assembleia Nacional do Poder Popular na sua 9ª Legislatura, onde se aprofundou em todos os assuntos abordados pelos deputados nas sessões de trabalho prévias e em outros temas.

O povo de Cuba e a comunidade internacional conhecem a campanha desonesta que desde 2019 o governo dos Estados Unidos desenvolveu para desacreditar a cooperação médica internacional de Cuba, pressionar os governos que a recebem e privar os povos desses serviços de saúde.

Foto: Ariel Cecilio Lemus

 

O ministério das Relações Exteriores denuncia que, como parte dessa ofensiva, o governo estadunidense exerceu pressões e chantagens contra a Organização Pan-americana da Saúde (OPAS).

Sob a ameaça de não pagar a contribuição financeira que corresponde aos Estados Unidos como principal contribuinte ao orçamento da Organização, a secretaria da OPAS foi obrigada a aceitar o que chamam de «uma revisão externa do papel da OPAS no Programa Mais Médicos no Brasil», no qual milhares de profissionais cubanos tiveram a oportunidade de participar, segundo pedido expresso do governo popular do Partido dos Trabalhadores, e que foi alvo da mais grosseira campanha de difamação por parte dos Estados Unidos e do actual governo brasileiro.

As supostas preocupações dos Estados Unidos sobre a cooperação de Cuba, neste caso sobre o programa «Mais Médicos», não são legítimas, nem pertinentes para serem discutidas na OPAS. O Programa «Mais Médicos», que recebeu auditorias prévias com resultados positivos, foi estabelecido em virtude de um acordo tripartido entre o governo cubano, o então governo brasileiro e a OPAS. O Programa tornou possível que desde agosto de 2013 até Novembro de 2018, os médicos cubanos no Brasil atendessem 113,3 milhões (113.359.000) de pacientes, em mais de 3.600 municípios, chegando a prover uma cobertura de saúde permanente a 60 milhões de brasileiros. Graças ao Programa conseguiu-se expandir a cobertura de atendimento básico e de saúde dos brasileiros; foi alargado o acesso e a oferta de acções de saúde; e foram melhorados os indicadores de saúde da população, reduzindo-se as hospitalizações graças ao trabalho preventivo dos médicos.