Há algum tempo vem se falando de racismo em diversos espaços de crítica e posicionamento musical. Para contextualizá-lo lançam mão, de maneira exacta, do período histórico iniciado a partir de 1959.

A história musical cubana é marcada por uma profunda miscigenação a partir da concepção da própria nacionalidade, em profunda comunhão com a guerra contra a metrópole espanhola. O nascimento desse senso nacionalista e independentista é, precisamente, anticolonialista e, por transitividade e princípios políticos, antirracista. Imaginem qualificar de racista uma Revolução que teve como alicerce político a abolição da escravidão?

Reconhecer a simbiose da cultura cubana com ideais libertadores, inclusive antes de 1868, é talvez o acontecimento cultural mais importante na forja do pensamento de grandes cubanos, onde evidentemente José Martí continua sendo o referente e a luz obrigatória em todo sentido.

O ministério dos Exteriores da Rússia reprovou o bloqueio por parte de Google das contas do jornal Granma e de mais dois meios informativos cubanos.

 

O ministério dos Exteriores da Rússia reprovou o bloqueio por parte de Google das contas do jornal Granma e de mais dois meios informativos cubanos.

«O bloqueio das contas da editora Granma, da Mesa Redonda e da Cubavisión Internacional, que a empresa estadunidense realizou em 20 de Agosto passado, é arbitrário, tem um carácter abertamente restritivo e, além do mais, viola os princípios democráticos aceites por todos, limitando a liberdade de acesso à informação», expressou à imprensa a porta-voz da chancelaria russa, María Zakhárova, quem explicou que o veto foi baseado «em certa acusação de que eles tinham violado a lei sobre exportação para os EUA», precisou a Sputnik.

Mas Setembro tem a sua história e os cubanos, vítimas dessa política do governo ianque, lembramos outros setembros e outros crimes

Foto: Cortesia de Carlos Alberto Cremata

 

Fidel abraça Carlos Alberto Cremata, filho de uma das vítimas do acto terrorista que derribou um avião em pleno voo nas costas frente a Barbados, matando 73 pessoas.

 

Em 11 de setembro de 2001, uma notícia ocupou as manchetes de todos os meios de comunicação do mundo «Estados Unidos sob ataque», as imagens das torres do World Trade Center envolvidas em nuvens de fumaça e de poeira converteram-se no sinal de uma nova época.

 

Mais de 3 mil pessoas foram sacrificadas nessa sorte de Moloch em que se converteu o World Trade Center, ícone das finanças e dos negócios. Este facto lamentável também serviu para que os falcões da guerra pegassem as espadas e espalhassem o medo e a morte em «escuros recantos do mundo».

O silêncio, quase total, é desacostumado. Atrás das portas escuta-se, distante, o som dos programas da televisão; uma família conversa na sua varanda e aproveita o ar fresco escasso enquanto chegam as 21 horas da noite e a hora de bater palmas; o cachorro do bairro passeia com cautela pelo meio da rua, pressentindo algo raro.

Foto: Jose M. Correa

«Queremos mudanças, como comunidade realmente queremos mudanças, e isso vai começar em Novembro», dia das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Foto: Getty Image 

 

Novamente os desportistas fazem escutar a sua voz, para rechaçar os constantes abusos contra os afro-estadunidenses.

«Queremos mudanças, como comunidade realmente queremos mudanças, e isso vai começar em novembro», dia das eleições presidenciais nos Estados Unidos.

Essa foi a reação da estrela do basquete na NBA, LeBron James, após serem conhecidos os tiros pelas costas que um policia branco deu a Jacob Blake, na presença de seus três filhos.