O sistema bancário internacional bloqueou uma transação de US$7 milhões da República Bolivariana da Venezuela destinados à compra de matéria prima para o tratamento de cerca de 15 mil pacientes que fazem diálise, denunciou nesta segunda-feira o ministro da Saúde, Luis López, após reinauguração de um Centro Diagnóstico Integral (CDI) em Caracas.

"Hoje temos um problema im...portante ocasionado pelo imperialismo, o sistema bancário internacional bloqueou uma transação de US$7 não permitindo que a transação seja feita e que a matéria prima que garante a vida a mais de 15 mil pacientes que realizam diálise no nosso país a possam fazer ".

López responsabilizou diretamente setores da direita. "Hoje encontramo-nos com outro bloqueio, mais uma ação da direita nacional, imperialista, que são inimigos do povo ao bloquear uma transação de US$7 milhões",afirmou.

Novas ações estão sendo tomadas para resolver a situação.

A Venezuela tem sido vítima de sanções económicas de Washington, que impedem ao governo venezuelano o acesso à compra de bens como alimentos e medicamentos. Este bloqueio tem sido promovido por representantes da direita que pediram sanções contra o país a organismos financeiros internacionais.

Em novembro de 2017, Caracas denunciou que o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ordenou ao laboratório BSN Medical —um dos poucos fabricantes na região do medicamento para o tratamento da malária— que proibísse a venda do remédio à Venezuela.

 

 

DECLARAÇÃO DE VOTO DE JOÃO PIMENTA LOPES NO PARLAMENTO EUROPEU
Sobre as eleições na Venezuela
14 Maio 2018

Manifestamos o repúdio às ameaças de mais sanções, medidas arbitrárias e discriminatórias contra a Venezuela, que violam abertamente os princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional, bem como as ameaças explícitas de agressão militar por parte dos EUA contra este País.

 Sublinhamos que a postura da UE em relação à Venezuela é contrária aos interesses do povo venezuelano e da comunidade portuguesa ali residente. Só uma atitude de respeito pela soberania e ordem constitucional da Venezuela contribuirá para assegurar a normalização da situação e a salvaguarda dos interesses da comunidade portuguesa naquele país.

O povo venezuelano tem o direito a participar nas eleições presidenciais de dia 20 de Maio, sem estar sujeito a quaisquer condicionamentos, ameaças ou pressões externas. A decisão da maioria do Parlamento Europeu de não reconhecer a priori as eleições do próximo dia 20 de Maio, é, para lá de um ataque à democracia, um inqualificável acto de desrespeito pela democracia, pela soberania e pela Constituição da República Bolivariana da Venezuela.

 Reafirmamos a solidariedade com o povo venezuelano, com o legítimo governo da República Bolivariana da Venezuela e com as forças progressistas e democráticas que lutam em defesa da soberania e da paz, pelo desenvolvimento, a justiça e progresso sociais da Venezuela.

Votámos contra.

 

Fonte - Site do Parlamento Europeu do PCP

O presidente da Palestina, Mahmoud Abbas, chega hoje a Cuba numa visita oficial, onde se reunirá com as principais autoridades da nação caribenha.

Mahmoud Abbas visitará nesta sexta-feira a Escola Latino-Americana de Medicina (ELAM), à tarde prestará homenagem ao herói nacional cubano José Martí, no memorial erguido na praça da Revolução em Havana e seguidamente, será recebido pelo presidente anfitrião, Miguel Díaz-Canel.

Por diversas ocasiões Cuba tem expressado enérgicas condenações às agressões de Israel contra a Palestina, insistindo numa solução para o conflito que permita aos palestinos o direito à livre autodeterminação e a dispor de um Estado independente e soberano, com a sua capital em Jerusalém Oriental e com as fronteiras anteriores a 1967.

O embaixador da Venezuela na OEA (Organização dos Estados Americanos), Samuel Moncada, repudiou nestas egunda-feira (7) as declarações do vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que pediu a suspensão das eleições previstas para o próximo dia 20 e anunciou novas sanções contra empresas e funcionários do governo do país sul-americano.

“Não há nenhuma hipótese de suspender as eleições”, afirmou Moncada. “Não ace...itamos os EUA como tribunal, nem autoridade de nada. Somos livres.” Para Samuel Moncada, Pence representa “o governo mais racista e intolerante das últimas décadas, o mais agressivo e humilhante” do continente, que vem “ameaçando, extorquindo e coagindo toda a região”.

As declarações de Pence foram feitas durante uma sessão especial do Conselho Permanente da OEA, em Washington. Para o vice-presidente, as eleições presidenciais do próximo 20 de maio na Venezuela “não são mais do que uma fraude”. Além disso, o norte-americano anunciou sanções contra 20 empresas e contra o ex-funcionário do Sebin (Serviço Bolivariano de Inteligência) Pedro Luis Martín Olivares.

Samuel Moncada afirmou que o artigo 20 da Carta da OEA proíbe medidas coercivas contra estados-membros. “Não podemos permitir que venham agredir ninguém, a partir de nenhum lugar, muito menos o vice-presidente de um império racista”, afirmou.

O embaixador, que também é vice-ministro para Assuntos da América do Norte, apelou a que os venezuelanos votem no próximo dia 20. “Todos em defesa da pátria frente a essa agressão, frente a esse crime que se está cometendo contra a Venezuela.”

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba condenou hoje declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, em Washington, que descreveu como agressivas e falsas .

O diretor-geral para os Estados Unidos do Ministério das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, alertou que esta tomada de posição, a Casa Branca não faz mais senão lembrar aos latino-americanos que a Doutrina Monroe e ...a sua projeção hegemónica estão tão válidas quanto sempre estiveram.

Mike Pence discursou no Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington, onde atacou Cuba, Nicarágua e Venezuela, países contra os quais pediu "pressão regional", porque são uma "nuvem escura de tirania".

Segundo Fernández de Cossío, o vice-presidente dos EUA mente quando atribui ao seu país um compromisso de longa data no continente com a democracia e a liberdade.

Além disso, condenou em declarações à televisão nacional, o discurso de que os Estados Unidos "apoiam o povo de Cuba". Denunciou o representante dos EUA, país que intensificou o bloqueio à ilha, visando sufocar a economia levando esta à fome e à miséria da população.

Fernandez de Cossio assinalou que a intervenção de Pence foi feita numa organização, a OEA, conhecida pelo seu apoio aos crimes mais horrendos do continente, que vão desde golpes de Estado e brutais ditaduras até assassinatos, torturas e desaparecimentos.

Para o diplomata, é apenas uma nova tentativa dos Estados Unidos de aplicar formulas antigas destinadas a impedir o desenvolvimento e a independência das nações do hemisfério.

Pense, não percebe que a América Latina mudou, por isso as suas políticas falharão. Cuba continuará construindo um país independente, soberano, socialista, democrático e sustentável, e continuará apoiando a construção de uma América solidária e respeitosa na diversidade dos povos.