«A Guerra Fria voltou», alertou recentemente o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, num contexto internacional em que rufam os velhos tambores de guerra, adornados com outros rostos e métodos.

 

“O multilateralismo, a luta determinada e unida dos povos do mundo pela paz, a paz que não pode ser alcançada com mais armas, pode construir o equilíbrio necessário. Vamos apelar, pelo menos, ao instinto de sobrevivência, ao senso comum, para que os canhões se acalmem, de modo que a excessiva ambição, típica do sistema que hoje domina o mundo, não possa triunfar.”

 

Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Setembro 2018

O tratado Molotov-Ribbentrop, assinado entre a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) e a Alemanha Nazi, em 23 de Agosto de 1939, é frequentemente mencionado. Com o tal tratado, em que Moscovo tentava evitar ou, pelo menos, retardar a agressão ao seu território, mas pouco se fala que, em 29 e 30 de Setembro de 1938, na cidade alemã de Munique, os primeiros-ministros da Grã-Bretanha e França reuniram-se com o Führer e o Duce (Itália) para aprovar o desmembramento da Tchecoslováquia, a rendição da Polônia e o ataque alemão à URSS.

A União Soviética, que já havia proposto um acordo para o desarmamento geral, na Conferência sobre Desarmamento realizada em Genebra, em 1932, propôs em 1938 aos principais círculos de liderança da França e da Grã-Bretanha uma aliança, que foi rejeitada de imediato. As grandes potências capitalistas sonhavam então ver desfilar com júbilo os tanques alemães Panzer pelas ruas das cidades soviéticas.

Todas as tentativas da URSS de criar uma frente comum para evitar a guerra fracassaram, diante o interesse prioritário das potências ocidentais de pôr fim ao primeiro Estado socialista do mundo.

A ofensiva de direita na América Latina e no Caribe coloca a região diante da premissa exposta por José Martí de «plano contra plano»

Yisell Rodríguez Milán | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

As forças de esquerda mobilizam-se na América Latina e no Caribe para enfrentar a ofensiva de direita que, motivada e apoiada financeiramente pelos Estados Unidos, pôs em xeque a região por meio de estratégias centradas na desestabilização política e no descrédito dos governos progressistas que estão ou estiveram no poder.

Políticos, intelectuais e representantes dos movimentos sociais avaliam a mudança desfavorável na correlação de forças que se manifestou nos últimos anos e traçam planos de acção, vindo a constituir um sinal de vitalidade o triunfo do candidato progressista Andrés Manuel López Obrador, no México.

«A tempestade chegou e fechou a janela aberta no final dos anos 90. (...) A pergunta que se coloca agora, especialmente para a esquerda brasileira, é como abrir a janela novamente», escreve Valter Pomar, membro do Partido dos Trabalhadores do Brasil e professor das Relações Internacionais, da Universidade Federal do ABC, no seu ensaio ‘Como abrir a janela novamente’.

Parece que a morte se apropria da Colômbia e se recusa a abandonar. Quantas pessoas mais terão que morrer para satisfazer o Moloch da cobiça, da privatização e da ambição?

Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

A onda de crimes contra líderes sociais na Colômbia continua a crescer exponencialmente. Foto: HACEMOSMEMORIA.ORG

 

A visita recentemente feita por James Mattis, secretário da Defesa dos Estados Unidos ao Brasil, Argentina, Chile e a Colômbia deixou muito que falar na região.

 Autor: Bertha Mojena Milián | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

A visita recentemente feita por James Mattis, secretário da Defesa dos Estados Unidos ao Brasil, Argentina, Chile e a Colômbia deixou muito que falar na região e, na medida em que os dias se passaram, foram feitas várias análises sobre os resultados desta viagem e os eventos subsequentes — aparentemente isolados — transformam-se num alerta para a área.

Com a frustrada tentativa de assassinato contra seu presidente, Nicolás Maduro, o povo continua a defender as conquistas alcançadas durante este período de transformações sociais.

Granma | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Milhares de venezuelanos mobilizaram-se em repúdio ao ataque contra o presidente Maduro.