Comité Internacional da Cruz Vermelha pede respeito pelo termo "humanitário"

O termo "humanitário" do CICV deve ser protegido pelos princípios fundamentais dessa organização.

 

ONU - O chefe da delegação do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) na Colômbia, Christoph Harnisch, disse que a instituição não participará da distribuição de qualquer assistência que chegue à nação nova-granadina a partir dos Estados Unidos, considerando que a "ajuda "não é humanitária.

"Nós não participamos do que não é para nós ajuda humanitária", disse ele.

Harnisch explicou que "estamos a falar de ajuda que um governo decide" e observou que, para o CICV, o termo "humanitário" deve ser protegido pelos princípios fundamentais dessa organização, como independência, imparcialidade e neutralidade.

A secretária geral da Federação das Mulheres Cubanas (FMC), Teresa Amarelle Boué, deu detalhes à imprensa sobre a celebração do 10º Congresso da organização, que acontecerá de 6 a 8 de Março, alguns dias depois de toda Cuba ter participado do referendo constitucional

Autor: Alejandra García 

Foto: José Manuel Correa

 

A nova Constituição reconhece as conquistas das mulheres cubanas.

«Temos a certeza de que os cubanos apoiarão o processo constitucional e o 10º Congresso da Federação das Mulheres Cubanas (FMC), que acontecerá na capital, de 6 a 8 de Março, será o cenário perfeito para celebrar o grande triunfo da nova Constituição», disse a secretária geral dessa organização, Teresa Amarelle Boué, num encontro com a imprensa.

«Estamos às vésperas do referendo constitucional, um momento importante em que o povo irá às urnas, para apoiar a nova Carta Magna», disse Amaralle Boué, também membro do Secretariado Político do Partido Comunista de Cuba.

«A FMC sente-se honrada em acompanhar este processo com os preparativos do seu 10º Congresso», acrescentou.

 

 Cuba condenou hoje os esforços dos Estados Unidos para promover no Conselho de Segurança da ONU um projecto de resolução que pressiona a Venezuela a aceitar a ajuda humanitária considerada um instrumento de agressão por parte de Caracas.

“O projecto de resolução do governo dos EUA perante o Conselho de Segurança da ONU tenta "legalizar" a agressão militar contra a Venezuela. É o primeiro passo da "intervenção humanitária", denunciou o chanceler da ilha, Bruno Rodríguez em sua conta da rede social Twitter.

De acordo com o diplomata, esta é uma iniciativa que visa apoiar o golpe em andamento contra a Revolução Bolivariana e seu líder, Nicolas Maduro, que se intensificou no mês passado com a auto-proclamação do parlamentar Juan Guaidó como presidente e reconhecimento de Washington e vários aliados na América e na Europa.

No meio de uma escalada estadunidense para isolar Cuba, a ilha esteve em 2018 na mira do mundo, exemplo do qual foi a chegada aqui de altos funcionários de aproximadamente 30 países. Por esse motivo, o ano que está por concluir pode ser considerado como um dos mais produtivos para a nação antilhana quanto a fomentar relações bilaterais cultivadas ao longo de seis décadas de Revolução.

Nem o recrudescimento do bloqueio imposto à nação antilhana durante os dois primeiros anos de gestão do presidente norte-americano Donald Trump, nem seus agressivos discursos na Flórida, ofuscaram os nexos de Cuba com outros povos do mundo.

Assim demonstram as múltiplas expressões de amizade com a ilha de autoridades da Europa, Ásia, África e América Latina em fóruns internacionais e durante visitas de alguns de seus máximos representantes a Havana.

Uma das mais notáveis foi a realizada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, para participar no trigésimo sétimo período de sessões da Comissão Económica para a América Latina e o Caribe.