A União de Jovens Comunistas de Cuba (UJC) prepara-se para celebrar no dia 4 de Abril o seu 56ª aniversário, com a intenção de fortalecer a participação das novas gerações no projeto social iniciado em 1959.

No mesmo dia completar-se-á os 57 anos da criação da Organização de Pioneiros José Martí (OPJM).

"Será um dia de júbilo, alegria e reconhecimento para a nossa valiosa e trabalhadora juventude", declarou à imprensa a primeira-secretária da UJC, Susely Morfa.

Durante a jornada terá lugar o Acto Nacional pelo aniversário da UJC e da OPJM na província central de Sancti Spíritus, disse um membro do Bureau Nacional da entidade juvenil, Diosvany Acosta.

Serão também recordadas as figuras de Julio Antonio Mella, dirigente juvenil e fundador da Federação Estudantil Universitária, assassinado em 10 de janeiro de 1929, e o legado do líder histórico da Revolução cubana Fidel Castro, assinalou.

Como parte das atividades previstas estão a realização de trabalhos produtivos, encontro com a história, percursos por rotas e acampamentos, informou Acosta.

Além disso serão inauguradas obras sociais e projetos comunitários dirigidos às novas gerações, pontuou Acosta.

Por ocasião deste aniversário, um grupo de jovens serão condecorados com a Ordem Julio Antonio Mella, e as medalhas Abel Santamaría Cuadrado e José Antonio Echeverría.

 

Fonte - Prensa Latina

O Presidente Constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, em nome do governo e do heróico Povo venezuelano, rechaça e condena energicamente as pretendidas e novas sanções unilaterais do regime de Donald Trump contra o Povo venezuelano e contra o nosso sistema financeiro e económico.

Estas sanções unilaterais, violadoras da Carta das Nações Unidas e dos mais elementares princípios do direito internacional que rege as relações civilizadas entre Estados soberanos, constituem uma nova agressão imperial orientada para intensificar o ataque ao nosso povo, pretendendo, pela via do bloqueio comercial, a perseguição financeira e o boicote económico, tornar caótica a nossa economia e, com isso, quebrar a vontade do nosso Povo e a sua decisão de liberdade, de paz e de esperança.

Com tal procedimento, a administração de Donald Trump, no dizer do relator especial das Nações Unidas, Alfred de Zayas, comete “um crime de lesa-humanidade, passível de ser apresentado ao Tribunal Penal Internacional como uma violação do artigo 7 do Estatuto de Roma”.

O Governo Bolivariano denuncia uma vez mais ante a comunidade internacional, a execução e uma nova conjura contra a pátria de Bolivar por parte do regime arrogante dos Estados Unidos cujo propósito é o de recrudescer as já reiteradas ameaças contra o nosso Povo e pretender, com a sua ingerência, submeter-nos a uma nova colonização, agredindo dessa forma os povos livres do mundo.

A Venezuela deu um tremendo salto em direcção ao futuro ao pôr em marcha um mecanismo económico revolucionário como “El Petro” (*), garantido por mais de cinco milhões de barris de petróleo, que permitirá ao país romper as amarras do dólar e abrir portas para cimentar firmemente a prosperidade do nosso sistema económico e produtivo.

O Governo da República da Venezuela, apesar desta nova e grosseira intromissão, rectifica perante a comunidade internacional e demais sectores da economia global, a sua firme, absoluta e soberana decisão de continuar impulsionando a tecnologia Blockchain (**) e de tornar o Petro uma das moedas digitais mais sólidas e fiáveis do mundo.

Com o nosso Povo e com “El Petro”, Venceremos !
Caracas, 19 de Março de 2018

(*)El Petro é uma criptomoeda, ou moeda digital,(a primeira criada na América Latina) já instalada na Venezuela suportada pelas reservas de vários recursos naturais do país, tais como petróleo, ouro, diamantes, gás natural.

(**) O blockchain (também conhecido como “o protocolo da confiança”) é uma tecnologia que visa a descentralização como medida de segurança. São bases de registros e dados distribuídos e compartilhados que têm a função de criar um índice global para todas as transações que ocorrem em um determinado mercado.

A pedra polida que imortaliza o seu nome é um ponto de chegada e partida. Este instante de solenidade gera um golpe na consciência e na torrente sanguínea, outro sinal de que aquele que descansa é o pai e o amigo, o paradigma de homem que sonhou para nós todos um mundo melhor.

Os números registrados diariamenter são eloquentes. Até à rocha-monumento, no cemitério patrimonial Santa Ifigenia, tinham chegado a prestar-lhe homenagem, até segunda-feira, 26 de março, mais de um milhão (1.008.392), mulheres, homens e crianças — deles 838.288 cidadãos nacionais e 170.104 estrangeiros – os quais já o levavam em suas mentes e partiram com ele no coração.

Porém, o importante são os gestos, as flores que o acompanham, a frase de «Obrigado, Fidel!», as muitas lágrimas, o diálogo íntimo. São, as muitas oferendas em cartas pessoais, poemas, bandeiras, um punhado de terra além-mar, e, no caso dos moradores de Santiago, o compromisso de honrá-lo com realizações concretas.

Segundo as estatísticas, Alemanha, Itália, França, Espanha e os Estados Unidos, lideram a lista de nações de procedência dos visitantes, enquanto que da Ilha não ficou um único recanto sem sua presença, como expressão fervente de que realmente toda Cuba é Fidel.

«…Foi exemplo não somente para a luta revolucionária da América, mas sim do mundo inteiro», disse junto ao simbólico grão de milho o ex-presidente equatoriano Rafael Correa. «Para mim é muita emoção estar aqui junto do meu amigo», expressou o teólogo brasileiro Frei Betto, e o lutador porto-riquenho pela independência Óscar López Rivera confessou: «Espero que ele me dê a força para continuar lutando até o último suspiro».

Desde 10 de outubro último, 149º aniversário do início das lutas pela independência, na área patrimonial central que compartilha com o Herói Nacional José Martí, uniram-se, também, o insigne Carlos Manuel de Céspedes, e a imprescindível Mariana Grajales, como em uma linha avançada de combate pela Pátria.

 

Fonte - Jornal Granma

Nós, cidadão e cidadãs de vários países, movimentos e organizações sociais, partidos políticos, mulheres, jovens, trabalhadores e trabalhadoras, criadores e intelectuais, camponeses e camponesas, religiosos e religiosas, reunidos em Caracas nos dias 5, 6 e 7 de Março de 2018, reafirmamos a nossa solidariedade e apoio militante ao povo venezuelano, à Revolução Bolivariana e ao seu Governo popular encabeçado pelo companheiro Nicolás Maduro Moros.

Repudiamos energicamente a gravíssima escalada de agressões contra a democracia e a soberania da Venezuela por parte do governo belicista de Donald Trump, os poderes corporativos globais e o aparato industrial militar do imperialismo norte americano , que pretendem derrubar o Governo Legítimo da Venezuela, destruir o projecto de democracia bolivariana e apropriar-se dos recursos da pátria venezuelana.

Denunciamos que esta operação contra a Venezuela faz parte de uma estratégia global de neocolonização da América Latina e do Caribe, que procura impor aos nossos povos uma nova era de vassalagem e de saque, mediante a ressurreição da vergonhosa Doutrina Monroe, plano que já está em marcha em vários países do continente sul- americano.

Repudiamos a ameaça de Donald Trump de uma potencial intervenção militar na Venezuela e alertamos que tal declaração é mera charlatanice. A opção militar contra a Revolução Bolivariana faz parte da estratégia e da doutrina geopolítica dos EUA para o século XXI. O mundo tem que saber que uma agressão militar à Venezuela provocaria na região uma crise de dimensões históricas de incalculáveis e imprevisíveis efeitos humanos, económicos e ecológicos.

Em entrevista à BBC, o ministro da Comunicação, Cultura e Turismo da Venezuela, Jorge Rodriguez, condenou o bloqueio económico contra o seu país e destacou que respeitar a soberania do povo venezuelano é a melhor forma de ajudar.

Rodríguez também responsabilizou a imprensa pelo papel que cumpre neste processo ao distorcer informações para criar o cenário de caos no país e fomentar uma “guerra psicológica”. “Creio que há muita deturpação e uma verdadeira operação de guerra mediática e psicológica, quase de linchamento, contra a Venezuela”, afirmou.

Para o ministro, a melhor forma de ajudar o país é “levantar o bloqueio económico e financeiro e respeitar a soberania do povo venezuelano”. Uma das formas de contribuir, além disso, é não disseminar a falácia de “crise humanitária”.

“Querem ajudar a Venezuela? Desbloqueiem os fundos ilegalmente retidos para que possamos pagar os alimentos e os medicamentos. Permitam que os alimentos que compramos passem na fronteira da Colômbia e do Brasil, tenham medidas mais efetivas para impedir o contrabando de gasolina, de alimentos e de medicamentos, que saem para países como a Colômbia, o Brasil e para o Caribe”, provocou o ministro.

Desde que empreendeu um caminho alicerçado na sua plena soberania, na liberdade e independência face aos interesses dos EUA e de outros países imperialistas, que, denuncia Rodríguez, o país enfrenta uma guerra económica e mediática, criando falsas ideias na opinião pública com o objetivo de atacar as conquistas sociais alcançadas com a Revolução Bolivariana.

A falsa ajuda humanitária

O ministro destaca que um dos alicerces do discurso de caos no país é a suposta “crise humanitária” que justifica uma “ajuda humanitária” dos Estados Unidos e de outros países imperialistas, que, cujo resultado é uma intervenção externa. Este mecanismo de ação não é novo, denuncia Rodriguez.

“Lembrem-se das armas de destruição massiva no Iraque. O argumento permitiu a destruição de um país inteiro, o assassinato de milhões de pessoas e depois, de cara lavada, disseram: estávamos errados. Não havia armas de destruição massiva”, denunciou Rodríguez.

Na entrevista recordou que, como resultado do bloqueio, a Venezuela teve sérios problemas na distribuição e fornecimento de medicamentos, especialmente aqueles que são mais difíceis de obter no mercado internacional, situação que o governo tem vindo a resolver em ligação direta com a população.

Ressaltou que, qualquer proposta para fornecer medicamentos ao país, desde que respeite a soberania nacional e a independência da Venezuela, é bem-vinda, mas que até ao momento ainda não ocorreu, o que na sua opinião revela uma “tremenda hipocrisia”.

 

Fonte - Portal Vermelho