Desde 1942, a máfia baseada em Cuba interagia com os serviços especiais dos Estados Unidos e com os governos corruptos da época, prestando grandes serviços na manipulação de situações políticas complexas, na repressão dos trabalhadores e do movimento revolucionário na Ilha e em diferentes conjunturas

Autor: Francisco Arias Fernández | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Outubro 18, 2018

Autor: Alejandra García Elizalde | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

25 de Outubro de 2018

«A milíciana». Foto: Korda, Alberto

 

Entre a multidão daquele 1º de Maio de 1962, um jovem fotógrafo focou o rosto ainda adolescente de Idolka Sánchez, enquanto desfilava em frente ao Memorial José Martí, em Havana.

Ela, uma das quase 2.000 milicianas do batalhão feminino Lídia Doce, viu-o aproximar-se com a câmara na mão. Ele não parecia se importar com mais nada, como se a tivesse visto de longe e não quisesse deixá-la ir sem prender obsessivamente a sua imagem. Ele escolheu-a.

"Suba a arma!" Ordenou o homem que tinha acabado de ouvir o seu nome, Korda, o mesmo que em Março de 1960 imortalizou o rosto de Che com cabelo ao vento, durante o funeral das vítimas do bombardeio ao Vapor La Coubre A ordem foi seguida por vários cliques da sua câmara e, em questão de segundos, desapareceu.

Ricardo Cabrisas reuniu-se com o conselheiro estadual do Governo Chinês

Autor: Granma | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

25 de Outubro de 2018

Foto: Granma, Vice-presidente cubano agradeceu a posição inequívoca do governo chinês contra o bloqueio.

 

O vice-presidente do Conselho de Ministros, Ricardo Cabrisas Ruiz, reuniu-se na manhã de quinta-feira, como parte da sua visita de trabalho à República Popular da China, com o Conselheiro de Estado e Ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, na sede do Partido e do governo chinês Zhongnanhai.

Numa atmosfera cordial e amigável, ambas as partes trocaram impressões sobre o progresso das relações bilaterais e registaram satisfação com a troca de visitas de alto nível tendo as mesmas fortalecido o diálogo e a confiança política mútua entre os dois países. Também referiram que as relações entre Cuba e a China continuem a consolidar-se como um exemplo de cooperação entre os dois países socialistas com base na igualdade, respeito e benefício mútuo.

Na sua conta na rede social Twitter, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel Bermúdez pediu o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro que o governo dos Estados Unidos mantém contra a Ilha, há quase 60 anos

 

O bloqueio causou danos quantificáveis a Cuba superiores a US$ 134,4 biliões (134.499.000.000), aos preços correntes.

Na sua conta no Twitter, o presidente cubano, Miguel Diaz-Canel Bermúdez, exigiu na terça-feira, 23 de Outubro, o fim do bloqueio económico, comercial e financeiro que, há quase 60 anos, o governo dos Estados Unidos mantém contra a Ilha.

«Continuaremos a exigir, sem descanso, o fim do cruel bloqueio económico, comercial e financeiro contra a Cuba e a compensação justa ao nosso povo pelos danos económicos e materiais causados em tantos anos de agressão. # NoMoreBlock #UnblockCuba #SomosCuba», escreveu na sua conta no Twitter @DiazCanelB.

Assembleia Geral das Nações Unidas, Nova Iorque, 26 de Setembro de 2018

 

Senhora Presidente,

Senhor Secretário-Geral,

 

É impossível estar aqui, falar nesta tribuna em nome de Cuba e não evocar momentos históricos da Assembleia-Geral que são também os da nossa memória mais afectiva: Fidel Castro, Ernesto Guevara, Raúl Castro Ruz e o Ministro da Dignidade, Raúl Roa, isto para citar apenas os mais transcendentes que aqui trouxeram, não apenas a voz do nosso povo, mas também a voz de todos os povos latino-americanos e das Caraíbas, africanos, asiáticos, não-alinhados com os quais partilhamos mais de meio século de luta por uma ordem internacional justa que ainda está longe de ser alcançada.

É absurdo mas coerente com a irracionalidade de um mundo em que os 0,7% mais ricos da população podem apropriar-se de 46% da riqueza, enquanto 70% dos mais pobres apenas acedem a 2,7% da mesma; 3 460 milhões de seres humanos sobrevivem na pobreza; 821 milhões padecem de fome; 758milhões são analfabetos e 844 milhões carecem de serviços básicos de água potável, números que são elaborados e manipulados habitualmente por organismos globais, mas que, pelos vistos, não conseguem mobilizar suficientemente a consciência da chamada comunidade internacional.

Essas realidades, Senhora Presidente, não são fruto do socialismo, ao contrário daquilo que o Presidente dos Estados Unidos afirmou ontem nesta sala. São consequência do capitalismo, especialmente do imperialismo e do neoliberalismo; do egoísmo e da exclusão que acompanha este sistema e de um paradigma económico, político, social, cultural que privilegia a acumulação de riqueza em poucas mãos à custa da exploração e da miséria da grande maioria.