O ministério da Cultura publicou no seu Twitter que a instituição «ratifica sua disposição de dialogar com criadores honestos sobre qualquer tema relacionado com a política cultural da Revolução Cubana e reitera sua recusa em aceitar provocações ou dialogar com mercenários».

A Carruagem da Revolução, obra do pintor e gravador Alfredo Sosabravo.

 

Em Dezembro passado, o Ministério da Cultura emitiu um comunicado intitulado Quebram o diálogo, aqueles que pediram o diálogo. O documento foi elaborado a partir do recebimento de um texto «inaceitável» por e-mail, enviado a Fernando Rojas, vice-ministro da Cultura, por parte de algumas pessoas com as que se reuniu no dia 27 de Novembro na própria instituição, quando, numa data significativa para os cubanos, um grupo de artistas reuniram-se em frente da sede do ministério, alguns convocados mediante as redes sociais por algumas pessoas cujo interesse não era discutir questões culturais.

Este documento ratificou que a instituição não concordaria em se reunir «com pessoas que tenham contacto directo e recebam financiamento, apoio logístico e apoio de propaganda do Governo dos Estados Unidos», nem «com meios de comunicação financiados por agências federais dos Estados Unidos».

O ministério da Cultura ratifica a sua disposição de dialogar com criadores honestos sobre qualquer tema relacionado com a política cultural da Revolução Cubana e reitera a sua recusa em aceitar provocações ou dialogar com mercenários. #CubaEsCultura pic.twitter.com/jIUTrYFwB3 - MinCultura Cuba (@CubaCultura) 27 de janeiro de 2021

Em Novembro, membros do erroneamente denominado Movimento de San Isidro usaram o desprezo e assumiram uma posição de força para garantir que as suas reivindicações fossem atendidas. Muitos dos que vieram ao Ministério fizeram uma manifestação pacífica; entretanto, outros previamente instruídos, levantaram uma diversidade de preocupações, ideias e demandas. Cidadãos com envolvimento em vandalismo contra lojas na Ilha também participaram.

Agora, pouco antes de se realizar uma Marcha dos Archotes, convocada de forma virtual nas redes sociais, e convocada pelos jovens para o dia 27 de Janeiro, e assim comemorar o 168º aniversário do nascimento de José Martí, o Ministério volta a ratificar os seus princípios, desta vez diante de uma provocação contrarrevolucionária e reafirmando sua vontade de dialogar sem condições ou chantagens.

O Mincult publicou no Twitter que a instituição «ratifica sua disposição de dialogar com criadores honestos sobre qualquer tema relacionado com a política cultural da Revolução cubana e reitera sua recusa em aceitar provocações ou em dialogar com mercenários».

A mensagem, parte de uma nota emitida pela instituição, sob o título «Não querem dialogar e provocam ao limite», é divulgada em conexão com um incidente ocorrido na manhã de 27 de janeiro, quando foi agendada uma reunião com três porta-vozes designados para dialogar por um pequeno grupo de pessoas que se caracterizou por sua atitude provocativa e seu relacionamento com a mídia paga por agências federais dos Estados Unidos.

Cerca de trinta pessoas compareceram em frente à sede, às quais foi solicitado para favorecerem o diálogo ou se retirarem devido ao risco que as multidões nos espaços públicos acarretam em tempos da Covid-19.

Diante da recusa, os trabalhadores do Ministério reagiram imediatamente, reuniram-se em frente aos provocadores e instaram-nos a se retirarem.

Alpidio Alonso, ministro da Cultura, disse na ocasião: «Eles não querem nenhum diálogo. Eles foram convidados várias vezes a entrar e não quiseram entrar. E não vamos permitir isso no ministério da Cultura. Aqui estamos a trabalhar demais para que eles venham com esse tipo de provocação. Não respeitam todo o movimento artístico deste país que é revolucionário... Se vierem num tom desafiador e provocador como agora, vão encontrar a resposta enérgica do nosso povo».

SOBRE ALERTAS E INTENÇÕES

Relativamente a acontecimentos como os descritos, o especialista em comunicação social Javier Gómez Sánchez considera que a primeira coisa que deve ficar clara nas atuais circunstâncias é «que a primeira e principal agressão, a principal violência, é sitiar uma instituição e criar um estado de cerco às pessoas que nela trabalham».

Outro elemento que se reitera pela contrarrevolução é «recusar qualquer entendimento, usar o telemóvel e as redes sociais para mobilizar mais gente, manipular a mídia e fazê-lo recebendo dinheiro do país que apoia contra nosso povo um cruel bloqueio económico, financeiro e comercial, a fim de criar o pior ambiente possível, provocar tanto quanto possível, até que consigam uma reação que possam usar a seu favor».

Basta olhar para aqueles que estão entre os primeiros a reagir «em solidariedade» aos desordeiros e você saberá rapidamente quais são as intenções que impulsionam os «artistas pacíficos e patrióticos prontos para o diálogo» que cercam as instituições do Estado. Pouco depois, da provocação, a embaixada dos Estados Unidos publicava no Twitter a sua preocupação pelos «manifestantes» e até ousou dar conselhos ao Governo cubano para que escute aqueles que são pagos com os dólares da subversão financiada aos milhões pela Casa Branca.

Autor: Madeleine Sautié | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.