A variante menos complexa e mais segura da Soberana 01 está sendo testada em um ensaio clínico desde 16 de janeiro

 

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Embora a esperança da ciência cubana de triunfar contra a Covid-19 pareça centrar-se no notável progresso dos estudos da vacina candidata Soberana-02, a verdade é que as pesquisas para demonstrar a segurança e imunogenicidade da possível vacina Soberana 01 também avançam com passos firmes.

O dr. Rolando Ochoa Azze, pesquisador titular do Instituto Finlay de Vacinas, centro de desenvolvimento dos dois candidatos, explicou que, após a conclusão da análise das cinco formulações pertencentes à família Soberana 01, sua variante menos complexa e mais segura está sendo testada em um ensaio clínico desde 16 de janeiro.

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Argumentou que a vacinação foi realizada em convalescentes da doença, que apresentam baixos níveis de anticorpos neutralizantes e, portanto, podem ser suscetíveis a reinfecção.

Os 30 voluntários (entre 19 e 59 anos) selecionados para o teste, que tem sede clínica no Instituto de Hematologia e Imunologia, de Havana, apresentaram um quadro clínico leve ou foram assintomáticos e foram positivos nos estudos de anticorpos.

O dr. Arturo Chang Monteagudo, pesquisador principal do estudo que dura 28 dias, explicou que, embora o convencional nos ensaios de fase I seja que pessoas saudáveis e jovens sejam escolhidas, a diferença é que, ao trabalhar com uma população que já teve contacto com o vírus, foi permitido incluir voluntários com alguma patologia crónica, mas controlada.

Foto: Ricardo López Hevia

Uma segunda premissa está relacionada ao facto de as percentagens de inibição de anticorpos contra o SARS-COV-2 serem relativamente baixos, ou seja, a pessoa não ter sido imunizada contra o vírus. «O mais importante é proteger esse segmento da população que, embora tenha passado o contágio, pode se infectar novamente e desenvolver a doença. Por isso, este teste é uma novidade em todo o mundo, já que as pesquisas se concentraram no sector da população que não adoeceu», esclareceu.

 

O especialista relatou que não há eventos adversos graves, e explicou que administrar a vacina apenas uma vez é porque os voluntários já foram vacinados naturalmente por terem entrado em contato com o vírus. Portanto, a dose única funciona como um reforço ou lembrete da imunidade do indivíduo.

Autor: Gladys Leidys Ramos | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.- janeiro 25, 2021