O presidente, em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz, do Partido e do Governo, manifestou reconhecimento as pessoas que contribuíram para o «milagre da resistência cubana»

 

Foto: Juvenal Balán

A partir de, 12 de Outubro, Cuba iniciou a nova normalidade, após meses de uma realidade sumamente desafiante de combate à pandemia, a agressividade do bloqueio dos Estados Unidos e sem abrir mão no empenho de avançar na estratégia económica e social.

São tempos de desafio, onde as luzes do povo unido puseram a descoberto, novamente, as fortalezas que nos definem perante o mundo e que não podem ser obviadas nem sequer pelos mais incrédulos.

«Nós sentimos que é um momento onde há uma abundante mostra de heroísmo cotidiano do nosso povo, onde se observa a perseverança, a vontade que se opõe ao desgaste e ao cansaço, depois de sete longos meses», afirmou Diaz-Canel. E reconheceu o desempenho dos cientistas, laboratoristas, técnicos, médicos, enfermeiros, trabalhadores da Saúde e todos aqueles que apoiaram esta batalha perante o novo coronavírus em hospitais e locais de isolamento, entre eles os jovens.

Nesta luta em prol da vida vieram à tona os mais belos valores de nossa sociedade. A solidariedade, a entrega e o sacrifício, a vocação e o prazer em servir os demais, foram causa comum dentro e fora das fronteiras.

«Provoca grande inspiração que gente comum, pessoas de nosso povo, juntaram ombro a ombro para manter as coisas imprescindíveis funcionando, porque sabem que disso depende a vida dos nossos compatriotas», destacou o chefe de Estado.

Fez questão de lembrar uma frase proferida no seriado LCB: La outra guerra, que evoca a luta contra os bandidos, como obra audiovisual, que «nos fez olhar a partir da história as nossas profundas e íntimas reservas morais». “Eu não fui um herói, mas estava lá”, sentencia o personagem numa das cenas. De acordo com Díaz-Canel, esta frase «profunda e bela», define «aquele que nos acompanhou e animou, aquele que acreditou e confiou, e sobretudo, aquele que lutou e enfrentou esta pandemia que ainda nos acossa».

Reiterou que são momentos de «potencializar a boa vontade de fazer, a energia para criar e a união dos propósitos para vencer». Em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz, do Partido e do Governo, reconheceu as pessoas que contribuíram para o «milagre da resistência cubana, com as suas realizações, suas contribuições, com tudo aquilo que é bom e dá luz no meio desta situação complexa, que não é a primeira nem será a última que venha exigir esforços e sacrifícios colectivos. Com eles e graças a eles, Cuba está na vanguarda da luta por fazer um mundo o melhor possível, depois da tragédia da pandemia».

Desde o dia 12, estramos numa nova realidade, graças ao esforço e aos resultados atingidos por todo o povo, e ao mesmo tempo continua a exigir de nós metas e desafios no âmbito da responsabilidade cidadã.

«Para um povo como o nosso, unido solidamente, em torno da soberania e da independência da nação, que achou no socialismo seu próprio caminho rumo à prosperidade sem exclusão e a sustentabilidade indispensável para a sobrevivência planetária, tem desafios enormes, mas não há nada impossível. Podemos vencer tudo, podemos conquistar tudo», expressou o presidente cubano.

Sustentou que «cada dia é uma oportunidade para provar que se pode mesmo, tal como nos ensinou Fidel, como nos provou Raúl, como estamos demonstrando todos. Já nada nem ninguém nos poderá parar. O amor por Cuba une-nos e mobiliza-nos, e esse amor vai-nos salvar».

Todo pensamento neste momento é uma semente. Pensar com um país é pensar no futuro. Hoje Cuba salva, cura e semeia o futuro. Quando faltarem outras razões, sempre se vai impor a certeza de que um amanhã para Cuba depende absolutamente do que possamos construir juntos o presente hoje, aqui e agora, concluiu.

Autor: Enrique Moreno Gimeranez | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Outubro, 2020