Ao ser condecorada com o Prémio Positano da Dança Viengsay Valdés assegurou que aspira a consagrar-se ao legado dos seus mestres

Um dos ídolos de Viengsay Valdés é sua professora, a prima ballerina assoluta Alicia Alonso.

Foto: cortesia do Ballet Nacional.

 

Ao Historiador de Havana, doutor Eusebio Leal, dedicou Viengsay Valdés, directora do Ballet Nacional de Cuba, o Prémio Positano da Dança Léonide Massine, como Melhor Bailarina na Cena Internacional, com o qual foi agraciada na noite de sábado, 5 de Setembro.

«Esta é a minha homenagem pessoal e profissional a essa figura de topo do nosso país, e estou certa de que será a primeira das muitas que merece», comentou ao Granma Internacional a primeira bailarina.

«Eu vi que Leal era um homem consagrado, tal como foram ainda vivos os meus mestres Alicia e Fernando Alonso», declarou Valdés na mensagem virtual encaminhada aos organizadores do prémio. «Leal soube ver que, inclusive nos tempos mais difíceis para o nosso povo, o balé, noutros palcos do mundo, fazia tremular a bandeira da estrela solitária e fazia com que os aplausos fossem uma vitória».

Devido à atual situação epidemiológica que vive o mundo, a talentosa artista não pôde ir pessoalmente recolher o reconhecimento, pelo qual o embaixador de Cuba na Itália, José Carlos Rodríguez, recebeu o prémio das mãos do prefeito de Positano, Michele de Lucía.

Durante a cerimónia, o diplomata assegurou que o 48o Prémio Positano da Dança Léonide Massine é um reconhecimento de resistência, por ter aberto um espaço a essa manifestação artística neste ano tão difícil. Além disso, sublinhou que Viengsay Valdés representa a escola de balé criada em Cuba, semente de muitos grandes artistas, ao tempo que sentenciou que não se pode pensar no povo cubano sem a dança em todas as suas formas possíveis.

Por outro lado, na cerimónia foi exibido um excerto do vídeo ParAlicia, interpretado por Valdés e Alicia Alonso, com coreografia de Tania Vergara, direcção audiovisual de Alejandro Pérez e música de Frank Fernández, pois o referido prémio é também uma homenagem, no âmbito do seu centenário natalício, à prima bailarina assoluta, lenda do balé mundial, falecida em 2019.

Finamente, Viengsay Valdés maniestou: «Aspiro continuar a trabalhar, a fim de expandir o legado dos meus ídolos e me consagrar ao ideário dos meus professores, para que o balé cubano continue coroando a nossa nação e abrindo-lhe as portas em todo o mundo».

Além da célebre bailarina, mais um cubano foi reconhecido pelo júri, o primeiro bailarino do Staatballet Berlim, Alejandro Virelles, premiado como um dos melhores bailarinos do mundo neste ano 2020.