O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, na entrevista colectiva virtual, feita em 12 de Maio, sobre o ataque terrorista à Embaixada cubana nos Estados Unidos, expressou: «Temos aqui um atacante, uma arma AK-47, 32 cápsulas de projecteis, 32 furos de balas e a declaração — do executor dos factos — da intenção de agredir e de matar».

Autor: Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Maio 2020

Disposto a tudo, o delinquente conduziu o carro vários quilómetros, armado com um fuzil AK-47. Foto: The Washington Post

 

«Temos, ainda, o silêncio do Governo dos Estados Unidos, um silêncio que nós conhecemos, que acompanhou durante anos as acções que grupos violentos, com base no território desse país, executaram contra Cuba. Cada onda de terror foi precedida por campanhas de ódio, de rancor, de ameaças, e de tentativas de desacreditar a actuação de Cuba no plano internacional, isto no meio de um cenário onde o cerco económico aperta cada vez com mais força.

O custo do terrorismo para a Ilha maior das Antilhas foi de 3.478 mortos e 2.099 incapacitados, além de incontáveis danos económicos, realizado com ou sem o apoio do Governo dos Estados Unidos, mas contando sempre com seu beneplácito, e obedecendo as directivas da CIA. Centenas de grupos terroristas foram criados, financiados e treinados por essa agência, organizações que tiveram nas suas fileiras destacados assassinos como Orlando Bosch, Luis Posada Carriles, Guillermo e Ignacio Novo Sampol e outros.

 

O Comando das Organizações Revolucionárias Unidas (CORU), criado em 1976, significou a integração de uma rede de terrorismo internacional, a primeira na história. «A guerra pelos caminhos do mundo», como eles a chamaram, não respeitou fronteiras, nem leis internacionais e as embaixadas cubanas foram o alvo preferido.

Mais de 370 operações terroristas foram realizadas naqueles anos, a hedionda explosão de um avião civil cubano em pleno voo, foi a expressão terrível do ódio atiçado e protegido pelo silêncio da Casa Branca.

 

O executor do recente acto contra a nossa Embaixada em Washington, Alexander Alazo Baró, reuniu-se num centro religioso chamado Doral Jesus Worship Center, com pessoas de conhecida conduta hostil para a Revolução Cubana. Uma das suas «amizades» do centro religioso, o pastor Frank López, mantém estreitas relações, nada mais nada menos, que com Marco Rubio, o congressista Díaz-Balart e outras pessoas de reconhecida posição extremista.

A sua conduta prévia à agressão não pode ser menos «precavida», não escondeu o seu ódio à nação que o viu nascer, nem os seus delírios reais ou fictícios, andava escasso de dinheiro, sem emprego fixo, tal como menciona a sua esposa a várias fontes: dias antes chegou ao lugar, planeou cada passo do que pensava fazer, tudo isso no centro de Washington, a poucos quarteirões da Casa Branca, numa zona muito vigiada, armado e perigoso. Disposto a tudo, no dia H conduziu o seu carro vários quilómetros, levando uma arma AK-47 e disparou contra o seu objectivo.

Cuba tem razões demais para exigir uma investigação exaustiva dos factos ao Governo dos EUA, e requerer que sejam adoptadas as medidas necessárias para impedir o retorno daqueles tempos de sangue inocente derramado, que pare a política de hostilidade manifesta, de ataques verbais, de acções que estimulam essas condutas.

Maio, 2020