Desde o aparecimento, no mês de março, dos primeiros casos da Covid-19 em Cuba, o ministério da Saúde Pública (Minsap) confirmou que a inclusão do Interferon Alfa 2B Humano Recombinante nos protocolos de tratamento, mostra resultados positivos.

Autor: Orfilio Peláez | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Abril , 2020

 

Detalhes acerca da efetividade deste produto, obtido no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia (CIGB), na segunda metade da década de 80 do século passado, são oferecidos pelo doutor Eulogio Pimentel Vázquez, director geral dessa instituição, que pertence ao Grupo Empresarial BioCubaFarma.

«A fortaleza do sistema de saúde cubano, e a sua ligação estreita com a indústria biotecnológica e farmacêutica no nosso sistema social, cuja prioridade é a saúde do povo, torna possível que chegue a todos os cubanos que precisarem dele».

Segundo o doutor, de acordo com o protocolo de actuação, estabelecido pelo Minsap, este produto em combinação com outros fármacos, é empregado no caso específico dos pacientes confirmados, e não naqueles que apresentam estado grave ou crítico.

Dados revelados pelo Minsap, no fechamento de 14 de abril, demonstram que 93,4% dos doentes portadores do Sars-Cov-2 haviam sido tratados com o Heberon (nome comercial do Interferon Alfa 2B Humano Recombinante). Somente 5,5% deles chegaram ao estado de gravidade. A taxa de letalidade registrada pelo Minsap nessa data era de 2,7%, enquanto que, para os pacientes, nos quais esse medicamento foi usado, resultou de 0,9%. Para esse próprio dia 14 de abril, ao nível mundial, entre 15 e 20% dos pacientes com a Covid-19 atingiram o estado de graves, enquanto a letalidade era de 6%.

«Os dados mostram que o protocolo no nosso país é efectivo e o Interferon desempenha um papel importante nos resultados».

Quanto ao seu uso no mundo, o doutor afirmou que já apareceram em diferentes países relatórios importantes de evidências pré-clínicas e clínicas. Um dos artigos científicos mais recentes, refere-se a um estudo realizado em Wuhan, na China, referido ao seu uso no pessoal médico. Dos sujeitos incluídos na pesquisa, 2.944 receberam o fármaco e 3.387 não. Os 50% dos não tratados contraíram a doença, enquanto não houve nenhum afectado entre os que receberam o medicamento.

Actualmente, mais de 80 países mostraram o seu interesse em receber o Heberon, o qual reflete a confiança no sucesso da terapia para o confronto da pandemia.