É um fármaco seguro no tratamento a pacientes infectados e na proteção preventiva de grupos de risco.

A Biomodulina T não evita o contágio com o novo coronavírus, mas ajuda a estimular o sistema imunológico das pessoas pertencentes a grupos vulneráveis para, em caso de infecção, a sua resposta ao vírus seja melhor e apresentem menos complicações

Autor: Abel Reyes Montero | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Abril, 2020

 Foto: Internet

 

A biotecnologia cubana vem mostrando o seu desenvolvimento e qualidade no panorama internacional, durante várias décadas.

Apesar da política hostil que o governo dos Estados Unidos manteve contra a Ilha, desde 1º de janeiro de 1959, a sábia condução do Comandante-em-chefe Fidel Castro permitiu que o sector das ciências e da técnica em Cuba se transformasse num dos pilares do país, com a conquista de prestígio internacional, o que nos coloca em condições favoráveis para fazer face à pandemia global da Covid-10.

No contexto da luta contra essa doença contagiosa, uma das instituições de referência da nossa indústria biotecnológica; o Centro Nacional de Biopreparados (Biocen), confirma-se na vanguarda entre os fornecedores de fármacos de que a Ilha está a precisar para combater o novo coronavírus, pois tem a seu cargo a produção íntegral do Interferon Alfa 2B Humano Recombinante, e inclui, como produto endógeno do centro, a fabricação, em grande escala, da Biomodulina T.

Relativamente a esta última, a diretora geral do Biocen, Tamara Lobaina Rodríguez, referiu que se trata de um imunomodulador fabricado a partir de produtos naturais, que conta com uma eficácia já verificada no tratamento de infecções respiratórias em idosos, pelo que foi considerado entre os 22 medicamentos de primeira linha para combater a Covid-19 em Cuba.

A diretora explicou também que este fármaco é destinado, fundamentalmente, a elevar o nível imunológico de pacientes doentes, e de forma profilática, o pessoal responsável por trabalhar diretamente com contagiados e casos suspeitos.

De acordo com José de Armas Rodríguez, director adjunto do Biocen, a instituição conta com cinco usinas de produção, entre as quais está a de ingredientes activos, onde se produz o composto necessário para a elaboração da Biomodulina T, um medicamento que vem sendo obtido há mais de 12 anos neste centro, com bons resultados.

«Assim» — disse — «estamos em condições de elevar os volumes de produção, caso existir uma alta na procura».

BIOMODULINA T, UMA INJEÇÃO PROFILÁTICA

De acordo com os estudos realizados no Biocen pela doutora Mary Carmen Reyes Zamora, chefe do grupo de Testes Clínicos do centro, a Biomodulina T é um imunomodulador biológico, de procedência totalmente natural, composto fundamentalmente por fracções específicas do timo dos bovinos. A sua acção principal consiste em estimular a produção de Linfócitos T e em fortalecer a diferenciação das células linfoblastóides do timo, uma das principais glândulas do sistema imunológico.

«A glândula do timo desempenha um papel vital no sistema imunológico, produzindo ou segregando um conjunto de polipeptídeos e hormónios que actuam na diferenciação das células T, assegurando o desenvolvimento normal dos mecanismos de imunidade celular e humoral, dependente do timo e particularmente o amadurecimento e diferenciação dos linfócitos T», indica.

A especialista acrescenta que este medicamento, do tipo parenteral (injetável) é indicado para estados de disfunção imunológica do tipo celular, como as infecções respiratórias nos idosos. A eficácia e segurança de seu uso para combater estes padecimentos, neste grupo da população, é apoiada pela sua indicação médica e comercialização durante vários anos, nos quais se registram mínimas reações adversas.

(extratos de noticia publicada no Granma)