O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, garantiu que a resposta do mundo ao surto da Covid-19 deve levar em conta as necessidades das mulheres e que a sua liderança fortalece a resposta à pandemia

Autor: Milagros Pichardo | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Abril, 2020

Foto: EFE

 

A nível mundial, as mulheres representam 70% dos trabalhadores do sector social e da saúde.

 

O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres, garantiu que a resposta do mundo ao surto da Covid-19 deve levar em conta as necessidades das mulheres e que a sua liderança fortalece a resposta à pandemia.

A afirmação é mais abrangente se considerarmos que as mulheres representam 70% dos trabalhadores do sector social e de saúde e realizam três vezes mais trabalhos de cuidados não remunerados em casa do que os homens, segundo estudos.

Devido à saturação dos sistemas de saúde e ao encerramento das escolas, as tarefas domésticas recaem mais sobre as mulheres, que também têm a maior responsabilidade pelo cuidado de familiares doentes, idosos e crianças.

São elas que, na maioria das vezes, continuam a carregar o fardo dos cuidados, que já é desproporcionalmente alto em tempos normais, situação que coloca as mulheres sob considerável stresse.

A directora da Divisão de Políticas e Programas Intergovernamentais para Mulheres da ONU, Sarah Hendricks, alertou, em declarações à Europa Press, que diante da pandemia, a violência masculina e a exploração sexual provavelmente aumentarão, uma tendência recorrente quando as famílias estão sob pressão.

Hendricks explicou que «a experiência de outras doenças mostra que uma carga maior de mulheres no atendimento aumenta o risco de infecção».

Segundo os especialistas, é necessário que as autoridades de cada um dos países respondam com uma despectiva de género.