Numa época em que a humanidade luta contra a pandemia da Covid-19 e Washington acredita que as forças progressistas do mundo estão desmobilizadas, oportunista e covardemente, o império prepara-se para desferir o que considera o golpe final à Revolução Bolivariana

Autor: Raúl Antonio Capote | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Abril, 2020

Foto: BBC

 

Nos planos atuais do governo Trump, a eliminação física do legítimo presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, ocupa um lugar especial. 

 

Numa época em que a humanidade luta contra a pandemia da Covid-19 e Washington acredita que as forças progressistas do mundo estão desmobilizadas, oportunista e covardemente, o império prepara-se para desferir o que considera o golpe final à Revolução Bolivariana.

 

O presidente venezuelano Nicolás Maduro, em carta recente ao povo norte-americano, alertou para a aventura de um plano como esse, que pode levar a «uma guerra cara, sangrenta e indefinida».

A perigosa tentativa de realizar uma operação de bandeira falsa que serve de pretexto para a invasão militar torna-se, nesse cenário, uma possibilidade real.

As Forças Armadas Nacionais Bolívarianas neutralizaram na noite da segunda-feira, 6 de abril, um avião destinado ao tráfico de drogas que tentava entrar no espaço aéreo venezuelano.

Maduro decretou um toque de recolher nos municípios fronteiriços de Simón Bolívar e Ureña, entre Táchira e Colômbia, perante a ameaça de que mercenários e paramilitares entrassem no país, quatro dos quais foram capturados, tentando passar mascarados como retornados venezuelanos, informou a Telesur.

Por outro lado, a Rede de Defesa da Humanidade, capítulo dos Estados Unidos, juntou-se às vozes pedindo o fim das sanções unilaterais e publicou um manifesto na segunda-feira exigindo o fim das ameaças e agressões contra a Venezuela.

Também a Associação Internacional de Juristas Democratas, personalidades do Direito e outras áreas da intelligentsia de várias partes do mundo, assinaram uma carta aberta dirigida ao secretário do Estado, Mike Pompeo, e aos membros da Comissão de Assuntos Internacionais do Senado dos EUA, em que solicitam ao país do Norte que abandone sua posição agressiva em relação à nação sul-americana.