De Addis Abeba, Etiópia, sede da União Africana (UA), a voz de solidariedade dessa organização foi levantada para reiterar a sua condenação ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba

Autor: José LLamos Camejo | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Fevereiro, 2020

     A União Africana contra o bloqueio de Cuba Foto: Twitter

 

De Addis Abeba, Etiópia, sede da União Africana (UA), a voz de solidariedade dessa organização foi levantada para reiterar a sua condenação ao bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos contra Cuba.

Uma resolução sobre o impacto das sanções e medidas coercitivas unilaterais, adotada pelos chefes de Estado e de Governo dos países que compõem a UA, aponta para o bloqueio dos EUA contra Cuba como o principal obstáculo à implementação na Ilha da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Sustentável.

O texto condenatório do cerco dos EUA contra nosso país ecoou durante a 33ª Assembleia Ordinária de chefes de Estado e de Governo da União Africana, uma organização que iniciou as suas operações em 2002 e é composta por 55 países neste continente.

Durante o conclave, os representantes africanos também reafirmaram o seu apoio à Resolução da Assembleia Geral da ONU que, ano após ano e 28 vezes consecutivas, decide contra o bloqueio da Ilha pelos Estados Unidos.

Uma condenação contida numa resolução insta o governo dos Estados Unidos a suspender o bloqueio injustificado e de longa data, reitera sua solidariedade com o povo cubano e lamenta o atraso sofrido nas relações bilaterais entre a Ilha e os Estados Unidos.

Da mesma forma, rejeita as novas sanções adotadas pelo governo dos EUA ao estender o componente extraterritorial do bloqueio, implementando o Título III da Lei Helms-Burton.

Por sua parte, Ángel Villa, embaixador cubano na UA, agradeceu, em nome de Cuba, o apoio dos Estados membros da organização.