Os mais de 700 colaboradores cubanos na Bolívia estão seguros, confirmou a chefe da Brigada Médica naquele país

Autor: Granma | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Novembro, 2019

Foto: Internet

 

O presidente da República de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, condenou veementemente o golpe na Bolívia no domingo. Em sua conta no Twitter, ele disse: «A direita com golpe de estado violento e covarde atenta contra a democracia na Bolívia. Nossa forte condenação ao golpe de Estado e nossa solidariedade com o irmão presidente Evo Morales Ayma. O mundo deve ser mobilizado pela vida e pela liberdade de Evo».

Também o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, expressou nessa rede social a forte condenação do Ministério das Relações Exteriores de nosso país ao golpe de Estado e a solidariedade com Evo, protagonista e símbolo da reivindicação dos povos originais da Nossa América. Os 701 colaboradores da brigada médica cubana na Bolívia estão seguros, com toda a logística necessária e são mantidos informados dos eventos e em comunicação permanente com a gerência da missão, disse Yoandra Muro, chefe da Brigada Médica Cubana naquela nação, ao Noticiário da Televisão Cubana. Em 9 de Novembro, o Ministério das Relações Exteriores de Cuba emitiu uma declaração: «Desrespeitando as instituições eleitorais e o mandato popular expresso nas urnas, sectores da oposição boliviana, com o apoio e a liderança dos EUA e das oligarquias regionais, lançaram um golpe de Estado com o objetivo de tirar do povo boliviano o resultado eleitoral.

A estratégia do golpe da oposição desencadeou dias intensos de violência naquele país, que custaram mortes, centenas de feridos e expressões condenadas de racismo em relação aos povos originais». Neste domingo, o presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, anunciou a sua renúncia após a onda violenta perpetrada por grupos de oposição que ignoraram os resultados das eleições de 20 de Outubro passado e a declaração das Forças Armadas para que deixasse a presidência. «Decidi renunciar ao meu cargo para que Carlos Mesa e Luis Camacho parassem de abusar e prejudicar milhares de irmãos (...). Tenho a obrigação de buscar a paz e dói muito o facto de enfrentarmos os bolivianos, por isso envio minha carta de demissão à Assembleia Plurinacional da Bolívia. Não é traição aos movimentos sociais, a luta continua, somos povo. Liberamos a Bolívia, estamos deixando uma pátria liberada, em desenvolvimento, com gerações que têm um futuro longo», afirmou Evo. O vice-presidente da nação, Álvaro García Linera, e outros membros do executivo também renunciaram.