De acordo com dados difundidos há poucos dias pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, os danos acumulados pela aplicação do bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados durante quase 60 anos contra a Ilha são de 922,6 milhões (922.630.000) de dólares

Autor: Walkiria Juanes Sánchez | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Setembro, 2019

Foto: Cubaminrex

 

Presidentes de várias nações falaram no segmento de alto nível da Assembleia Geral de ONU no 74º período de sessões e aproveitaram os seus discursos para rechaçar, mais uma vez, o bloqueio que impõe unilateral e injustamente Estados Unidos a Cuba há quase 60 anos, segundo noticiou o site Cubaminrex.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que o cerco económico contra a Ilha atenta contra todos os direitos humanos dos cubanos e por isso, reiterou a oposição do seu país a tal política.

De sua parte, o presidente de Burkina Faso, Roch Marc Christian Kaboré, pediu o levantamento do bloqueio que «tanto sofrimento e prejuízos causou aos cubanos».

Da mesma forma, o chefe de Estado de Angola, João Lourenço, aderiu ao pedido de acabar com o bloqueio económico imposto durante décadas por sucessivos governos norte-americanos.

Tal mecanismo é «injusto de acordo com o direito internacional», especialmente após a abertura em anos recentes de uma janela de oportunidade para a aproximação e a regularização das relações bilaterais, avaliou o presidente.

De acordo com dados difundidos há poucos dias pelo chanceler cubano, Bruno Rodríguez, os danos acumulados pela aplicação do bloqueio económico, comercial e financeiro dos Estados durante quase 60 anos contra a Ilha são de 922,6 milhões (922.630.000) de dólares

Na apresentação à imprensa sobre as afetações ocasionadas pelo cerco estadunidense, o ministro das Relações Exteriores acrescentou que aos preços correntes totalizam US$ 138,8 bilhões (138.843.000.000), números que dependem da depreciação do dólar no mercado internacional, esclareceu.

Explicou, ainda, que esses dados não abrangem o impacto das últimas medidas anunciadas por Washington, pois — por razões metodológicas e pelo rigor no registo destes danos — serão contabilizadas no próximo período, acrescentou.

Igualmente, Rodríguez precisou que, com os ingressos deixados de perceber por bens e serviços, o Produto Interno Bruto da Ilha teria crescido aos preços correntes em torno de 10 por cento.

O chanceler também lembrou que em 6 e 7 de novembro Cuba apresentará pela vigésima oitava ocasião consecutiva perante a Assembleia Geral das Nações Unidas o projeto de resolução contra o bloqueio.

Desde 1992, a Assembleia aprovou 27 resoluções que reclamam ao governo estadunidense pôr fim a essa política de bloqueio, sem condicionamento algum.

(Com informação do Cubaminrex e da Prensa Latina)