Numa entrevista com a rede Telemundo, O presidente Donald Trump não cessa nas suas acusações contra Cuba, acusando-a de ter «25 mil soldados lá»

Autor: Bertha Mojena Milián | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Julho 4, 2019



O tratamento mais humano: Próximo! Foto: Martirena

 

O presidente Donald Trump não cessa nas suas acusações contra Cuba. Numa entrevista na última quinta-feira com a Telemundo — a propósito, a primeira oferecida a um canal de televisão em língua espanhola — disse: «Você vê o que está acontecendo na Venezuela? É horrível. E você sabe quem é o principal responsável pelo problema? Cuba. Ela tem 25 mil soldados lá».

Como se isso não bastasse, Trump também disse que vai «consertar a situação em Cuba» e que sua política de apertar o bloqueio e impor outras medidas para reverter a aproximação bilateral alcançada durante o mandato de Barack Obama poderia «acelerar o processo de transição para a democracia na ilha comunista».

Reiterou que a Ilha maior das Antilhas é a responsável pelo prolongamento da crise na Venezuela, pelo apoio militar que fornece ao governo de Nicolás Maduro, embora tenha admitido que Juan Guaidó não conseguiu «deslocar» o líder venezuelano porque isso é «um processo que leva tempo».

Definitivamente, o que o presidente dos Estados Unidos tem com Cuba e Venezuela é uma obsessão, o que o leva a ser irracional, compulsivo, monotemático e rude, repetindo argumentos absurdos que nem sequer acreditam em seu próprio país.

Cuba negou estas e muitas outras calúnias orquestradas por Washington, porque temos a força da razão e da verdade. As únicas tropas que temos na Venezuela são aquelas que compõem o Exército de batas brancas da medicina cubana que ajuda a salvar milhões de vidas, assim como milhares de outras em muitas partes do mundo. Na nação bolivariana há também os nossos mestres e professores, que actuam como coordenadores e conselheiros das missões que elevaram a qualidade da educação naquele país e a levaram aos lugares mais remotos. Há os instrutores de arte que resgatam e reforçam a identidade nacional e latino-americana, e os atletas que trabalham no recrutamento e treinamento de jovens talentos, bem como na preparação de muitos outros que representam a nação em competições internacionais.

As aberrações de Trump, como as de seu assessor John Bolton — outro mentiroso patológico — expõem involuntariamente quem são realmente responsáveis ​​pela situação na Venezuela: os mesmos que tentam com veemência sufocar economicamente o povo cubano, rendê-lo pela fome e doenças, desacreditam a vontade e o amor que difundem nossos colaboradores e denigram a própria essência da solidariedade.

— Cuba tem 48 mil colaboradores da saúde em 66 países do Sul, mais do que o conjunto de países ricos. Somente a cooperação médica na Venezuela salvou mais de um milhão e meio de vidas em 12 anos.

— A Brigada Médica Cuba a ajuda a Desastres «Henry Reeve» foi premiada em 2017 pela Organização Mundial da Saúde, após atender a mais de 3,5 milhões de pessoas em 21 países.

— Mais de quatro milhões de pessoas sem recursos, em mais de 34 países, foram operadas gratuitamente à vista, graças ao programa Operação Milagre.