Os cubanos sentem um verdadeiro apego ao princípio de soberania, somos zelosos da nossa independência, jamais admitiríamos que seja feito a outros o que não permitimos que nos façam a nós.

Raúl Antonio Capote/Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

 Photo: Omara García (AIN)

 Mais de 20 mil colaboradores cubanos permanecem na Venezuela a lutar pela vida e o bem-estar desse povo irmão, sendo 61% deles mulheres.

 

Em dias passados o presidente estadunidense Donald Trump ameaçou Cuba com um bloqueio total, além de medidas do mais alto nível, enquanto John Bolton acusava a Ilha de «controlar» o governo de Nicolás Maduro.

Essa mentira repete-se sem um mínimo de vergonha pelos mais altos personagens do governo ianque, e Donald Trump ordena a Cuba que retire os «20 mil soldados cubanos da Venezuela», inclusive promete uma nova abertura se «tiramos as mãos de Caracas».

Os cubanos sentem um verdadeiro apego ao princípio de soberania, somos zelosos da nossa independência, jamais admitiríamos que seja feito a outros o que não permitimos que nos façam a nós. A nossa bandeira «não foi jamais mercenária». Venezuela, a terra da clarinada, dos bravos soldados de Bolívar, a que fez tremer um império, não necessita quem salvaguarde a sua honra, valor e dignidade tem demais, os venezuelanos bastam-se eles próprios. No bando dos que amam milita a tropa que luta pela vida que, de um recanto a outro da terra do bravo povo trabalha na Venezuela, eles escolheram o lado do dever. Na República Bolivariana partilham esse trabalho milhares de especialistas na saúde, desportos, cultura, educação, comunicações, agricultura, alimentação, indústria, ciência, energia e transportes.

A Revolução Bolivariana pôs o ser humano no centro de tudo, pela primeira vez milhões de pessoas tiveram acesso aos programas de protecção social de um Governo que dedicou 73% de investimento do PIB em benefício das maiorias.

Dessa vontade de fazer pelo bem de todos, nasceram as missões sociais, criadas e encorajadas por Chávez. Fidel delineou os princípios fundamentais da cooperação entre os nossos países e o resto foi alma e coração do povo em revolução, assim chegaram os primeiros cubanos para se juntarem em uma fileira cerrada aos venezuelanos.

Os nossos colaboradores da saúde estão distribuídos nos 24 estados e 335 municípios do país. Moram em todas as paróquias, oferecem os seus serviços em mais de 1.500 cenários de trabalho, partilham o quotidiano com os mais humildes, tanto num morro como nos bairros onde moram os ricos. A ninguém é perguntado acerca de sua militância política ou suas convicções religiosas, nem lhe pedem dinheiro; todos são atendidos da mesma forma.

Pela Venezuela já passaram 140 mil colaboradores da saúde de Cuba, que realizaram 3,3 milhões de cirurgias e salvaram 1.470.000 vidas. Na actualidade mantêm-se mais de 20 mil. São prestados 10.388 serviços de saúde e em apenas dez anos, foram atendidos, para pôr um exemplo destes serviços, 209.607 pacientes diabéticos com a aplicação do Hebertprot-P, que reduziu para 3%, os casos de amputação de membros. Estes são números «alarmantas» para os que «odeiam e desfazem».

As nossas armas são essas, as nossas tropas na Venezuela são essas: as que garantem e vida e a paz. Militamos no bando dos que fundam e amam.