A melhor homenagem: a revolução em si

Reviver a passagem da Caravana da Liberdade pelos territórios da província de Matanzas neste 7 de Janeiro voltou a despertar entusiasmo entre os seus habitantes. O carinho foi particularmente especial entre os mais jovens, que estavam curiosos para saber os detalhes desse épico liderado por Fidel

Autor: Julio Martínez Molina | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Janeiro de 2019

Foto: Arquivo de Granma – Fidel foi à multidão que esperava por ele em frente à Câmara de Cienfuegos, na madrugada de 7 de Janeiro de 1959.

 

Reviver a passagem da caravana da liberdade pelos territórios da província neste 7 de Janeiro voltou a despertar entusiasmo entre os Matanzas. O afecto era particularmente especial entre os mais jovens, que estavam curiosos para conhecer os detalhes daquele épico liderado por Fidel.

Durante o maior tempo de vida, foi impossível escapar às emoções vividas há 60 anos. Alguns lembram o contacto do líder com as pessoas em Colón, Perico, Jovellanos, e, especialmente, na capital, onde por mais de duas horas falou para a população reunida no parque de La Libertad de uma das varandas da antiga Câmara.

Como facto excepcional, em Matanzas, Fidel está separado da caravana redentora com Celia Sánchez e uma pequena escolta para homenagear José Antonio Echeverría. Após uma breve estadia no Hotel Internacional, em Varadero, ele parte para Cárdenas, onde se encontra com a família do líder estudantil e presta homenagem no cemitério que guarda seus restos mortais.

Então junta-se à coluna novamente para continuar em direcção à capital, lembra o historiador Arnaldo Jiménez de la Cal, que não esquece a agitação revolucionária do povo. Lembre-se que em Matanzas propõem a ideia de erigir um monumento aos mártires participantes de Moncada, Granma, Serra e da luta clandestina. Fidel respeitou a iniciativa, embora tenha notado que a melhor homenagem a todos seria o trabalho da própria Revolução.

Fidel em Cienfuegos tecia um fio de amor para a eternidade

O povo de Cienfuegos que o conheceu foi fiel, legítimo e imparável desde que conversou com ele, sob a severa e fria manhã de 7 de Janeiro de 1959. Os Cienfuegueros, pela primeira vez na história de Cuba, se sentiram protegidos e amados. E retribuíram com ternura e fé.

Fidel, poucas horas antes, chegara à Pérola do Sul, em 6 de Janeiro, com uma fracção da Caravana da Liberdade. O líder revolucionário, ao chegar à bifurcação de Esperanza, decidiu afastar-se da rota e chegar aqui para "prestar homenagem aos heróis e mártires e saudar o povo heróico de 5 de Setembro". Assim o fez saber à multidão reunida em frente à tribuna improvisada em frente ao parque Martí às 01:00 da manhã.

Naquela manhã, Fidel e seus companheiros, depois de um dia sem comer, foram comer no restaurante de María Covadonga. Depois de descansar brevemente, na madrugada do dia 7, realizou entrevistas com os líderes revolucionários locais.