Evocou-se ontem em Cuba a memória dos oito estudantes de medicina executados pelo poder colonial espanhol, sob acusação de terem profanado o sepulcro de um jornalista cubano que apoiava o domínio espanhol.

O julgamento foi conduzido de forma arbitrária, foram cometidas diversas ilegalidades no decurso do mesmo, um dos acusados nem sequer se encontrava em Havana na data do alegado crime, apenas tendo decorrido pouco mais de três horas desde a sentença até à execução.

Assinalando a data, como todos os anos, milhares de estudantes desfilaram desde a escadaria da Universidade até ao local onde foram executados os jovens.

Os jovens, que desfilaram, irão honrar a memória dos jovens assassinados pelos espanhóis, tal como é honrada todos os dias pelos médicos cubanos espalhados por todo o mundo, não só pela qualidade da sua formação, como também pela humanidade no trato dos pacientes, com a sua disponibilidade para exercer a sua missão nos locais mais recônditos dos países onde actuam, onde os profissionais nacionais recusam trabalhar, pela incomodidade dos instalações ou inacessibilidade dos locais.