ALCA (Área de Livre Comércio das Américas): mais uma derrota para os Estados Unidos e as suas pretensões imperialistas

Das mãos de Chávez e Fidel nasceu a Alternativa Bolivariana para os Povos da Nossa América; Hoje Aliança Bolivariana para os Povos do Nosso Tratado de Comércio dos Povos da América (ALBA-TCP)

Autor: Escrita InternacionalEste endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

5 de Novembro de 2018

 

«Treze anos atrás, Chávez, Lula e Kirchner derrotaram a ALCA na Quarta Cimeira das Américas. Um feito histórico que enterrou as pretensões do plano imperialista que ameaçava a nossa região”.

Assim, o presidente venezuelano, Nicolas Maduro lembrou através da sua conta na rede social Twitter o fracasso de um outro projecto americano, quando o Comandante Hugo Chávez não permitiu que se consolidasse o poder económico das elites transnacionais que têm dominado os países da região.

A América Latina ainda se lembra de como os presidentes da Venezuela, Brasil e Argentina prevaleceram e conseguiram acabar com a ALCA na Quarta Cimeira das Américas realizada em Mar del Plata, em 4 e 5 de Novembro de 2005; "ALCA, para o inferno", como Chávez diria.

13 anos atrás, nas ruas da Argentina, vários movimentos e líderes sociais também rejeitaram essa iniciativa que visava garantir a livre circulação de mercadorias por meio da aplicação de regras comerciais supranacionais e limitar a capacidade dos governos nas suas próprias economias, o poder era para os investidores.

Diante disso, uma luz que confraternizou a nossa região nasceu das mãos de Chávez e Fidel: a Alternativa Bolivariana para os Povos de Nossa América; hoje Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América - Tratado de Comércio dos Povos (ALBA-TCP).

Graças a este mecanismo, em menos de duas décadas, foi possível devolver a vista a milhões de pessoas gratuitamente através do Mission Miracle; com o método educacional "eu posso fazê-lo", mais de cinco milhões de pessoas aprenderam a ler e escrever; A Escola Latino-Americana de Medicina continua a formar médicos que depois retornam aos seus países para aplicar o que aprenderam.

No entanto, todas essas conquistas estão em perigo, o cerco a governos progressistas é sentido hoje na América Latina e no Caribe e ameaça comprometer os projectos integracionistas da região: os ataques constantes do presidente dos EUA, Donald Trump, entre o retorno da Doutrina Monroe, as sanções contra a Venezuela e a Nicarágua, o endurecimento do bloqueio económico, financeiro e comercial contra Cuba; a ascensão ao poder das administrações direitistas, com ênfase na eleição de Jair Bolsonaro no Brasil, e a perseguição de líderes de esquerda (Lula, Dilma, Cristina Fernández).

Hoje, mais do que nunca, as vozes da ALBA, CELAC, CARICOM, AEC são necessárias num contexto difícil, onde é vital encontrar a "unidade além da diversidade".