O presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez, durante sua visita a Nova York no mês passado, no seu discurso perante mais de 150 cubanos residentes nos Estados Unidos, disse que os emigrantes cubanos de todo o mundo contribuem decisivamente para as lutas e os interesses que nossa nação defende.

Autor: Daina Caballero Trujillo | Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Outubro 22, 2018

«Contamos com vocês. Somos Cuba» foi a mensagem com a qual o presidente Miguel Díaz-Canel Bermúdez concluiu o seu discurso dirigido a mais de 150 cubanos residentes nos Estados Unidos durante sua visita, no mês passado, em Nova York. Os emigrantes cubanos em todas as partes do mundo dão uma contribuição decisiva em favor das lutas e interesses que nossa nação defende.

Essa mensagem também foi lembrada por Ernesto Soberón Guzmán, director dos Assuntos Consulares e de Cubanos residentes no Exterior, do Minrex, no seu discurso no 13º Encontro Regional de Cubanos na Europa.

«Permitam-me reafirmar que o fortalecimento dos laços entre a nação cubana e seus nacionais no exterior é contínuo e irreversível», afirmou Soberón.

Nesse sentido, um passo importante e sem precedentes é o facto da participação de todos os cubanos no exterior, independentemente de onde se localizem, no debate sobre o Projecto da Nova Constituição.

Até hoje, os cubanos residentes em 121 países em todo o mundo participaram dessa consulta popular, confirmando o carácter democrático e único da mesma.

Mas o relacionamento de Cuba com seus emigrantes não ficou à margem do histórico conflito com os Estados Unidos e do apoio incondicional de Washington a grupos de emigrantes que apostaram no terrorismo e na agressão para derrubar a Revolução, a partir de 1º de Janeiro de 1959

Neste contexto, seria impossível não destacar a relevância do Diálogo de 1978, que endossava o apoio e o compromisso do Governo cubano para o desenvolvimento dos contactos entre a Nação e a Emigração, sob a presença e orientação decisiva de Fidel.

O ideal de Cuba tem sido e continua a ser fortalecer e reafirmar os laços com os cubanos que vivem no exterior. Apesar da corrente minoritária e extremista que ainda promove o confronto entre os cubanos que vivem noutros países e a sua pátria, hoje, o nosso governo está empenhado em continuar a desenvolver um diálogo franco e abrangente com os nossos concidadãos no exterior.

Mais de cinco anos após a actualização da nossa política de migração, continua o aumento das saídas do país com um passaporte actual, um período em que 2.674.676 viagens foram feitas pelos nossos nacionais.

Em paralelo, há um aumento sustentado no número de cubanos que vivem no exterior. De 14 de Janeiro de 2013 a 14 de Janeiro de 2018, foram registradas 2.080.043 inscrições.

Além disso, o pedido de residência permanente no território nacional dos emigrantes cubanos (que regressaram) é mantido de forma sustentada, com 40.603 cadastrados desde 2013. Em suma, afirmou Soberón, os cubanos estão a viajar actualmente de forma crescente e não emigram em massa.