Em entrevista à BBC, o ministro da Comunicação, Cultura e Turismo da Venezuela, Jorge Rodriguez, condenou o bloqueio económico contra o seu país e destacou que respeitar a soberania do povo venezuelano é a melhor forma de ajudar.

Rodríguez também responsabilizou a imprensa pelo papel que cumpre neste processo ao distorcer informações para criar o cenário de caos no país e fomentar uma “guerra psicológica”. “Creio que há muita deturpação e uma verdadeira operação de guerra mediática e psicológica, quase de linchamento, contra a Venezuela”, afirmou.

Para o ministro, a melhor forma de ajudar o país é “levantar o bloqueio económico e financeiro e respeitar a soberania do povo venezuelano”. Uma das formas de contribuir, além disso, é não disseminar a falácia de “crise humanitária”.

“Querem ajudar a Venezuela? Desbloqueiem os fundos ilegalmente retidos para que possamos pagar os alimentos e os medicamentos. Permitam que os alimentos que compramos passem na fronteira da Colômbia e do Brasil, tenham medidas mais efetivas para impedir o contrabando de gasolina, de alimentos e de medicamentos, que saem para países como a Colômbia, o Brasil e para o Caribe”, provocou o ministro.

Desde que empreendeu um caminho alicerçado na sua plena soberania, na liberdade e independência face aos interesses dos EUA e de outros países imperialistas, que, denuncia Rodríguez, o país enfrenta uma guerra económica e mediática, criando falsas ideias na opinião pública com o objetivo de atacar as conquistas sociais alcançadas com a Revolução Bolivariana.

A falsa ajuda humanitária

O ministro destaca que um dos alicerces do discurso de caos no país é a suposta “crise humanitária” que justifica uma “ajuda humanitária” dos Estados Unidos e de outros países imperialistas, que, cujo resultado é uma intervenção externa. Este mecanismo de ação não é novo, denuncia Rodriguez.

“Lembrem-se das armas de destruição massiva no Iraque. O argumento permitiu a destruição de um país inteiro, o assassinato de milhões de pessoas e depois, de cara lavada, disseram: estávamos errados. Não havia armas de destruição massiva”, denunciou Rodríguez.

Na entrevista recordou que, como resultado do bloqueio, a Venezuela teve sérios problemas na distribuição e fornecimento de medicamentos, especialmente aqueles que são mais difíceis de obter no mercado internacional, situação que o governo tem vindo a resolver em ligação direta com a população.

Ressaltou que, qualquer proposta para fornecer medicamentos ao país, desde que respeite a soberania nacional e a independência da Venezuela, é bem-vinda, mas que até ao momento ainda não ocorreu, o que na sua opinião revela uma “tremenda hipocrisia”.

 

Fonte - Portal Vermelho