A nomeada poetisa, modelo feminista de uma primeira geração poética ainda latente, também se destacou pelo seu trabalho político.

 

Foto: Prensa Latina

 

Em relação ao 65º aniversário da morte da poetisa chilena Gabriela Mistral, a primeira mulher da América Latina a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura (1945), várias instituições cubanas evocaram sua obra nesta semana, informou Prensa Latina.

 

Na sua conta no Twitter, Casa das Américas publicou um fragmento do poema Vim de pátria escura: «Vim de pátria escura e dono claro / sem saber ou, sabendo vagamente, / sem escolher vale ou tarefa / e vim cega e cega vou e venho».

 

Da mesma forma, o Instituto Cubano do Livro lembrou o legado da «professora rural, educadora e vencedora do prémio mais importante da literatura universal». O Conselho Nacional de Artes Cênicas também evocou Gabriela Mistral ao partilhar quatro dos seus cadernos que lhe renderam inúmeros prémios internacionais: Desolación (1922), Ternura (1924), Tala (1938) e Lagar (1954).

 

A nomeada poetisa da maternidade e da terra chilena e latino-americana, modelo feminista de uma primeira geração poética ainda latente, destacou-se por sua atuação política como consul em diversas cidades da Europa e América, viajou o mundo com sua poesia e foi mentora de outras escritores brilhantes como Octávio Paz e Pablo Neruda.

 

Fonte: Granma

Janeiro, 2022