Declaração do Ministério das Relações Exteriores

 

Foto: CNN

 

“Nós, cubanos, repudiamos com desprezo qualquer manobra destinada a manipular um tema tão delicado, quando nosso país foi vítima de um terrorismo brutal.”

 

O ministério das Relações Exteriores condena nos termos mais veementes e absolutos a fraudulenta qualificação de Cuba como Estado patrocinador do terrorismo, anunciada pelo governo dos Estados Unidos em ato cínico e hipócrita.

Há meses vinha se especulando acerca da possibilidade de incluir Cuba na lista unilateral do Departamento de Estado que qualifica países, sem mandato ou legitimidade, sem motivação genuína, referindo-se ao terrorismo e suas consequências, e como instrumento de difamação para aplicar medidas económicas coercivas contra as nações que resistem a ceder aos caprichos do imperialismo norte-americano.

O anúncio feito pelo secretário de Estado Michael Pompeo constitui um acto soberbo de um governo desacreditado, desonesto e moralmente falido. É sabido, sem dúvida, que a verdadeira motivação desta acção é impor obstáculos adicionais a qualquer perspectiva de recuperação das relações bilaterais entre Cuba e os Estados Unidos.

O chanceler cubano Bruno Rodríguez endossou, em 7 de janeiro, o compromisso do seu país com o multilateralismo e o Movimento dos Países Não-Alinhados (Noal)

Foto: Twitter

 

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, endossou quinta-feira, 7 de janeiro, o compromisso da Ilha maior das Antilhas com o multilateralismo e com o Movimento dos Países Não Alinhados (Mnoal).

Em mensagem postada no Twitter, o chanceler cubano reconheceu a rejeição daquele órgão às medidas coercitivas dos Estados Unidos, destinadas a dificultar o confronto com a Covid-19 na Ilha, e destacou a promoção da solidariedade e da cooperação internacional no interior do Mnoal.

Em outubro passado, Rodríguez Parrilla defendeu, dentro do grupo, o legítimo direito dos países membros ao desenvolvimento, limitado pela imposição de medidas extraterritoriais.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, lamentou a perda de vidas humanas e rejeitou os atos de violência ocorridos nos Estados Unidos

Foto: CNN

 

Os actos de violência no Capitólio dos Estados Unidos são a expressão da crise do sistema e o resultado de um longo período de exclusão, manipulação e incitamento ao ódio. 

 

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez, lamentou a morte de várias pessoas como resultado da irrupção de seguidores do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Congresso daquele país. Na sua conta no Twitter, o chefe de estado cubano condenou esse acto, assim como as expressões de violência e supremacia.

 

Após um dia de terror extremo, descrito pelos próprios meios de comunicação do país como um choque para o coração da democracia norte-americana, o vice-presidente Mike Pence declarou que Joe Biden obteve 306 votos, mais do que os 270 necessários, para se tornar o 46º presidente dos Estados Unidos, informou a Prensa Latina. Também foi anunciado que o actual presidente aceita a transição de comando, conforme confirmado pelo The New York Times.

Apesar do desfecho fatal da demonstração de força dos partidários de Trump e das imagens inéditas do Capitólio que percorreram o mundo, o magnata recusa-se

 a condenar os acontecimentos e, precisamente por causa de suas palavras enganosas e segregacionistas, perdeu seu principal meio de comunicação: as redes sociais.

O vídeo, publicado horas após os eventos de devastação terem sido registados na sede do Congresso dos Estados Unidos, Trump exortou os seus seguidores a manter a paz e voltar para suas casas, enquanto repetia, sem apresentar provas, que as eleições «foram roubadas».

Segundo a Prensa Latina, o clipe foi retirado pelo YouTube e Facebook, e esta última plataforma também anunciou que as restrições ao perfil do presidente continuarão pelo menos nas próximas duas semanas e talvez «indefinidamente», e o processo também poderá ser cumprido na rede social Instagram, de propriedade da mesma empresa, informou a CNN.

A mídia social não apenas condenou a atitude de Donald Trump, mas também várias figuras mundiais. De acordo com o democrata Barack Obama, presidente de 2009 a 2017, a história lembrará a violência incitada pelo presidente em exercício como um momento de grande desonra e vergonha para os Estados Unidos.

O ministro cubano das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez Parrilla, expressou por meio de mensagem no Twitter que a violação da ordem constitucional e o desrespeito às instituições promovido pelo presidente Trump para anular a vontade dos eleitores, reproduz as práticas vergonhosas que os EUA têm empregado contra o resto do mundo. Acrescentou que os actos de vandalismo vividos na quarta-feira «são uma expressão da crise do sistema e o resultado de um longo período de exclusão, manipulação, irresponsabilidade política e incitamento ao ódio». Muitos outros líderes mundiais e os grandes meios de comunicação dos Estados Unidos também condenaram as ações de quarta-feira.

Extratos de informação Granma

Janeiro de 2021

É difícil não evocar no presente a menina que, durante a luta clandestina, idealizava soluções tremendas como colocar mensagens embrulhadas em cigarros e até dentro de um bolo; ou o de inventar uma barriga de grávida para fugir das autoridades da tirania

 

Celia Sánchez Manduley - A nossa bandeira nacional a meio mastro, uma sexta-feira cinza demais e até o «pranto» do céu na capital, foram o prelúdio da terrível notícia que ninguém gostaria de ouvir naquele 11 de Janeiro de 1980.

 

A «alma» feminina da Revolução deixou de bater; um povo inteiro foi privado da bondade, ternura, rebeldia e a própria simplicidade tornada mulher..., deixava de existir fisicamente a madrinha de todos, quem a partir daquele dia cinzento se tornaria flor, ar, lembrança memorável, presença vivente.

 

Havana, 10 Jan (Prensa Latina) Cuba exige um teste PCR negativo de Covid-19 para viajantes internacionais, realizado por um laboratório certificado no país de origem.

 

Segundo fontes oficiais, esse exame deve ser feito no prazo máximo de 72 horas antes da chegada ao território nacional.

 

Ao entrar, as pessoas apresentarão às autoridades do Controle Sanitário Internacional o certificado que as credencie como 'negativo à Covid-19'.

 

Além disso, todos os turistas com interesse em se hospedar em hotéis, casas de aluguel ou albergues farão, no ponto de entrada, um PCR e ficarão isolados até que tenham o resultado negativo daquele exame, especifica o site do Ministério da Saúde Pública.