«Trump prolonga mais um ano a Lei do Comércio com o Inimigo que sustenta o bloqueio a Cuba. Recrudesce-se o cerco e a fustigação, crescem o assanhamento e a perversidade. Um bloqueio desumano e cruel. Mas aqui ninguém se vai render», respondeu através da sua conta no Twitter o presidente da República, Miguel Díaz-Canel.

Como cada ano, a partir da década de 60, neste ano 2020 o presidente dos Estados Unidos reativou essa legislação, que data de 6 de outubro de 1917, e lhe permite limitar o comércio e impor sanções económicas com nações que seu Governo considera «hostis».

«Por meio da presente determino que a continuação do exercício dessas autoridades com respeito a Cuba durante um ano, é do interesse nacional dos Estados Unidos», inclui o Memorando para o secretário do Estado e do Tesouro, publicado no site da Casa Branca.

De acordo com a agência Prensa Latina, Donald Trump também ampliou os seus poderes para ter maior liberdade de acção quanto ao cumprimento das sanções, e em torno da emissão de licenças para transações individuais.

A princípios do século passado, Edward L. Bernays, publicitário, jornalista e inventor da teoria das relações públicas, considerado o pai da propaganda moderna e da engenharia do consenso nos EUA, afirmava num dos seus escritos: «A manipulação consciente e inteligente dos hábitos e opiniões das massas é um elemento de importância na sociedade democrática.

Aqueles que manipulam este mecanismo oculto da sociedade, constituem o governo invisível que detém o verdadeiro poder que rege o destino do nosso país».

Nascido na Áustria e sobrinho de Sigmund Freud, aplicou muitas das teorias e descobertas do tio na «ciência da manipulação das massas». Convertida numa arte pelos integrantes do «governo invisível», é uma das ferramentas mais importantes na construção simbólica do capitalismo estadunidense.

Hoje, com o avanço das tecnologias das comunicações, a informação e a Internet, este saber atingiu patamares difíceis de calcular.

Os analistas podem construir modelos capazes de prever atributos ocultos, entre eles, preferências políticas, orientação sexual, quanto confia você nas pessoas com as que se relaciona, quão sólidas são essas relações, tudo graças à informação que os próprios usuários sobem às redes.

Os nossos correios eletrónicos, tuits, apresentações on line, post no Facebook..., alimentam o volume de dados que se gera cada dia na Internet.

Há algum tempo vem se falando de racismo em diversos espaços de crítica e posicionamento musical. Para contextualizá-lo lançam mão, de maneira exacta, do período histórico iniciado a partir de 1959.

A história musical cubana é marcada por uma profunda miscigenação a partir da concepção da própria nacionalidade, em profunda comunhão com a guerra contra a metrópole espanhola. O nascimento desse senso nacionalista e independentista é, precisamente, anticolonialista e, por transitividade e princípios políticos, antirracista. Imaginem qualificar de racista uma Revolução que teve como alicerce político a abolição da escravidão?

Reconhecer a simbiose da cultura cubana com ideais libertadores, inclusive antes de 1868, é talvez o acontecimento cultural mais importante na forja do pensamento de grandes cubanos, onde evidentemente José Martí continua sendo o referente e a luz obrigatória em todo sentido.

O ministério dos Exteriores da Rússia reprovou o bloqueio por parte de Google das contas do jornal Granma e de mais dois meios informativos cubanos.

 

O ministério dos Exteriores da Rússia reprovou o bloqueio por parte de Google das contas do jornal Granma e de mais dois meios informativos cubanos.

«O bloqueio das contas da editora Granma, da Mesa Redonda e da Cubavisión Internacional, que a empresa estadunidense realizou em 20 de Agosto passado, é arbitrário, tem um carácter abertamente restritivo e, além do mais, viola os princípios democráticos aceites por todos, limitando a liberdade de acesso à informação», expressou à imprensa a porta-voz da chancelaria russa, María Zakhárova, quem explicou que o veto foi baseado «em certa acusação de que eles tinham violado a lei sobre exportação para os EUA», precisou a Sputnik.

Mas Setembro tem a sua história e os cubanos, vítimas dessa política do governo ianque, lembramos outros setembros e outros crimes

Foto: Cortesia de Carlos Alberto Cremata

 

Fidel abraça Carlos Alberto Cremata, filho de uma das vítimas do acto terrorista que derribou um avião em pleno voo nas costas frente a Barbados, matando 73 pessoas.

 

Em 11 de setembro de 2001, uma notícia ocupou as manchetes de todos os meios de comunicação do mundo «Estados Unidos sob ataque», as imagens das torres do World Trade Center envolvidas em nuvens de fumaça e de poeira converteram-se no sinal de uma nova época.

 

Mais de 3 mil pessoas foram sacrificadas nessa sorte de Moloch em que se converteu o World Trade Center, ícone das finanças e dos negócios. Este facto lamentável também serviu para que os falcões da guerra pegassem as espadas e espalhassem o medo e a morte em «escuros recantos do mundo».