Poucos conhecem o quanto pode conseguir, ainda com recursos limitados e bloqueada, uma sociedade socialista que, apesar de seus bolsos esvaziados, destina, como norma, mais de 50% do seu orçamento anual a despesas e investimentos nos sectores sociais da saúde pública e a educação; indicadores que podem disparar até níveis insuspeitos quando uma contingência como a actual põe em perigo a vida do seu povo.

 

 

Esse outro orçamento humanista, base da conduta nacional, é argumentado com dados reveladores, como o que informou, no programa Mesa Redonda, na televisão, a ministra cubana das Finanças e Preços, Meisi Bolaños Weiss, que informou terem sido afectados mais de 900 milhões de pesos, até o fecho das contas de agosto, a sufragar o impacto da pandemia, a maior percentagem do orçamento do Estado.

Na terceira visita governamental a Santiago de Cuba, o presidente cubano avaliou na Universidade do Oriente os avanços no vínculo concreto entre ciência e produção

Foto: Estudios Revolución

 

SANTIAGO DE CUBA.— Como parte da insistência proactiva do Governo cubano em multiplicar os vínculos entre a produção científica e o restante dos sectores produtivos do país, a fim de gerar impactos concretos na economia nacional, o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermúdez incluiu, no programa da visita governamental a Santiago de Cuba, uma paragem para ouvir dirigentes, pesquisadores, formandos e estudantes da Universidade do Oriente.

O chefe de Estado cubano foi informado sobre de que maneira essa casa de altos estudos se insere com força na estratégia de obtenção de alimentos, mediante a aplicação de uns trinta resultados da ciência, gerados em diferentes projectos que estão a envolver cerca de 3.300 estudantes.

O presidente, em nome do general-de-exército Raúl Castro Ruz, do Partido e do Governo, manifestou reconhecimento as pessoas que contribuíram para o «milagre da resistência cubana»

 

Foto: Juvenal Balán

A partir de, 12 de Outubro, Cuba iniciou a nova normalidade, após meses de uma realidade sumamente desafiante de combate à pandemia, a agressividade do bloqueio dos Estados Unidos e sem abrir mão no empenho de avançar na estratégia económica e social.

São tempos de desafio, onde as luzes do povo unido puseram a descoberto, novamente, as fortalezas que nos definem perante o mundo e que não podem ser obviadas nem sequer pelos mais incrédulos.

«Nós sentimos que é um momento onde há uma abundante mostra de heroísmo cotidiano do nosso povo, onde se observa a perseverança, a vontade que se opõe ao desgaste e ao cansaço, depois de sete longos meses», afirmou Diaz-Canel. E reconheceu o desempenho dos cientistas, laboratoristas, técnicos, médicos, enfermeiros, trabalhadores da Saúde e todos aqueles que apoiaram esta batalha perante o novo coronavírus em hospitais e locais de isolamento, entre eles os jovens.

Nesta luta em prol da vida vieram à tona os mais belos valores de nossa sociedade. A solidariedade, a entrega e o sacrifício, a vocação e o prazer em servir os demais, foram causa comum dentro e fora das fronteiras.

«O primeiro dia da liberdade, início da nossa luta pela independência, ideal que hoje continuamos a defender perante o império e os mercenários anexionistas a seu serviço»

 

Foto: ACN

 

SANTIAGO DE CUBA.— «O primeiro dia da liberdade, início de nossa luta pela independência, ideal que hoje continuamos a defender perante o império e os mercenários anexionistas a seu serviço», escreveu no Twitter o presidente da República, Miguel Díaz-Canel Bermudez, no dia 10 de Outubro, quando perante Carlos Manuel de Céspedes, José Martí, Mariana Grajales e Fidel, no corredor dos fundadores da nação, no cemitério desta cidade, ouviu-se dobrar o sino de La Demajagua.

Um novo passo, e não qualquer um, mas sim um passo decisivo para o enfrentamento à pandemia e para o futuro imediato de Cuba, inicia-se hoje

Foto: Ismael Batista

 

Com o respaldo de meses de trabalho tenso e ininterrompido, de longas horas de análises, de acumulação de experiências e medidas em constante aperfeiçoamento, deparamo-nos com um conceito que utilizamos muitas vezes ao longo deste tempo, e que agora se materializa para o óptimo e orgânico funcionamento do país: a nova normalidade.

Vários aspectos distinguem a passagem a esta etapa (à qual se incorporam 12 províncias cubanas e o município especial Isla de la Juventud), mas nenhum deles a define melhor do que a adopção de um novo código e estilo de vida. Por outras palavras, trata-se de assumir uma nova quotidianidade, de incorporar nela, não como modos de actuação, mas sim como rotinas imprescindíveis, todas as aprendizagens que nos permitiram chegar até aqui.