No momento em que registamos a efeméride do crime de Barbádos, relembrando e homenageando as vítimas do terrorismo movido pela mão do imperialismo Americano contra Cuba que vitimou 3.478 dos seus filhos e que assinalamos mais um ano passado sobre a morte de Ché Guevara, pensamos ser oportuno a transcrição de um excerto de Eduardo Galeano lido na sua nomeação como Doutor Honoris Causa pela Universidade de Havana em dezembro de 2001.

Foram as palavras de Fidel perante a multidão que chorava a morte dos compatriotas vítimas do atentado terrorista de Barbados.

E o povo respondeu “Pátria ou Morte”, jurando fidelidade à revolução!

A 6 de Outubro é evocado este atentado terrorista contra a revolução porque em Cuba não são esquecidos aqueles que morreram pela soberania nacional.

Nesse dia, 6 de Outubro de 1976, descolou do Aeroporto Nacional de Barbados um DC8 da Cubana de Aviación que se dirigia à Jamaica.

A convite da Embaixada de Cuba em Portugal, a AAPC esteve presente num encontro com o Diretor Geral da Imprensa, Comunicação e Imagem do Ministério dos Negócios
Estrangeiros de Cuba, Sr. Alejandro González. Estiveram também presentes representantes do Alocubano, da JCP, do MDM, da Associação Jose Marti e do Jornal do
Comércio do Seixal e Sesimbra, entre outros amigos de Cuba.

Num dia como este, em 1960, perante o povo reunido em frente do Palácio Presidencial (hoje Museu da Revolução) e o ruído de petardos que pretendiam ameaçar a segurança cubana e a revolução, Fidel propôs ao povo a constituição dos Comités de Defesa da Revolução (CDR), um sistema colectivo de vigilância revolucionária, que constitui hoje a maior organização de massas do país, com mais de 8 milhões de filiados.

No passado dia 12, realizou-se no Instituto Cubano de Amizade com os Povos um acto evocativo da prisão dos cinco cubanos antiterroristas detidos nos EUA há 20 anos.

A efeméride foi marcada pela evocação da solidariedade internacional prestada por ”mais de duas mil organizações em 154 países, durante 15 anos, como voz imprescindível do grito de libertação mundial”.